segunda-feira, 30 de abril de 2007

Yeda prá Presidente do Brasil!


Essa é boa!!!! Ontem em ZH, o jornalismo chapa branca, a Rosane Oliveira falou e disse: a Tia Yeda aspira ser candidata à Primeira “presidenta” do Brasil. Tirando fora a pretensão da Rainha das Pantalhas, eu queria ver a cara do Aécio e do Serra, candidatos preferenciais do tucanato ao planalto.

Segundo nos informa o Cristóvão Fiel, do Diário Gauche, Dona Rosane procura fazer jornalismo alinhado a ideologia de quem lhe paga, mas o resultado é marrom - marrom para dona Yedinha. Ontem, a colunista de Zero Hora, manifestou que "é legítimo um político querer ser presidente da República" e coisa e tal. Mas citou como exemplo - pasmem - o deputado Paulo Salim Maluf que também quis ser presidente, no finalzinho da ditadura militar. Depois - para reforçar bem o seu argumento-vacum - dona Rosane disse que "até o prefeito de Cacimbinhas tem direito de sonhar com o cargo de presidente".

Como podemos ver, está bem arranjada a dona Yedinha com essa advogada de defesa. Rosane quis dizer - e disse - que se um biltre como Maluf aspira, e se um insignificante prefeitinho sonha, logo, a lilliputiana Yedinha também pode, ora bolas!
Será que a dona Rosane dorme em beliche e bate a cabeça quando cai? Ou é algo na água da RBS?

Não é boa essa?

Redução da maioridade penal.





A redução da maioridade penal teve uma força na semana passada. A comissão do Senado deu aval para que o plenário avalie e vote a proposta. Tudo isso encima de um “estado de comoção” proveniente de fatos, bárbaros é claro, mas que poder gerar mais violência.



O Estado brasileiro não terá condições de tratar esses menores de forma diferenciada dos hoje são aplicados nas inúmeras “Febens”. É tapar o sol com a peneira.



Agora, vamos pensar. É só andarmos pelas ruas de Porto Alegre e constatar centenas de crianças atiradas nas calçadas, vivendo das nossas migalhas, sem ter o mínimo para uma vida sadia e digna. São crianças sem esperança. São crianças fracas. São crianças sem amor, sem família.



Reduzir a maioridade penal, num país com tantas desigualdades sociais, é um passo para criar mais e mais pessoas sem NADA A PERDER, camocases do dia à dia.



E mais...me respondam, a diminuição da maioridade penal, vai colocar na cadeia os delinqüentes juvenis “filinhos de papai”?

Quem quer calar o vice-Feijó!


Temos observado atônitos a nova crise no “novo jeito de governar”. Agora, novamente, o vice-Feijó, ataca implacavelmente o ação do atual governico. A questão Fernando Lemos/Banrisul e as denúncias apresentadas prometem muito pano prá manga.

Mas a mídia em geral (leia-se aqui, principalmente, a ZH), prefere outros assuntos, tentando abafar e descaracterizar a gravidade dessas denúncias. E quando trata desse assunto, somente desqualifica e ironiza o denunciante. Em nenhum momento vai investigar da veracidade sobre o que diz o vice-Feijó.

Todos sabemos qual a intenção do Feijó, ele é um liberal, e como tal, quer privatizar o banco mas, suas denúncias parecem que têm sustentação. Pois foram encaminhadas ao Judiciário a fim de levar adiante as investigações.

É esperar para ver (isto é, se FOR a diante)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Natureza? Que é natureza? Para quê serve isso?


Se você dissesse a alguém que vivemos em uma ditadura, certamente essa pessoa certamente iria lhe chamar de louco ou sei lá o que. Mas do jeito que está a coisa aqui no Rio Grande do Sul, isso não seria uma mentira, pois o o governico da tia Yeda, age de forma ditatorial, apoiando-se na sua base aliada.


Ontem a tarde, a oposição foi patrolada na votação da reforma administrativa que, segundo o Dep. Raul Ponte, “não vai resultar em nenhuma economia, ao contrário, vai gerar mais despesas, pois cria novas secretarias e novos cargos comissionados”. Também não houve qualquer discussão de muitos das propostas constantes no projeto governamental, muitos nem chegaram a ser lidos. A votação foi a prova dessa ditadura, o Governo manda e a assembléia aprova, foram 40 votos a favor e 13 contrários.


Mas o mais preocupante nessa reforma, é a saída da SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente, dos recursos hídricos, indo para a irrigação (nova pasta criada na reforma) e a política florestal fque oi para a agricultura. Veja só, para onde vai a preservação da natureza, pois essas mudanças servem somente aos interesses dos grandes empresários, sempre ávidos por mais lucros.


Já na esfera nacional a coisa também não é boa, na contramão da busca de um desenvolvimento com repnsabilidade ambiental, o Governo Lula prepara a divisão do IBAMA- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis em duas secretarias. Uma vai cuidar dos parques e reservas e outra das licenças. A desculpa do Governo é agilizar o licenciamento de projetos de infra-estrutura para o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Será?


Tudo em nome do capital, do lucro dos grandes grupos econômicos. Essa e outras coisas nos demonstram que não existe vontade de se preservar o que ainda resta de natureza.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Em porta arrombada, tranca de ferro


Vejam a que ponto chegamos. O HPS, o nosso mais que querido Pronto Socorro, atirado às traças, que dizer, aos ratos. Sim ratos. Eles se adonaram do Hospital por pura incompetência da Prefeitura, do nosso José “gasparzinho” Fogaça. O seu vice, o Médico monstro, Elizeu Santos, depois do acontecido ter sido divulgado pala mídia, vai tomar providências, vejam uma parte da matéria de Zero Hora>


“higiene no Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou uma série de medidas para tentar solucionar o problema.Em nota divulgada nesta sexta, a prefeitura da Capital determinou a contratação emergencial de uma empresa privada para realizar a desratização do depósito de lixo do hospital, a ser iniciada no sábado. Além disso, os procedimentos para acondicionamento de resíduos devem ser modificados.


A nota informa a autorização para a compra de luvas, seringas, ataduras e filme para Raio X, além de conserto do elevador, das máquinas de lavar, do aparelho de ar-condicionado e do revestimento do piso do HPS, em caráter de urgência.


A ordem foi dada pelo prefeito em exercício, Eliseu Santos, após reunião com os secretários Pedro Gus (Saúde), Cristiano Tatsch (Fazenda) e Cezar Busatto (Governança Local), na tarde de sexta. A orientação é de que sejam mudados os procedimentos para acondicionamento dos resíduos.


As demais necessidades de reforma estrutural serão contempladas pelo Programa de Qualificação do Sistema Único de Saúde (QualiSUS), que destina recursos para reforma e ampliação das áreas de urgência e emergência de hospitais e pronto-atendimentos. O QualiSUS repassará ao HPS cerca de R$ 6,5 milhões e, em contrapartida, a prefeitura irá investir 20% do valor. A previsão é de que até o final do ano essas obras sejam iniciadas.”


Vejam que não são somente os ratos. Muitas outra coisas estavam erradas e o (des)governo municipal só toma jeito após a mídia denunciar. E olha, prá mídia denunciar os “queridinhos”, a coisa tem de estar muito ruim.


Agora, o final da matéria é que é interessante. Que as reformas estruturais, essas ficam por conta do Governo Federal. Bom, e que vai inaugura-las?

O novo jeito de acabar com a natureza


Nada melhor do que um dia após o outro. As coisas no nosso estado, já vão de mal a pior, agora vem a “tal reforma administrativa” da tia Yeda. Tirando a legitimidade do governico de lado, pois foi eleito com uma grande força da mídia local. Aí existe o maior disparate contra o povo, em benefício dos poderosos. A dissolução da Secretaria do meio ambiente. Sendo esquartejada a sua estrutura entre a agricultura e irrigação. Já pensaram no que vai dar?


Bom, se a base “aliada” der essa força prá tia, será o mesmo que colocar a raposa a cuidar do galinheiro: não vai sobrar uma galinha. Isto é, já era o nosso tão combalido ambiente.


É sabido o que pensam a FARSUL e os grandes empresários do agrobussines: mato é para derrubar e rio é para irrigar, o resto que esploda.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

O caos do trânsito em Porto Alegre


São Paulo - As montadoras estão aumentando as vendas num ritmo mais forte do que a produção. Em março, comercializaram 31,8% mais veículos nacionais e importados do que no mês anterior (193.450, contra 146.765). O número de unidades produzidas subiu num ritmo mais fraco: 246.475 contra 203.450 (21,1%).

Fonte: Agência Brasil

Esta seria uma boa notícia se, não se levasse em conta os problemas ambientais que esse aumento realmente representa. Vários pontos estão envolvidos aí. A questão do aumento da queima dos combustíveis fósseis e o aquecimento global, a utilização dos recursos naturais em grande escala (água, energia, ferro, etc.). sem contar que, essas multinacionais, estão isentas de impostos, empregam pouca mão de obra e seu lucro, vai todo para outros países.


Mas o que eu quero me referir aqui são os transtornos causados nas grandes cidades com o aumento da circulação, de mais e mais veículos. São Paulo, por exemplo, que tem a maior frota de veículos do País, é obrigada a fazer rodízio para evitar (e não consegue) a poluição e os engarrafamentos.


Porto Alegre, também enfrenta problemas idênticos. Nos horários de pico, é quase impossível de se chegar ao centro pela manhã e sair do centro a tarde. O famoso “funil” da rodoviária é um escândalo, uma confusão. E a saída do túnel e a Oswaldo Aranha, é uma aventura.


A Prefeitura nada faz para melhorar o tráfego, mudou o nome da Secretaria dos Transportes para Mobilidade Urbana, mas o que se vê, de fato, é uma crescente “imobilidade”. O Secretário Luís Afonso Senna e sua equipe(?) não apresentaram nenhuma sugestão de solução para esses problemas, que só tendem a piorar com a entrada de novos carros nas vias públicas.


