quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!!!!

Mais um ano está findando e é nesta época que sempre (querendo ou não) fazemos um reflexão sobre nossa vida... o que passou... bom ou ruim... a vida é assim e ela continua.

Quero aqui desejar a todos que por aqui se aventuram e aos meus 91 fiéis seguidores, um 2012 repleto de realizações, com muita saúde, paz de espírito e muito... mas muito amor... mesmo!!!

Principalmente o amor que resulta em compreenção e solidariedade com o nosso próximo e com a natureza.

Estamos vivendo em um período histórico muito conturbado mas, ao mesmo tempo, rico em conteúdo.

Nosso País e o mundo, estão passando por grandes transformações e nós também.

FELIZ ANO NOVO!

Fazendo pouco caso: Jader diz que Lei da Ficha Limpa foi um dos maiores adversários.



O senador Jader Barbalho (PMDB-PA), empossado na tarde desta quarta-feira, 28, em solenidade da Mesa Diretora, elegeu a Lei da Ficha Limpa (leia AQUI) como um de seus maiores adversários, depois do ex-presidente do Senado Antônio Carlos Magalhães, com quem travou embates históricos no passado. "Eu jamais havia enfrentado, após ACM, um adversário tão difícil", declarou o peemedebista, que deixou de exercer 11 meses de mandato por ter sido barrado como ficha suja nas eleições do ano passado.

Penso que as "caretas" do seu filho, que o acompanhou na posse, são para todos nós, brasileiros. Mais uma vez a Justiça mostra que ela existe somente para os pobres. A Lei da Ficha Limpa, analisada peo STF, determinou que ela somente vale para a próxima eleição, a de 2012. Os ministros do Supremo foram insensíveis ao clamor popular... uma afronta ao bom senso.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia, diz entidade

O Brasil deve superar a Grã-Bretanha (leia AQUIAQUI e AQUI) e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira.

Mas mesmo com um aumento substancial do PIB (Produto Interno Bruto), que em 2011 gegou a US$ 2,4 trilhões (R$ 4,032 trilhões) na distribuição pela população brasileira (PIB percapta), ao invés de ocuparmos a 6° posição, o Brasil cai para uma posição intermediária, ocupando 82° posição.

De qualquer forma, isso mostra que o Brasil avança, mesmo com a crise.

Cabe ao governo brasileiro adotar medidas que fortifique a economia no sentido de neutralizar os efeitos de uma situação que parece não dar sinais de se estabilizar. Ao contrário, as medidas adotadas pelo sitema financeiro europeu são insuficientes para "agradar" o mercado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PF indicia Chevron e mais 17 por vazamento de óleo na bacia de Campos


A Polícia Federal (leia AQUI) indiciou a Chevron e a Transocean e mais 17 executivos das duas empresas pelo vazamento de óleo no campo de Frade, bacia de Campos, em novembro.

Entre os indiciados está o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

Em seu relatório, encaminhado ao Ministério Público Federal, o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), da PF, no Rio, afirma que as empresas usaram "práticas temerárias" e causaram danos ambientais, além de sonegar informações aos investigadores e entregar documentos falsos à polícia.

"Tenho total convicção de que a política institucional da empresa é temerária e leviana na perfuração de poços de petróleo no Brasil. Por isso, a responsabilização dos executivos", disse Scliar à Folha.

A Chevron disse que a decisão "não tem mérito". A Transocean informou que vai avaliar o relatório. A primeira tem a concessão de exploração do campo; a segunda operava a sonda que perfurava o poço que vazou.

Segundo o delegado Fabio Scliar, houve problemas na técnica utilizada na perfuração no campo de Frade. No caso que originou o vazamento, por exemplo, as empresas utilizaram, na retirada do petróleo, pressão maior do que as rochas suportavam.

O delegado informou ainda haver estudo de impacto ambiental feito pela própria Chevron em que a empresa previa que um vazamento de óleo no campo causaria danos à flora e à fauna.