E o pior disso tudo, é que os automóveis particulares, são particulares, é só observar. Rodam, geralmente, somente com o motorista, o “dono” do carro. Uma única pessoa ocupando mais ou menos 6 m² da via pública, que somados a tantos outros...


Não há nada, nem ao menos uma campanha patrocinada pelo nosso Prefeito Virtual. Porto Alegre está largada, está cada dia mais triste.

O caso da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael


Para comprovar o dito a baixo, vejam essa matéria de O Pioneiro de hoje: “Temendo que os filhos perdessem o ano letivo, os pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael estão pagando o salário dos professores particulares para que os filhos possam ter aula. Cansados da falta de profissionais em seis disciplinas, 50 dias após o início do ano letivo, cada aluno está pagando R$ 10 para poder freqüentar a escola normalmente. Até a semana passada, sem professor, era preciso revezar estudantes nas salas ou eles freqüentarem alguns períodos de aula”.

Mas não é só isso, pois a matéria segue mostrando “o novo jeito de (des)governar”, “as duas serventes foram demitidas no ano passado, os pais também estão pagando uma faxineira para limpar a escola de 1,4 mil alunos. A biblioteca está fechada e o laboratório de informática não pode ser usado todos os dias. A escola também não tem coordenadora pedagógica, supervisor e monitor. Uma única secretária trabalha em dias e horários alternados”.


Não dá para ver onde a Tia Yeda quer chegar?

“O novo jeito de privatizar”


O “novo jeito de governar” está mostrando-se como, isto sim, o “novo jeito de privatizar”. Como é que isto se dá na prática? Simples: vai se diminuindo os recursos, então os funcionários e usuários vão tentando se adaptar, diminui-se ainda mais os recursos, não se faz nenhum concurso ou contratação de funcionários, de novo tentam adaptar-se. Até que não são enviados mais recursos. Bom, daí das duas uma, ou fecha-se o serviço, ou transfere-se para “alguém” administrar (mas aí, quem for utilizar o serviço, tem de pagar). Simples, não é?



Esse é o jogo da Tia Yeda. Está acontecendo com a saúde, segurança, educação e outros. É que ninguém se deu o trabalho de ler o “plano de (des)governo” da Rainha das Pantalhas. Essa cartilha neoliberal contém maldades muito semelhantes as aplicadas pelo FHC, enquanto presidente. Uma delas diz respeito a “sociedade civil, através de ONGs, empresários e outros grupos, assumirem a condução dos serviços prestados à população”. Neste “novo jeito de privatizar” o Estado repassa uma quantia para essa nova administração, e ela que se vire.
Então pessoal, toda essa cantilena de que o Estado não tem dinheiro, é uma forma de justificar os atos que certamente virão por aí. A sociedade riograndense não pode compactuar com isso. Pois se calar-se, terá de arcar com os custos.


Assistimos calados que os hospitais públicos estão praticamente parados por falta de repasses, escolas sem professores e funcionários, a UERGS completamente sucateada e sem professores, e assim por diante. Na mídia pouco ou nada aparece, por quê? Porque essa mesma mídia apoia essa idéia. Desta forma, os grupos que os sustentam terão mais poder ao assumirem esses serviços. É a teoria neoliberal do Estado Mínimo, mas mínimo para os mais pobres, pois os que podem pagar...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Quem conhece o nosso Prefeito?


O prefeito José "Gasparzinho" Fogaça, o Prefeito Virtual, está muito mal na foto, se é que fantasma aparece em foto. Na revista Voto desse mês, saiu a primeira pesquisa para eleição 2008 na Prefeitura de Porto Alegre, realizada pelo Instituto Methodus. A pesquisa mostra Olívio Dutra (PT) e Manuela D’Avila (PcdoB) na frente do prefeito José Fogaça (PPS), que, segundo o levantamento, é desconhecido por 30% da população. isto é, um terço da população acha que a capital doRio Grande do Sul se governa sozinha.


É só perguntar para qualquer munícipe, qual a obra que marcou a presença do nosso Prefeito a frente do executivo portoalegrense.


Alguém arrisca um palpite?


O site do jornalista Políbio Braga colocou uma enquete no ar, na manhã desta quarta-feira, com a seguinte pergunta: Em quem você votaria para prefeito de Porto Alegre? A pesquisa é induzida e relaciona apenas cinco nomes como candidatos.



Em quem você votaria para prefeito de Porto Alegre ?

Enio Bacci 15,44%


José Fogaça 11,03%


Manuela D´Avila 22,79%


Olívio Dutra 30,88%


Onyx Lorenzoni 19,85%


Total de votantes: 136


A "tucanalha" em alto estilo. Tá querendo me enganar, é?


O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, elogiou, nesta terça-feira (17), no Palácio Piratini, o trabalho desenvolvido por Yeda Crusius no governo do Rio Grande do Sul. "Ela deve continuar fazendo o que está fazendo. E está fazendo o certo", disse. Na análise de Fernando Henrique, o que está ruim, no sentido histórico, é a burocracia. "Há muito tempo não se tem equilíbrio nas contas públicas. O que a governadora está tentando fazer, e vai fazer, é colocar isso em ordem. É difícil, as pessoas não gostam, reclamam", afirmou.


Essa “rasgação de seda” está no site oficial do Governo do Estado (http://www.rs.gov.br/ ), é claro que FHC tem de elogiar, a Tia Yeda segue a mesma cartilha neoliberal que ele segue. Quem não lembra das privatizações que nos levaram ao verdadeiro apagão, onde TODO o povo brasileiro teve de arcar com o prejuízo?

Se fazer o certo é o que estamos assistindo nesses pagos, então eu gostaria de saber se estivesse fazendo errado? Para o Grão Líder Emplumado é fácil dizer essa asneira, ele não mora aqui. Quem tiver chance, dê uma olhadinha no site do Governo Yeda, é pura promoção pessoal, não existem ações de governos, existem atos da governadora.


Também, durante a sua visita a Porto Alegre, FHC fez palestra no Fórum da Liberdade, onde teve o dispatare de se dizer a favor da reeleição. Reeleição que ele próprio fundou no Brasil, para se auto-beneficiar, comprado com apiodo do Congresso às custas do "Mottaduto". É muita cara de pau.

Olha a Dengue aí gente!


O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, disse nessa terça feira que, poderá haver uma epidemia de Dengue no estado. Foi constatado em Giruá mais de trinta casos de suspeita da doença. Amostras foram encaminhadas ao instituto Adolfo Luftz, em São Paulo, para análise que irá confirmar ou não a suspeita.


Durante a minha vida inteira, sempre “ouvi” falar de Dengue. Essa grave enfermidade sempre esteve confinada à região tropical, quente. Mas agora, parece, que está se espalhando pelo País.
Isso ocorre porque aqui no Rio Grande do Sul, em primeiro lugar, está havendo uma migração do vetor da Dengue (o mosquito), em conseqüência, principalmente, do agravamento do aquecimento global, decorrente da queima dos combustíveis fósseis.


O mosquito está encontrando aqui no RS, em decorrência das mudanças climáticas, condições favoráveis ao seu desenvolvimento.


Segundo, e esse ponto é o que interessa a nós, não há qualquer ação, por parte da Tia Yeda, no sentido de monitorar controlar o vetor da dengue, o aedes aegipty. Com a propaganda da “falta de recursos” do Estado, na Secretaria da Saúde não se paga mais diárias, combustível e pedágio para as viagens dos agentes que têm essa incumbência. Bom aí adivinhem quem é o maior prejudicado? Ganha um doce que responder: a população mais pobre, é claro.


Enquanto isso, vamos nós tomarmos aquelas providências básicas para combater "marvado" do mosquito, não deixando que exista em nossas casas nenhuma água parada. Onde o mosquito se prolifera. E seja o que Deus, ôps... o que a Tia Yeda quiser!

terça-feira, 17 de abril de 2007

Quem está na cadeia?


Fazem hoje 11 anos da tragédia que abalou o País. mesmo que não se queira admitir, isso foi resultado da luta de classses que está longe de ter um fim. Até porque, nada foi ou está sendo feito para resolver o problema da concentração de terras no Brasil. A questão agrária tem de ser tratada de forma a dar condições às pessoas que já tenham no sangue o campo, condições de fazer o que é a sua vocação. Asociedade deve estar isenta de ideologias, de maniquísmos. Ser solidárias com o próximo. O Brasil não prcisa de outros Eldorados do Carajás.


Lagumas manchetes da época:


Vergonha – Sem-terra são executados a sangue-frio no Pará

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 19 abr. 1996)

Tragédia vergonhosa
(Folha de São Paulo, São Paulo, 19 abr. 1996)

Isso não é triste. É uma Barbaridade

(Diário do Pará, Belém, 19 abr. 1996)

Fuzilados à queima-roupa

(Correio Brasiliense, Brasília, 20 abr. 1996)

Sem terra procuram mais vítimas do massacre

(O Globo, Rio de Janeiro. 20 abr. 1996)

A tragédia é transmitida em mais de 41 línguas

(O Globo, Rio de Janeiro, 19 abr. 1996)

FH diz que só punição dos culpados da chacina devolverá credibilidade ao país

(O Globo, Rio de Janeiro, 21 abr. 1996).


segunda-feira, 16 de abril de 2007

O centro de Porto Alegre virou uma Babel


Não dá prá não falar mal! Estive no centro de Porto Alegre hoje a tarde e deu para ver que, os pedestres estão cada vez mais acuados, sem espaço para caminhar. Isso se deve a quantidade alarmante de camelôs que pipocam no centro da capital. Não um há único fiscal da SMIC para, digamos, pelo menos pôr ordem no galinheiro. São óculos, CDs, DVDs, Tênis, tudo devidamente pirateado. O mais incrível é que, não se vê uma única voz da mídia que defenda os transeuntes incautos que se aventuram nas ruas centrais da cidade. Até mesmo o CDL – Centro dos Diretores Lojistas, não abre a boca para dizer um “ai”. São todos coniventes com a situação de quase calamidade pública que se instalou.

José “Gasparzinho” Fogaça, o prefeito virtual, deixa a coisa correr frouxa, não há uma ação. A não ser aquele mirabolante projeto faraônico do tal camelódomo suspenso, que não mais se ouve falar. Quer dizer, faltando praticamente um ano para a próxima eleição, nada será consumado. Pois esse projeto, só sai do papel se o empresariado assumir com os custos da obra. Como os empresários não são bobos, vão deixar prá mais adiante. Quem sabe na próxima vez?

Gaúcho ou Sul-Riograndense?


Quero postar aqui, na íntegra, um manifesto que foi públicado na Internet, por profissionais da cultura, jornalismo e artes. É um tema que vai gerar polêmica, por já estar muito arraigado no imaginário da população sulriograndense, ou gaúcha, que a questão do tradicionalismo e da ditadura cultural dos MTGs. Leiam e opinem, obrigado.


MANIFESTO CONTRA O TRADICIONALISMO SUL-RIOGRANDENSE


I - Em defesa de uma cultura e de uma estética correspondentes à memória e à história do Rio Grande do Sul.
O Rio Grande do Sul é um estado da federação brasileira resultante de um longo processo histórico de conquista e ocupação, no âmbito da geopolítica colonial, na disputa territorial entre Portugal e Espanha. O território foi consolidado em suas dimensões definitivas no período imperial e teve pequenas áreas ajustadas na República Velha.
Em todo o ciclo histórico, observou-se o esforço de vidas humanas e material para a construção de um espaço luso-brasileiro nos séculos iniciais, e brasileiro, com a Independência, a partir de 1822. A população do Rio Grande concorreu para a invenção do Brasil soberano. Nesse ato, passou a ter uma identidade e a pertencer a um Estado-nação. Historicamente, a escolha rio-grandense foi pelo seu pertencimento brasileiro, rompendo com Portugal e tendo a América espanhola como sua alteridade.
Concorreram para a conquista, ocupação e formação da sociedade sulina indivíduos de diversos grupos sociais e étnicos, genericamente identificados como: portugueses, índios, negros, mamelucos, cafuzos, mestiços da terra; espanhóis, uruguaios, argentinos, paraguaios, que escolheram permanecer na terra independentemente dos tratados divisórios; imigrantes de projetos de colonização ou que se aventuraram individualmente, em especial, advindos de territórios atualmente inseridos na territorialidade da Alemanha, Itália, Polônia, Rússia, Ucrânia, Espanha, França, etc.
Ao longo do tempo, o rio-grandense se formou através da inserção em uma identidade política, na composição da brasilidade e da naturalidade regionalizada e fronteiriça. E no cotidiano, através da vivência de todas as culturas, hábitos e costumes de origem, reelaborados na dinâmica da convivência.
Nesse processo de formação, em diversos de seus setores, ocorreu um involucramento com a sociedade e a cultura platina e latino-americana.
Historicamente, o Rio Grande é multicultural e multi-étnico.
Cultural e simbolicamente é uma região de representação aberta, de recriação constante, como critério indispensável às manifestações de pertencimento, motivadas pelas transformações históricas, sociológicas e culturais, típicas de uma sociedade em movimento, de transformações estruturais e antropológicas, onde ainda se opera, por exemplo, a mestiçagem dos grupos étnicos de origem. Um estado onde as fronteiras internas são evidentes.
Portanto, só é legítima a cultura que representar esta diversidade.
Conseqüentemente, é ilegítimo todo o movimento ou iniciativa doutrinária de orientação pública ou particular que não represente a complexidade social e cultural do estado.
É alienante e escapista todo o movimento que impede e atua através de instrumentos de coerção cultural, midiático ou econômico, com o objetivo de dificultar os desenvolvimentos culturais e estéticos que tomam os indivíduos e as realidades contemporâneas como matérias de suas criações e vivências estéticas.
É repressor todo o movimento que milita através do governo, da educação, da economia e da mídia, para fechar os espaços das manifestações artísticas, das representações simbólicas e das inquietações filosóficas sobre os múltiplos aspectos do Rio Grande do Sul.
É doutrinador e usurpador do direito individual todo o movimento organizado que impõe modelos de comportamento fora de seu espaço privado, se auto-elegendo como arquétipo de uma moralidade para toda a sociedade.
Nessa direção, consideramos como legítimas as manifestações que tomam os rio-grandenses em suas complexidades históricas e culturais, dimensionados em seus tempos sociais, e que transformam, em especial, a sociedade contemporânea como expressões de suas criações estéticas, formulações teóricas e inquietações existenciais.
Somos, em razão disso, contra todas as forças que dogmatizam, embretam, engessam, imobilizam a cultura e o saber em "expressões" canonizadas em um espaço simbólico de revigoramento e opressão a partir de um "mito fundante", inventando um imaginário para atender interesses contemporâneos e questionáveis, geralmente identificados pela história como farsa e inexistência concreta. Consideramos que todo o processo de invenção e sustentação de uma visão "mitologizada" objetiva, unicamente, atender interesses atuais; é uma forma de militância que recorre à fábula, a ressignificação de rituais, hábitos e costumes, como forma de "legitimação" de causas particulares como se fossem "tradições" coletivas.
II - Em defesa de uma racionalidade sobre a história do Rio Grande do Sul, de equivalência para todos os construtores de nossa sociedade, de equiparação e direito para todas as manifestações culturais, de inclusão multicultural e respeito às heranças étnicas, sem que todas essas expressões sejam diluídas em um gauchismo pilchado de civismo ufanista, ideológico e manipulador dos mais sinceros sentimentos do povo.
Fundamentados nos princípios acima e nos demais existentes no transcurso deste manifesto, identificamos o MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO (MTG) como o principal instrumento de negação e destruição desses traços culturais e direitos fundamentais do povo rio-grandense.
Nossa posição se fundamenta nos seguintes argumentos:
1.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, especialmente porque, em sua cruzada unificadora, construiu uma idéia vitoriosa de "rio-grandense autêntico", pilchado e tradicionalista, criando uma espécie de discriminação, como se a maioria da população tivesse uma cidadania de segunda ordem, como "estrangeira" no "estado templário" produzido fantasiosamente pela ideologia tradicionalista.
2.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, por identificá-lo como um movimento ideológico-cultural, com uma visão conservadora e ilusória sobre o Rio Grande, cujo sucesso se deve, em especial, à manipulação e ressignificação de patrimônios genuínos do povo, pertencentes aos seus hábitos e costumes.
3.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é a Tradição, mas se arrogou de seu representante e a transformou em elemento de sua construção simbólica, distorcendo-a, manipulando-a, inserindo-a em uma rede gauchesca aculturadora, sem respeito às tradições genuinamente representativas das diversidades dos grupos sociais.
4.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é Folclore, mas o caducou dentro de invernadas artísticas e retirou dele seus aspectos dinâmicos e pedagógicos; o seu apresilhamento ao espírito e ao sentido do pilchamento do estado está destruindo o Folclore do Rio Grande do Sul.
5.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele é um movimento organizado na sociedade civil, de natureza privada, mas que desenvolveu uma hábil estratégia de ocupação dos órgãos do Estado, da Educação e de controle da programação da mídia, conseguindo produzir a ilusão de que o tradicionalismo é oficialmente a genuína cultura e a identidade do Rio Grande do Sul. A "representação" tomou o lugar da realidade.
6.. Somos contra o Tradicionalismo, porque, insensível à história e à constituição multicultural do Rio Grande do Sul, através de procedimentos normativos, embretou o rio-grandense em uma representação simbólica pilchada.
7.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele criou um calendário de eventos e, através de seus prepostos, aprovou leis que "reconhecem" o próprio tradicionalista como modelo gentílico, apesar de ser, em verdade, um ente contemporâneo, sem enraizamento histórico e cultural.
8.. Somos contra o Tradicionalismo porque identificamos nele a criação de instrumentos normativos usurpadores, com a ambição de exercer um controle sobre a população, multiplicando a cultura da "patronagem", com a reprodução de milhares de caudilhetes que tiranizam os grupos sociais em seu cotidiano. Tiranetes que, com sua truculência, ditam regras "estéticas" e limitam os espaços da arte e da cultura, lançando o preconceito estigmatizador, pejorativo e excludente, sobre formas de comportamento e manifestações artísticas inovadoras ou sobre concepções do regional, diferentes da matriz "cetegista", mesmo quando essas manifestações surgem no interior do próprio Tradicionalismo.
9.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele instrumentaliza política e culturalmente uma visão unificadora, como se a origem identitária do Rio Grande estivesse no movimento da "minoria farroupilha", falseando sobre a sua natureza "republicana", elencando um panteão de "heróis" latifundiários e senhores de escravos, como se fossem entes tutelares a serem venerados pelas gerações atuais e vindouras.
10.. Somos contra o Tradicionalismo, por ele se fazer passar por uma Tradição, desmentida pela própria história de sua origem, ao ser inventado através de uma bucólica reunião de estudantes secundaristas, em 1947, no colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.
11.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele se transformou em força institucional e "popular", em cultura oficial, através dos prepostos da Ditadura Militar no Rio Grande do Sul.
a) Na verdade, em 1964, o Tradicionalismo foi incluído no projeto cultural da Ditadura Militar, pois o "Folclore", como fenômeno que não pensa o presente, serviu de alternativa estatal à contundência do movimento nacional-popular, que colocou o povo e seus problemas reais no centro das preocupações culturais e políticas.
b) O Tradicionalismo usurpou, assim mesmo, o lugar do Folclore, e se beneficiou do decreto do general Humberto Castelo Branco, de 1965, que criou o Dia Nacional do Folclore, e suas políticas sucedâneas. A difusão de espaços tradicionalistas no Estado e as multiplicações dos galpões crioulos nos quartéis do Exército e da Brigada Militar são fenômenos dessa aliança.
c) A lei que instituiu a "Semana Farroupilha" é de dezembro de 1964, determinando que os festejos e comemorações fossem realizados através da fusão estatal e civil, pela organização de secretarias governamentais (Cultura, Desportos, Turismo, Educação, etc.) e de particulares (CTGs, mídia, comércio, etc.).
d) Durante a Ditadura Militar, o Tradicionalismo foi praticamente a única "representação" com origem na sociedade civil que fez desfiles juntamente com as forças da repressão.
e) Enquanto as demais esferas da cultura eram perseguidas, seus representantes censurados, presos, torturados e mortos, o Tradicionalismo engrossou os piquetes da ditadura - seus serviçais pilchados animaram as solenidades oficiais, chulearam pelos gabinetes e se responsabilizaram pelas churrasqueadas do poder. Esse processo de oficialização dos tradicionalistas resultou na "federalização" autoritária, com um centro dominador (ao estilo do positivismo), com a fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em 1967. Autoritário, ao estilo do espírito de caserna dos donos do poder, nasceu como órgão de coordenação e representação. Enquanto o general Médici, de Bagé, era o patrão da Ditadura e responsável, juntamente com seu grupo, pelos trágicos anos de chumbo que enlutaram o Brasil na tortura, na execução, na submissão à censura, na expulsão de milhares de brasileiros para o exílio, os tradicionalistas bailavam pelos salões do poder. Paradoxalmente, enquanto muitos freqüentadores de CTGs eram perseguidos ou impedidos de transitarem suas idéias políticas no âmbito de suas entidades, o Tradicionalismo oficialista atrelou o movimento ao poder, pervertendo o sentimento de milhares de pessoas que nele ingressaram motivados por autênticos sentimentos lúdicos de pertencimento e identidade fraterna.
f) Através da relação de intimidade com a ditadura, o MTG conseguiu "criar" órgãos estatais de invenção, difusão e educação tradicionalista, ao mesmo tempo em que entregou, ou reservou diversos cargos "públicos", para seus ideólogos, sob os títulos de "folclorista", "assessor cultural", etc.
g) O auge do processo de colaboração entre a Ditadura e o MTG foi a instituição do IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, em 1974, consagrando uma ação que vinha em operação desde 1954. A missão era aparentemente nobre: pesquisar e difundir o folclore e a tradição. Mas do papel para a realidade existe grande diferença. Havia um interesse perverso e não revelado. A constituição do quadro de pessoal, ao contrário da inclusão de antropólogos, historiadores da cultura, pessoas habilitadas para a tarefa (que deveriam ser selecionadas por concurso público), o critério preponderante para assumir os cargos era, antes de tudo, a condição de tradicionalista. Assim, um órgão de pesquisa, mantido pelo dinheiro público, transformou-se em mais uma mangueira do MTG. Com o passar dos anos, os governos que tentaram arejar o IGTF, indicando dirigentes menos dogmáticos, invariavelmente, entraram em tensão com o MTG.
h) Essa rede de usurpação do público pelo Tradicionalismo, por fim, atingiu a força de uma imanência incontrolável. Em 1985, já na redemocratização, o MTG conseguiu que a Assembléia Legislativa instituísse o Dia do Gaúcho, adotando como tipo ideal o "modelo" tradicionalista.
i) Em 1988, com uma manipulação jamais vista na vida republicana, o MTG se mobilizou pela aprovação da lei estadual que estabeleceu a "obrigatoriedade do Ensino de Folclore"; na regulamentação, a lei determinou que o IGTF exercesse a função de "suporte técnico", sem capacitá-lo pedagogicamente. De fato, passou a ocorrer uma relação direta entre as escolas e os CTGs. Dessa maneira, o Tradicionalismo entrou no sistema educacional, transgredindo a natureza da escola republicana como lugar de estudo e saber, e não de culto e reprodução de manuais. Hoje, os alunos são adestrados pela pedagogia de aculturação e cultuação tradicionalista.
j) Por fim, em 1989, a roupa tradicionalista recebeu o nome de "pilcha gaúcha", e foi convertida em traje oficial do RS, conforme determinação do MTG.
12.. O grande poncho do MTG, por derradeiro, foi tecido pela oficialização dos símbolos rio-grandenses, emanados diretamente do simulacro da "república" dos farroupilhas.III - Em defesa de uma cultura que respeite os tempos de registro histórico-cultural e de representação contemporânea e sua densidade histórica.
13.. Somos contra o MTG, porque consideramos indispensável para a cultura regional distinguir os fenômenos da história dos da memória, identificar os eventos em seus tempos históricos e desenvolver um conhecimento em que os tempos históricos não sejam diluídos nas celebrações contemporâneas e seus interesses ideológicos, culturais e econômicos. A "institucionalização" de uma cultura cívica e de lazer tradicionalista como "legitimidade", reforçada e inserida na indústria cultural pilchada, impõe uma visão da sociedade e do passado, segundo a ótica dos interesses dos indivíduos que operam socialmente na atualidade. Através dessa falsa "historicidade", eles se legitimam como "autênticos" e podem especular com este inventivo "selo de qualidade".
14.. Somos contra o MTG, porque a sua atividade de militância "aculturadora", ressignificando símbolos, ícones, eventos históricos, em um espaço praticado e imaginado como o ethos de uma estância atemporal, empobrece culturalmente o Rio Grande do Sul e, de fato, relega etnias e grupos sociais, historicamente importantes, à massa dos "sem-simbologia".
15.. Somos contra o MTG, porque o seu controle e patrulhamento vigora sobre a sociedade como um espectro opressivo, em muitos casos como uma maldição, como uma ameaça punitiva, desclassificativa daqueles que não ideologizam as pilchas ou não se enquadram nos modelos "humanos", geralmente caricaturais, decretados pelo MTG.
16.. Somos contra o MTG, porque aqueles que se libertam de sua doutrina, depois do longo processo de adestramento, geralmente iniciado na infância, enfrentam traumas de identidade, especialmente ao descobrirem suas "versões manipulatórias" da história, como a de que o povo do Rio Grande do Sul se levantou contra o Império, ou que os farroupilhas eram republicanos.
17.. Somos contra o MTG, porque ele pratica a demência cronológica e estatística, impondo a deturpação de que o povo se levantou contra o Império e os imigrantes e seus descendentes também cultuaram a Revolução Farroupilha, quando, quase em sua totalidade, sequer estavam no RS entre 1835 e 1845. Se um dia aportaram no Brasil, isso se deve ao projeto de colonização do Império. Os projetos de colonização fundamentais, que contribuíram para a formação do Rio Grande do Sul contemporâneo, não pertenceram aos farroupilhas.
18.. Somos contra o MTG, porque ele ajudou a instituir e alimenta em seu calendário de celebrações, nas escolas, na mídia, um panteão de "heróis", na sua maioria senhores de escravos.
19.. Somos contra o MTG, porque ele é uma força militante ideológica e cultural que trabalha contra a criação de uma mentalidade ilustrada; a transposição para o presente de personagens do antigo regime, como "lumes tutelares" a serem adorados, impediu que se fizesse, nesse particular, um movimento cultural com a densidade dos princípios consagrados pela Revolução Burguesa.
20.. Somos contra o MTG, por ele ter transformado a população em adoradora de senhores de escravos (no geral, sem saberem).
21.. Somos contra o MTG, especialmente, porque defendemos o RS da inclusão, da convivência multicultural, de todas as indumentárias, de todos os ritmos, de todas as danças, de todas as emoções, de todos os trabalhos e ofícios, de poéticas de múltiplos espaços, e não da territorialidade simbólica exclusiva do pampa.
22.. Somos contra o MTG, porque desejamos construir espaços poéticos que representem também a complexidade de nosso tempo.
23.. Somos contra o MTG, porque, em defesa dos postulados da liberdade de criação e de comportamento, do saber sobre o culto inócuo e ideologicamente manipulador, o identificamos como o instrumento preponderante de negação dos direitos elementares da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
24.. Somos contra o MTG, por se tratar de um movimento de interesse hegemonizador sobre a sociedade sul-rio-grandense, de caráter privado, que transgride a sua esfera particular, para operar um autoritarismo de conversão dogmática da população a um estilo gauchesco, inventado e normatizado por seus membros, como expressão estilística de um pretenso gentílico de conteúdo e forma cívico-ufanista.
25.. Somos contra o MTG, porque, ao se transformar arbitrária e oficialmente em uma imagem gentílica, se converteu em um movimento de intolerância cultural no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Brasil e do mundo, através de instalações de CTGs que não respeitam as culturas locais, que invadem como intrusos localidades de tradições milenares, usurpando seus espaços, destruindo sua poética popular e deturpando sua arquitetura. Nessa operação, o Tradicionalismo não é uma "representação" aceitável da cultura sulina, mas o instrumento de uma "aculturação", da não inserção dos grupos migrantes nas culturas locais, transformando-se, de fato, em agente de destruição.
26.. Somos contra o MTG, porque, ao se converter em uma representação do Rio Grande do Sul e exercitar sua arrogância aculturadora em outros espaços sócio-culturais, fazendo uma escolha pela não inserção e respeito às populações do restante do Brasil e do mundo, está desencadeando movimentos de reação discriminatória contra os "gaúchos". Devido às posturas dos tradicionalistas, tornam-se cada vez mais freqüentes campanhas populares de "Fora gaúchos" em outros estados da federação, confundindo os "tradicionalistas" com os "rio-grandenses", jogando sobre o povo do RS um estigma motivado unicamente pelo "cetegismo". Essa militância tradicionalista contribui, de fato, para a difusão da intolerância na população sulina.
27.. Somos contra o MTG, por considerá-lo agente de um dano irreparável à maioria dos sul-rio-grandenses frente ao Brasil, pois defendemos princípios de identidades regionais harmonizados com as genuínas culturas locais das demais regiões brasileiras.
28.. Somos contra o MTG, por ele se apresentar militantemente em outras unidades da federação, em seu extremo, como uma "etnia gaúcha", deturpando a formação multi-étnica sul-rio-grandense, e ofendendo, além de tudo, os conceitos mais elementares da Antropologia.
29.. Somos contra o MTG devido a sua soberba de pressionar outros estados brasileiros para adotar a "pilcha gauchesca" como traje oficial, produzindo ainda maior rejeição aos sul-rio-grandenses.
30.. Somos contra o MTG no Rio Grande do Sul e nos demais estados brasileiros pela sua articulação incessante para se transformar na cultura oficial, ou ser reconhecido como "uma representação externa", e desejar se constituir em guardião dos símbolos, dos ícones e do imaginário do povo.
31.. Somos contra o MTG, porque, como entidade privada, ele tange, em sua arreada intolerante, grande parte das verbas públicas dos setores da cultura, da educação, do turismo, da publicidade e da Lei de Incentivo à Cultura das empresas estatais, fundações e autarquias, para o seu imenso calendário de eventos, onde, nem sempre, se distingue a cultura do turismo e do lazer.
a) Em defesa da cultura rio-grandense postulamos pela instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa, para investigar a transferência de verbas e infra-estruturas públicas para as atividades tradicionalistas, o que caracteriza flagrantemente uma usurpação do patrimônio público.
b) Reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Cultura, para discutir a canalização da LIC para um excessivo predomínio de projetos tradicionalistas, muitos de caráter turístico e de lazer, iludindo a natureza da Lei.
c) Alertamos e igualmente reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Educação, para discutir a deturpação dos currículos e dos princípios de Educação Pública, em conseqüência da infestação, da usurpação e da distorção pedagógica representada pela invasão tradicionalista nas escolas, substituindo os preceitos do "saber", do "estudar", pelo "culto" e pelos "manuais" tradicionalistas. O indicativo dessa distorção e atropelo obscurantista é a transformação do próprio espaço escolar, com a criação de "piquetes" e "invernadas artísticas". Essa situação revela a falência pedagógica da escola, o abandono de sua natureza laica e republicana. Os alunos são induzidos a comportamentos e práticas dogmáticas, adestradoras, apresilhados a uma identidade questionável, originada em um mito fundante. Essa escola doutrinariamente cívica, "gentílica" e de "orgulho gaúcho" exercita a fé, a pertença alienada. Ela significa a falência da Educação. Por essa razão, reconhecemos como legítima a revolta daqueles professores que rejeitam a sua conversão em instrumentos de realização do calendário tradicionalista, como se fossem meros executores de seus manuais dentro dos educandários. Reconhecemos como legítima a resistência dos professores às pressões para serem transformados em pregadores pelas direções, pelo poder e por alguns ciclos de país e mestres, pois esse enquadramento significa a negação de suas funções constitucionais de educadores.
32.. Somos contra o MTG, porque, entre todas as suas deturpações, a mais grave é representada pela sua própria oficialização, cujo corolário é a ambição de instituir como "legalidade" a sua versão da história, através de uma legislação introduzida progressivamente na esfera pública. Em alguns processos judiciais contra pessoas transformadas em réus, por terem feito crítica ao Tradicionalismo ou aos seus atos, os advogados do MTG argumentam com "base" em leis que os parlamentares tradicionalistas criaram, em decretos de seus executivos, em "epistolas" de seus ideólogos.
33.. Somos contra o MTG, porque, devido à sua ação de controle cultural, uso das verbas públicas, interferência nos currículos escolares, vigilância sobre os meios de comunicação, imposição manipulatória de uma idéia de "história" que converteu em "heróis" senhores de escravos, sua hegemonia e operação militante no Estado, na sociedade civil e no senso comum, contribui para a mediocrização do Rio Grande do Sul em seus aspectos culturais, de inserção moderna e respeitosa no Brasil e na América, produzindo uma incapacidade de leitura crítica da sociedade rio-grandense e do mundo. Nas últimas décadas, os acontecimentos culturais populares importantes se constituíram na relação e na contradição com o Tradicionalismo. Na maioria dos casos tiveram que superá-lo, ou negá-lo, para sobreviverem e afirmarem os seus espaços estéticos.
34.. Somos contra o MTG em sua usurpação do público, mas, por outro lado, ainda como manifestação de nossos princípios republicanos, defendemos o MTG quanto ao seu direito privado, ao seu exclusivo espaço cultural, à noção de que ele é apenas um segmento interpretativo da história e da cultura do Rio Grande do Sul, sem que as suas convicções singulares tenham a ambição e a ação militante ilegítima de "aculturação" das demais esferas sociais e culturais do estado, sem que se coloque no topo de uma hierarquia dominante e exclusivamente gauchesca da identidade.
35.. Somos contra o MTG, exclusivamente, no que tange à usurpação das esferas públicas e à coerção de nossos direitos civis, culturais e estéticos.
36.. Somos contra o MTG, porque identificamos nele a alimentação de uma sinergia cultural que atolou o Rio Grande do Sul no passadismo conservador, criando uma força de pertencimento que bloqueia o desenvolvimento de uma energia socialmente humana moderna, humanista, republicana, respeitosa com os sentimentos historicamente multiculturais da população rio-grandense.
37.. Somos contra o MTG, porque nos sentimos reprimidos, cerceados e vitimizados, cultural e profissionalmente, por ele, identificando-o como uma força militantemente dogmática contra os nossos direitos e cidadania.
38.. Somos contra o MTG, porque defendemos o Folclore representativo da nossa multiplicidade étnica, consideramos as frações da Tradição que expressam as relações humanizadas e o espírito solidário do povo sul-rio-grandense, a Cultura Popular, os espaços efetivos para uma cultura que expresse nossa historicidade, desde o passado até a atualidade, e, principalmente, porque postulamos uma estética sem embretamentos, capaz de apreender a complexidade regional com suas particularidades e conexões universais.
Rio Grande do Sul, março de 2007.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ufa! Que sufoco!


Hoje não deu para escrever, apesar de não faltarem assuntos, o dia foi um sufoco, estive envolvido no fechamento de um artigo que preparei para apresentar no XXVII Encontro Estadual de Geografia, que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de maio em Santa Maria. Cosegui terminar, entregar e, agora, está tudo em paz. É sempre assim, como todo bom brasileiro, deixei tudo para a última hora.


Em paz também, deve de estar a Tia Yeda, que conseguiu sensibilizar o já ex-superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, José Francisco Mallmann, que aceitou a bomba, quer dizer a chefia da Secretaria de Segurança. Espero que ele não queira ser mais bonito que a Tia yeda, se não já sabe, vai prá casa, não brica mais de mocinho e bandido.
Bom, mas pelo que está na mídia essa paz não ser duradoura. A oposição não vai deixar barato, quer abrir uma CPI para investigar o que aconteceu e/ou está acontecendo. Principalmente depois das declarações e acusações feitas pelo ex-bate-arrebenta-e-prende Enio Bacci à atitude do Governo em não querer investigar a já consagrada "banda podre" da polícia.


Outros que também devem estar tranqüilos são dos empresários das papeleiras. Pois a SEMA e a Fepam, atendendo a pressão do Governo, que é precionado pelas empresas, resolveram liberar as licenças ambientais para o plantio, antes mesmo de estar pronto o Zoneamento Ambiental do RS, das suas famigeradas monoculturas de pinus e eucaliptos.






quinta-feira, 12 de abril de 2007

Um mês no ar. VIVAAAAA!!!!


No dia nove de abril, fez um mês que coloquei no ar, nas ondas da Internet, despretenciosamente, esse espaço alternativo de discussão crítica do nosso cotidiano. Conforme está registrado no contador, mais de 300 acessos foram registrados. Isso para mim é motivo de muita comemoração e me dá mais ânimo nesse trabalho de formiguinha. Espero não estar sendo pedante e dono da verdade, ao contrário, escrevo, simplesmente de coisas como eu as vejo.


Me ajudem a manter esse espaço, comentendo, dicutindo e, se for preciso, xingando. Não importa. Pois o que realmente importa é a sua participação.


Outra coisa, de vez em quando, dêem uma "clicadinha" nos anúcios do Google, não custa nada e, para mim, ajuda bastante.


Um abraço a todos.

Que bom!... Acabou a crise da (in)segurança!


A mídia, essencialmente chapa branca, acaba de um por fim a crise da (in)Segurança Pública que estarreceu Rio Gande do Sul. Nos jornais e sites desses pagos, tudo não passou de uma disputa de beleza, entre o Bacci “arrebenta-e-senta-o-pau” e a Tia Yeda “rainha das pantalhas”. As denúncias e acusações que envolvem o próprio Bacci e seus assessores, ficaram para trás, bem lá atrás.
Quer dizer, a mídia, e seus interesses escusos, não querem investigação, não querem CPI, não lhes interessa. Mas eu pergunto aos meus botões, onde está a oposição que, em momento algum, fez qualquer manifestação mais incisiva sobre os graves fatos denunciados? Onde está o PT (como mudou o PT), que durante o Governo do Bigode, sofreu na própria pele uma CPI da Segurança Pública e agora não fala nada? Será que são, também, coniventes com esse “novo jeito de governar”?

Pois é, parece que, por um passe de mágica, está tudo resolvido. Os tais formadores de opinião estão em uníssono repetindo o mesmo mantra: Que pena, a sensação de segurança ia bem, mas por "disputas de beleza", o secretario foi demitido.


Bobagem! "Eles" sabem que existe muito mais coisas por trás dessa tênue cortina de fumaça. Mas "eles" não querem mexer com o vespeiro. Dixa assim...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Governadora dá o tom na crise da (in)segurança


Em entrevista à Radio Gaúcha na manhã desta quarta feira, a Tia Yeda, fazendo juz ao seu estilo "durona", disse o segunte sobre as graves acusações que envolvem o secretáio Bacci, seu acessor direto e outra autoridades da segurança: "isso me parece uma briga de criança... eles devem conversar e se entender". Quer dizer, ela quer deixar o dito pelo não dito. Mais uma prova que o Estado está tendo do "novo jeito de governar".

O patrocínio do Estado: falem bem de mim.


Fazendo uma pesquisa em sites na Internet, aqui do Rio Grande do Sul, pude constatar que alguns recebem patrocínio do DMAE. Não teria problema se o DMAE fosse, por exemplo, uma empresa de economia mista, como o Banrisul, Corsan, ou outra EMPRESA. Mesmo sendo pouco ético, até se relevaria. Mas o fato é que, o DEPARTAMENTO da Água e Esgotos de Porto Alegre é um órgão da Prefeitura, do Governo. Não pode ficar patrocinando site de "amiguinhos" que, por serem “amiguinhos”, serão comedidos ou nada dirão contra seus patrocidadores.


O DMAE presta relevantes serviços ao povo da cidade e, seus recursos, devem ser utilizados em prol dos munícipes. O Prefeito José Gasparzinho Fumaça, está cometendo um grave equívoco, pois ao invés de investir em saneamento investe em patrocínio. É a inversão de valores. O quê será que ele pretende?


Entre os sites que pesquisei estão o Vide Verso do jornalista chapa branca, Vitor Vieira e o do Políbio Braga que são patrocinados pelo DMAE. Já o do Diego casagrande, é patrocinado, vejam só, pela Prefeitura de Canoas. Mas o mais irônico é que, essas pessoas, são viceralmente favoráveis a diminuição do Estado, a limitação da sua interferência na economia, etc. mas não tem escrúpulos em aceitar as beneces estatais.

CPI da (in)segurança ou quem está dizendo a verdade?


O “o novo jeito de governar” da Tia Yeda , mal começou e já esta fazendo água. Ontem, dia 10/4, foi desencadeada uma série de acusações mútuas entre o Secretário Bacci e alguns de seus comandados. Denúncias de corrupção, crime organizado, tráfico de drogas, caça níqueis, fazem parte do extenso cardápio, com direito a agressões verbais e tudo mais (baixaria mesmo).


Segundo jornalistas que acompanham de perto o embate, não tem mais sustentação a permanência de Bacci “tolerância zero” à frente da Secretaria de Segurança. Com isso, estremeceram as relações entre o PDT e a Governadora. O Partido já apontou que vai para a oposição, caso a Tia Yeda demita o Secretário, que desfruta de grande prestígio no partido. Bom, somente com essas denúncias, já caberia a criação de uma CPI para investigar e tentar saber existe verdade em tudo isso e se realmente “rola” alguma coisa, por debaixo dos panos, entre a polícia e o crime organizado.


Além disso tudo, como se não bastasse, existe aí, problemas de relacionamento e de beleza, entre a “rainha das pantalhas” e o “tolerância zero”. A Governadora não está nada contente com a atuação do Bacci, que está aparecendo muito mais que ela, utilizando-se de factóides, que deixaram a Tia Yeda “titririca” da vida. Está mais ou menos acontecendo agora o que ocorreu com o vice Paulo Feijó, que foi fritado e agora está bem quietinho. Nesse caso ele não pôde ser demitido, pois foi eleito. Mas o Bacci é uma indicação, pode ser frito e oferecido de badeja, isto é, demitido.

Por falar na (in)segurança, vocês lembram do caso do garoto de 15 anos que foi confundido com um bandido e morto, a queima roupa, com um tiro na nuca, por um brigadiano que fazia “bico” em um super mercado? Não? É claro que não, a mídia mentirosa e vendida não toca mais no assunto, não é? E dos eletrodomésticos receptados por policiais, flagrados, com fotos, por repórteres? Agora lembrem: Se isso tudo ocorresse no tempo do Olívio, como seria?

Ah essa mídia...

terça-feira, 10 de abril de 2007

O lixo nosso de cada dia



Além da sujeira disseminada pela cidade, agora os moradores de Porto Alegre são, importunados pelos caminhões de recolhimento de lixo do DMLU. Na rua onde resido, por exemplo, o lixo era recolhido, invariavelmente, entre 20 e 21 horas. Com o passar do tempo, esse horário foi se estendendo e, atualmente, o caminhão está passando à uma hora da manhã. Segundo relatos de moradores de outros bairros, por lá, isso também é comum.


É um desrespeito para com as pessoas que precisam dormir para trabalharem no outro dia e com os próprios funcionários que são sacrificados. Não sabe-se o porquê. Será que falta caminhões, ou a empresa concessionária está fazendo “economia”? Se continuar assim, em breve, o recolhimento será feito no meio da madrugada. O barulho é infernal, pois para compactar o lixo no caminhão, este precisa estar acelerado o tempo inteiro, e temos mais a gritaria dos funcionários e o latido dos cães. E para finalizar, no outro dia, a rua está imunda. Quando será que o recolhimento do lixo voltará a ser mais caprichado e em um horário mais “civilizado”? O quê o DMLU tem a dizer a respeito?


Outra coisa que chama a atenção, agora na área central da cidade, onde trabalho, é o fato de, a Prefeitura, ter ACABADO com a coleta seletiva do lixo, é tudo misturado. Esta tarefa, sofreu uma “pseudo-privatização”, ficando a cargo, agora, dos catadores (nada contra a esses trabalhadores), que vasculham e rasgam os sacos de lixo, retiram o que lhes interessam e vão adiante, quando não levam todo o saco de lixo para algum lugar, retiram o que é aproveitado jogando o que sobra em locais inadequados. Também não se pode esquecer que, nós temos de fazer a nossa parte, separando o lixo, acondicionando-o e depositando-o apropriadamente, mas a coleta deve ser feita adequadamente para proteger o nosso ambiente, a nossa cidade.

Quem anda pelas ruas da “mui leal e valorosa”, observa que a cidade está mais suja, largada. A atual administração, em três anos, conseguiu acabar com o que foi conquistado ao longo de anos. Espero que a população saiba julgar e na próxima eleição, votando pelo bem cidade.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

"Manter o que está ruim, mudar o questá bom", mais uma do Beto Moesh.



Neste feriado da Semana Santa, não viajei, fiquei em Porto Alegre. Ao entardecer da quinta-feira resolvi dar uma volta em Ipanema, curtir o pôr do sol. Estava beleza. Tarde morna, vinha bem uma cerveja. Fui até ao Bar do Orlando, que é o único bar que fica na praia. Quando, então, escuto o Sr. Orlando, reclamando do tratamento da Prefeitura na questão que envolve a localização do seu bar e da SMAM, aquela dirigida pelo “Secretário Brigão”, o Beto Moesh.


O Sr. Orlando me falou que, para intimida-lo a sair do local, foi feita uma ação para a derrubada do banheiro de estabelecimento, onde uma dezena de “brigadianos” acompanharam fiscais da SMAM de operários da SMOV, contra um único homem, de sessenta e cinco anos, que tentou demove-los do intento. Nada adiantou, derrubaram o banheiro e foram embora, deixando todo entulho para ser retirado pelo próprio proprietário.


O senhor Orlando, me confessou que não quer briga com o Beto Moesh, que esse é muito “valente” e que não tem recursos para ir à justiça, mas o que ele gostaria é de um pouco de civilidade por parte dos órgãos públicos, que não é o forte do Secretário do Meio Ambiente.


Para quem não lembra, no início da década de 1990, a Prefeitura elaborou um novo projeto paisagístico e urbanístico para o Ipanema, dentro do programa Guaíba Vive. No entanto, a retirada dos bares irregularmente instalados na beira da praia foi extremamente longa, tendo sido essa polêmica iniciada em 1989 e somente encerrada em 2000. Nesse longo processo, foi elaborado um plano de ajustamento de funcionamento pala Prefeitura, para todos os estabelecimentos, até que o projeto fosse implementado. O único que assinou e se adequou ao termo foi o Bar do Orlando, que permaneceu, a espeta do projeto. Os outros todos, não assinara e foram retirados.


Entretanto, a própria Prefeitura pôs o antigo plano em banho-maria, pois acreditou ser necessário um novo projeto que abarcasse o planejamento de toda a orla do Guaíba conjuntamente, e não cada bairro ter seu próprio modelo. Com isso, na mudança de governo, é feita uma nova pressão sobre o único bar existente.


Desde novembro, segundo o Sr. Orlando, começou o “tira e puxa”, com todo o tipo de ação, desde a derrubada do banheiro, até a não reposição das lâmpadas do poste que fica em frente ao bar, deixando-o no escuro para prejudicar o seu negócio. Todos os outros postes têm luz, é só ir lá e constatar o castigo do Sr. Orlando.


Ele já se desgostou do negócio, não quer brigar, não que ir para a justiça. pois já mostrou toda a documentação assinada e consagrada pela própria Prefeitura, mas de nada adiantou, não sensibilizou o Secretário brigão. Agora ele quer somente um tempo razoável para que possa mudar-se, decepcionado com o tratamento dispensado a um cidadão.

Algumas comparações



O real impacto do homem sobre o clima ainda não está claro, mas há muitos sinais de mudanças ambientais. Alguns cientistas acreditam que o derretimento da geleira Upsala, na Argentina, é causado pelo aquecimento global. Outros, que ele se deve a mudanças naturais na região. Imagem: Gary Braasch ©
Mudança glacial O fotógrafo americano Gary Braasch reúne imagens de mudanças ambientais desde 1999. A foto em branco-e-preto à esquerda, de 1859, é da geleira do Reno, em Valais, na Suíça, e mostra um vale coberto de gelo. Em 2001, a geleira havia encolhido cerca de 2,5 km. Imagem: Gary Braasch ©

E agora, qual é a desculpa?


O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) culpa a ação do homem pelo aquecimento global e prevê um cenário de catástrofe ambiental.
"Concentrações de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso aumentaram notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750, e agora excedem, em muito, os valores (anteriores)", diz o relatório.

"Os aumentos globais na concentração de dióxido de carbono se devem, sobretudo, ao uso de combustíveis fósseis e mudanças no manejo da terra, enquanto o aumento de metano e óxido nitroso se deve primordialmente à agricultura."

As conclusões estão descritas no "Resumo para os Formuladores de Políticas", que integra a primeira parte do relatório "Mudanças Climáticas 2007". O documento diz que, até o fim deste século, a temperatura da Terra pode subir de 1,8ºC – na melhor das hipóteses – até 4ºC.

O derretimento das camadas polares deve fazer com que os oceanos se elevem entre 18 cm e 58 cm até 2100, dizem os cientistas. Além disso, tufões e secas devem se tornar mais intensos.


Referência
Durante toda a semana, mais de 500 cientistas e representantes governamentais se reuniram a portas fechadas na sede da Unesco, em Paris, para concluir e aprovar o texto sobre as constatações científicas em relação ao aquecimento global.

As conclusões estavam sendo bastante esperadas porque servirão como referência para toda a comunidade científica mundial. O texto foi discutido linha por linha pelos participantes da reunião em Paris.

Os especialistas debateram, por exemplo, a terminologia para designar o grau de responsabilidade da ação humana no aquecimento global.
Alguns preferiam utilizar o termo "inequívoca", outros preferiam a expressão "além de qualquer dúvida razoável".

Ao final, os cientistas concluíram que há 90% de chance de o aquecimento global observado nos últimos 50 anos ter sido causado pela atividade humana. É um aumento expressivo em relação ao último relatório, de 2001, que apontava uma probabilidade de 66%. O co-presidente do IPCC, Achim Steiner, disse que o documento "acaba com as interrogações" em relação à ação do homem no aquecimento global.


Kyoto
O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, disse esperar "que este relatório deixe as pessoas chocadas e leve os governos a agirem com mais seriedade". Este é o quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente para avaliar as informações científicas e sócio-econômicas sobre o aquecimento global. O relatório anterior, de 1995, serviu de base para a elaboração do Protocolo de Kyoto, que dois anos depois impôs aos países desenvolvidos uma meta de reduzir em 5,2% as emissões de gases de efeito estufa até 2012.

Prevê-se que o quarto relatório do IPCC sirva como referência para o "pós-Kyoto", ou seja, para o compromisso dos países após 2012, quando expira o atual protocolo. O tema será um dos assuntos centrais da reunião da ONU em Bali, na Indonésia, em dezembro próximo. O texto integral do quarto relatório "Mudanças Climáticas 2007" totalizará cerca de 900 páginas e será divulgado por partes até novembro deste ano. Ainda serão divulgados estudos sobre o impacto das mudanças climáticas e sobre as formas de controle das emissões de gases de efeito estufa.

A Zero Hora mente (mídia golpista)


É de espantar o golpismo da mídia brasileira. Aliada à oposição, tenta de todas as maneiras direcionar o pensamento do povo. Neste final de semana, os grandes “jornalões”, como que combinados, resolveram bater todos juntos em cima do problema enfrentado pelo tráfego aéreo, dos controladores. Então, ao dar uma olhada no jornal dos Sirotsky, afiliado à Globo, o que vejo, dez páginas de “apagão” aéreo.

Mas do que está colocado na ZH dominical (8/04), a maior parte das “informações”, não passam de ilações, suposições e conclusões equivocadas do real problema. O que querem é patente: desestabilizar o governo, desqualificar as suas ações e semear um clima de “QUEBRA DE HIERARQUIA”, como se o Presidente da República, não fosse o comandante em chefe das forças armadas, e não devesse se “intrometer” nos assuntos das Forças Armadas.

Vamos fazer uma simples relação com uma empresa: alguns funcionários estão fazendo corpo mole, relaxando, deixando de fazer as suas tarefas. O chefe e o gerente estão fazendo vistas grossas e deixando de tomar uma providência. O dono da empresa começa a ver a sua produção e o seu lucro caírem. Mas nenhuma atitude é tomada pelo gerente e pelo chefe do setor. O que deve fazer o dono? É claro, tomar a decisão cabível. Nem por isso houve uma quebra de hierarquia, o dono da empresa tem TODO o direito de tomar uma decisão. Certo?

É assim, querem derrubar o Presidente, querem o terceiro turno, não se conformam em ter perdido a eleição. Fiquemos alertas, pois mais coisas vão acontecer. Preparem-se!

O verdadeiro "apagão"


A AES através de sua assessoria de imprensa informou na noite desta quinta-feira, que o rompimento de um cabo de alta tensão na linha Cachoeira/ Santa Cruz na localidade de Capão do Valo divisa de Cachoeira com Rio Pardo foi o responsável pelo blecaute no Município. Segundo a assessoria o problema só foi detectado por volta das 17hs. Em razão do “apagão” os mais variados segmentos da economia cachoeirense tiveram prejuízos. Alguns empresários informaram que irão buscar na justiça a reparação dos prejuízos causados pela AES. (Fonte: Rádio Fandango)
O “apagão” que deixou a cidade sem energia elétrica por mais de oito horas será alvo de discussão da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc). O debate será nesta quarta-feira, durante a reunião almoço, que acontece na Sociedade Rio Branco (SRB). Na última quinta-feira, Cachoeira foi castigada pela falta de luz entre 10h06min e 18h17min devido a um problema na linha de transmissão de energia da AES Sul, que conduz 69 mil volts de tensão de Santa Cruz do Sul para cidade. Para o presidente da Cacisc, Franco Pudler, este apagão serviu para mostrar à sociedade importância da energia elétrica e reforçar toda luta da Celetro para construção de uma usina termelétrica em Cachoeira. Ele salienta que somente após esta reunião é que se saberá de a Cacisc tomará alguma atitude contra a AES Sul. (Fonte: Jornal do Povo)
Assim se vê a irresponsabilidade de uma concessionária (herança do governo Britto) com os seus clientes. Segundo moradores da cidade, logo após iniciar o “blecaute”, foram feitas diversas ligações à empresa responsável, mas essa, somente foi “detectar” o problema sete horas após.
Só que, não foi somente a falta de luz que castigou os cachoeirenses, pois sem energia a água também parou de circular nos canos e um grande número de telefones ficaram mudos. Com esse verdadeiro “apagão”, câmaras frias descongelaram, postos de gasolina não puderam fornecer combustível, os caixas eletrônicos não funcionaram, em fim um caos generalizado em uma cidade tão importanteA AES através de sua assessoria de imprensa informou na noite desta quinta-feira, que o rompimento de um cabo de alta tensão na linha Cachoeira/ Santa Cruz na localidade de Capão do Valo divisa de Cachoeira com Rio Pardo foi o responsável pelo blecaute no Município. Segundo a assessoria o problema só foi detectado por volta das 17hs. Em razão do “apagão” os mais variados segmentos da economia cachoeirense tiveram prejuízos. Alguns empresários informaram que irão buscar na justiça a reparação dos prejuízos causados pela AES. (Fonte: Rádio Fandango)
O “apagão” que deixou a cidade sem energia elétrica por mais de oito horas será alvo de discussão da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc). O debate será nesta quarta-feira, durante a reunião almoço, que acontece na Sociedade Rio Branco (SRB). Na última quinta-feira, Cachoeira foi castigada pela falta de luz entre 10h06min e 18h17min devido a um problema na linha de transmissão de energia da AES Sul, que conduz 69 mil volts de tensão de Santa Cruz do Sul para cidade. Para o presidente da Cacisc, Franco Pudler, este apagão serviu para mostrar à sociedade importância da energia elétrica e reforçar toda luta da Celetro para construção de uma usina termelétrica em Cachoeira. Ele salienta que somente após esta reunião é que se saberá de a Cacisc tomará alguma atitude contra a AES Sul. (Fonte: Jornal do Povo)
Assim se vê a irresponsabilidade de uma concessionária (herança do governo Britto) com os seus clientes. Segundo moradores da cidade, logo após iniciar o “blecaute”, foram feitas diversas ligações à empresa responsável, mas essa, somente foi “detectar” o problema sete horas após.
Só que, não foi somente a falta de luz que castigou os cachoeirenses, pois sem energia a água também parou de circular nos canos e um grande número de telefones ficaram mudos. Com esse verdadeiro “apagão”, câmaras frias descongelaram, postos de gasolina não puderam fornecer combustível, os caixas eletrônicos não funcionaram, em fim um caos generalizado em uma cidade tão importante.
Se ainda estivéssemos lá pelos anos 1900, seria até normal, não havia muita tecnologia, mas em pleno século XXI, é inadmissível que uma cidade do porte de Cachoeira do Sul, com mais de 80 mil habirantes, fique isolada do Mundo. E os prejuízos, quem vai pagar?

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A mídia, sempre a mídia. O que querem?


Observando-se os noticiários dos últimos dias, vemos que há uma insistência muito forte em cima do problema, que é muito grave, dos controladores de vôo. Tenta-se, de todas as formas, desqualificar o Governo na condução da crise, que apresenta falhas, mas não se pode esquecer que, antes do acidente da Gol, tudo funcionava normalmente. Uma pergunta: O que houve que, de uma hora para outra, nada mais funciona? Que interesses existem aí? Quem se beneficia com a desestabilização do Governo nesse episódio? São muitas perguntas e quase nenhuma resposta. É muito obscuro.

Mas, mesmo com a insistência da mídia, o que se vê de outro ângulo de análise, é que o Brasil vai muito bem, obrigado. Não vivemos em um paraíso mas, o Governo Lula conseguiu avanços inegáveis em áreas que estavam estagnadas e que agora possuem um dinamismo e competitividade inegável.

Ontem, no Jornal da Globo, do Wack, o âncora não pôde deixar de falar a verdade sobre o que está acontecendo de positivo no Brasil.
Com a queda do Dólar frente ao Real e o aumento da renda média do brasileiro, está havendo um significativo crescimento do consumo, não somente dos produtos básicos, mas também de artigos mais sofisticado e importados. O apresentador tentou desqualificar essa tendência, dizendo que a indústria nacional pode sofrer com isso. Mas pergunto, onde fica então o liberalismo de mercado sempre defendido? Isso não serve como incentivo para que a indústria nacional busque uma melhor produtividade e conseqüente competitividade dos produtos nacionais?

Para finalizar, a produção agrícola, está em seu melhor momento. Com um recorde histórico (nunca antes se produziu tanto) de 131,1 milhões de toneladas de grãos e que, com os preços internacionais em alta, são mais divisas para o País.

Mas a elite política e econômica tupiniquim não se conforma. Como que. um operário, um homem simples, consiga resultados tão expressivos. Não é para menos que fazem o que fazem. Fiquemos atentos, que a guerra de informações somente está iniciando. Querem desestabilizar o governo, mas na realidade podem, equivocadamente, desestabilizar o Brasil. Há muita coisa que tem de ser feita, mas também muito já foi concertado aqui na nossa terra.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Comemorar o quê?


Segundo notícia veiculada HOJE no site oficial da Tia Yeda - www.rs.gov.br o Governo Estadual comemora a queda do número de mortos e feridos em acidentes nas estradas gaúchas: "O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) concluiu nesta semana balanço das operações realizadas nas rodovias gaúchas e das ocorrências registradas no 1º trimestre de 2007 no RS. Os dados apontam para uma redução no número total de pessoas mortas e feridas nas rodovias do Estado em comparação ao mesmo período do ano passado.


Nos três primeiros meses de 2007, o total de pessoas que perderam a vida em acidentes de trânsito totalizou 96, contra 106 em 2006 – representando uma redução de 9,43%. Com relação ao número de feridos, foram 1.805 em 2007 contra 1.811 em 2006 – uma redução de 0,33%." VEJA BEM: 0,33%!!!!!!!!!


Tudo bem, o número de mortos, até é significatio, quase dez por cento. Mas comemorar a diminuição de 6 feridos num universo de 1.811 (2006) para 1.805 (2007) é muita cara de pau. É abusar da inteligência das pessoas.

Capitalismo e Meio Ambiente, existe convivência pacífica?




Desde a Revolução Industrial, principalmente ao longo dos últimos 100 anos, desencadeou-se um processo de grande devastação ambiental, onde retirou-se incessantemente da Natureza os recursos necessários para gerar o “progresso” e os altos lucros de grandes indústrias capitalistas e de grupos econômicos transnacionais.

No início desse processo, os operários eram obrigados a trabalhar quase que sem descanso e morar em cortiços úmidos e mal cheirosos, amontoados junto às fabricas, respirando a fuligem das chaminés e bebendo água contaminada. Explorados ao extremo, estes operários morriam trabalhando, sem qualquer proteção para si e para as suas famílias. E quando reclamavam, eram dispensados e trocados por outros que, devido as dificuldades impostas pelo período histórico de miséria e fome do povo, aceitavam as condições impostas.


Este quadro, que parece antigo, é atual. Pois mesmo com o progresso da ciência, dos meios de produção e da própria sociedade, as coisas continuam iguais ou quem sabe, piores. Pois vejamos: com a globalização o livre fluxo de bens e capitais que favorece somente aos ricos, os operários continuam como a cem anos atrás, os direitos trabalhistas lhes são tirados a cada dia e isto quando não são trocados por máquinas, tudo em nome redução de custos e elevação dos lucros. São relegados a meros números estatísticos. Vítimas desta globalização, são forçados a habitar áreas insalubres, passam fome e outra privações. Onde está o progresso?

Por outro lado, nunca se devastou tanto a Natureza como hoje. Em relatório recente da ONU, apresentou-se um quadro crítico, em que em aproximadamente trinta anos um terço das espécies de animais estarão extintas devido a devastação das florestas. Dois bilhões de seres humanos sofrerão com a escassez de água, e estes estarão principalmente, no países pobres, bebendo água contaminada com seus próprios dejetos. A fome e as epidemias estão dizimando populações em países periféricos, mas mesmo assim são cada vez mais aviltados de suas parcas riquezas, pelos países centrais, pelas suas empresas transnacionais e pelos organismos de “ajuda” internacional como o FMI.


Somente a partir de meados de 1970, é nos Estados Unidos que vai se iniciar o movimento ambientalista, denunciando os mais diversos crimes ecológicos em diversas partes do mundo. São criados órgãos governamentais para a proteção do meio ambiente, que elaboram e aplicam mecanismos para regular o uso dos recursos naturais, a proteção dos mananciais hídricos e do ar. Mas nem todos seguem estas novas tendências ambientais e muitas empresas, e até países, não respeitam as legislações ambientais existentes e continuam a degradar a Natureza.

Paradoxalmente, os Estados Unidos é um dos países que mais tem avançado na legislação ambiental, mas ao mesmo tempo, é o que menos as respeita, não se submetendo aos tratados internacionais sobre o meio ambiente. Um exemplo disso é o tratado de Kyoto, que trata da diminuição das emissões de CO2 na atmosfera, que contribui para as mudanças climáticas e o aquecimento global. Outro é a sua política externa draconiana, preocupada somente com a sua estabilidade interna, incentivando e financiando a exploração indiscriminada dos recursos naturais dos países em desenvolvimento, provocando graves problemas sociais e ambientais.

Enquanto imperar este modelo, de desenvolvimento a qualquer custo, enquanto o homem achar que é o dono da natureza e esta, está aí para servi-lo, todas as previsões sobre as conseqüências da devastação ambiental, por mais pessimistas que possam parecer, tendem a se concretizar. A palavra preservar não existe, o que realmente existe é o lucro e o lucro se consegue com mais produção e mais consumo de produtos, geralmente supérfluos, destinados ao deleite de uns poucos privilegiados.

É vital que a sociedade se conscientize de que não é mais possível continuar neste caminho, é preciso entender que as futuras gerações têm de viver neste mesmo planeta e que nós somos os responsáveis para que os nossos filhos e netos tenham, ainda, esse lugar.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ao sabor do vento.


O Governo Yeda , mal começou e já está fazendo água. Essas palavras, para quem as escuta, diria que só pode ser coisa da oposição. Mas na realidade, essa constatação é proferida por seus próprios admiradores e apoiadores midiáticos. Pois o está diante dos olhos de todos é um Estado paralisado pela falta de empreendedorismo governamental que, com a desculpa dos cofres vazios, deixa o barco a deriva, ao sabor do vento, rumo aos rochedos.

Até mesmo a mídia amiga não tem do que falar, nada, nada. Não existe qualquer vestígio de que algo está sendo feito pelo bem do nosso povo, do nosso Rio Grande do Sul.

E pelo noticiário esforçado, eminentemente chapa branca, nos dá conta da formação de uma tal “Frente Gaúcha” (que nome emblemático, não é?), que vai até Brasília, é claro, reivindicar da União recursos para o Rio Grande. Infelizmente, não vai dar em nada mas, pelo menos daí, a Tia Yeda, terá em quem pôr a culpa de sua incapacidade e amadorismo na condução do Estado.
O que me surpreende é que não se busque as soluções dentro do Rio Grande. Se a Governadora dialogasse com seu (?) povo, talvez encontrasse melhores soluções do que ir pedir “penico” no Planalto Central.

Em um outro ponto, tido como prioridade desse governo, que também foi amplamente e intencionalmente maquiado pela mídia, trata da (in)segurança. Onde foi alardeado pela Zero Hora, em editorial, que as ações do “comandante” Bacci devolveram a “sensação de segurança” aos gaúchos. Bem cara pálida, quem é que tem essa sensação? É um deboche a inteligência dos gaúchos. Ontem mesmo, os dados oficiais da Secretaria da Segurança da conta do aumento da criminalidade. Um triste exemplo foi uma tentativa de assalto, ontem, no Vale dos Sinos, resultou na morte de um menino de três anos. Mas isso não importa, o que importa é que devemos ter a tal “sensação de segurança”.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Um filme para a Semana Santa


Ontem a noite, estava “zapiando” pela TV (não tenho TV a cabo) e, para variar, não tem nada que se aproveite num domingo na televisão. De repente, no canal do Sr, Abravanel, estava iniciando um filme. E dentro do espírito da Semana Santa, o filme que estava na introdução se chamava: Os Dez Mandamentos. Ao longo da vida, já assisti a diversas versões desse clássico do cinema. Acho que o mais famoso e que mais me marcou, teve o Charlton Heston Moisés.
O que assisti ontem é recente, e retrata importantes passagens na vida dos hebreus, que por volta de 1250 a C. conduzidos por Moisés, fogem do Egito, onde viviam na condição de escravos, para Palestina. Essa fuga é conhecida na Bíblia como "êxodo".

Mas o que me chamou a atenção e que aqui escrevo, tem um pouco, ou muito, de geopolítica. Que é a questão que envolve Israel e a sua luta pela manutenção da sua localização atual. Em um certo momento do filme, Moisés diz ao seu povo que Deus tinha falado com ele. Nessa conversa, foi-lhe dito que, os judeus, teriam que lutar muito para poderem viver na “Terra Prometida”.

Aí então, voltei ao presente. O que ocorre no Oriente Médio hoje é fruto de, quem sabe, uma provação ou um castigo. Pois desde aquela época brigam incessantemente, com todas as suas forças e, é claro, do seu aliado principal os Estados Unidos, para se manterem onde estão.
Essa é uma questão muito importante para toda a região. Está contaminando países ao redor. E, como professor de Geografia, recomendo a que queira “fazer” o vestibular, deva compreender bem essa questão, que sempre é tema de uma prova de geografia.