"No estudo, a própria Chevron relata que um vazamento iria interferir na cadeia alimentar de peixes maiores e, consequentemente, até câncer em seres humanos."

Laudos do Ibama e do oceanógrafo David Zee, anexados ao inquérito, são usados para comprovar que o vazamento causou danos.

Segundo o relatório, até ontem teriam vazado de 2.500 a 3.000 barris de óleo cru.

OUTRO LADO

Em nota, a Chevron Brasil afirmou que a decisão da Polícia Federal de indiciar a empresa e seus empregados "não tem mérito".

Segundo a companhia, quando os fatos forem totalmente examinados, ficará claro que a petroleira respondeu de "forma apropriada e responsável" ao vazamento.

"Iremos defender vigorosamente a companhia e seus empregados", afirmou a empresa na nota.

A Transocean, por sua vez, informou estar ciente do relatório e que vai avaliá-lo.

A empresa que operava a sonda que perfurava o poço que vazou reiterou que vai seguir "cooperando com as autoridades brasileiras".

O VAZAMENTO

O acidente da Chevron ocorreu em 7 de novembro, após a empresa usar densidade de lama e pressão maiores que o adequado para tentar conter a invasão do óleo no poço. Isso provocou a ruptura de rochas e liberou o óleo para a superfície, admitiu a própria companhia na época, após ter afirmado que o problema havia ocorrido por uma falha na geologia local.

A empresa demorou a avisar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre o acidente, alertada em primeiro momento pela Petrobras, que opera uma plataforma perto de Frade.

A Chevron foi multada pelo Ibama em R$ 50 milhões.

A ANP ainda não definiu a multa que será aplicada.

No momento, a Chevron coloca o terceiro tampão de cimento para vedar o poço.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Brasil e as desigualdades: Censo 2010 mostra que 11,4 milhões de brasileiros (6,0%) vivem em aglomerados subnormais.


Todos sabemos das grandes e muito marcantes desigualdades sociais em nosso País. O Brasil viveu e ainda vive, num processo que busca, através de ações afirmativas, melhorar a qualidade de vida das populações mais pobres. Programas como o Bolsa Familia, Minha Casa - Minha Vida, entre outros, buscam diminuir o abismo que separam ricos e pobres.

Na questão fundiária e de ocupação do espaço urbano, estas desigualdades são muito evidentes. No campo por exemplo, enquanto 5% da população detem em torno de 85% das terras, 95% da população fica os restantes 15%. Existem ainda no Brasil, proprietários de terras que têm latifúndios que chegam a ser maiores que muitos países.

No meio urbano, estas desigualdades, são evidenciadas pelo contraste dos bairros dos ricos, bem estruturados, com completa infra-estrutura, ruas pavimentadas, redes de distribuição de água e energia que, como dizia o saudosos geógrafo Milton Santos, "os espaços iluminados" e as favelas, locais insalubres, carentes de tudo, onde ficam os pobres, que não têm recursos para adquirir um lote urbanizado.

O segundo o Censo 2010 do IBGE (leia AQUI) mostra que em 2010, o país possuía 6.329 aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros)em 323 dos 5.565 municípios brasileiros. Eles concentravam 6,0% da população brasileira (11.425.644 pessoas), distribuídos em 3.224.529 domicílios particulares ocupados (5,6% do total). Vinte regiões metropolitanas concentravam 88,6% desses domicílios, e quase metade (49,8%) dos domicílios de aglomerados estavam na Região Sudeste.


Segundo estudo, os dados mostram que as áreas ocupadas por favelas ou os aglomerados subnormais, ocupam geralmente áreas impróprias, como encostas de morros e fundo de vales, propícios a desastres ambientais., que causam destruição e mortes.

Mas a realidade é que, o poder público, é conivente e incentivador destas ocupações. Os órgãos fiscalizadores não cumprem as leis ambientais de coibir a ocupação de áreas impróprias e, além disso, segundo os dados, nestes aglomerados, 67,3% dos domicílios tinham rede de coleta de esgoto ou fossa séptica; 72,5% recebiam energia elétrica com medidor exclusivo; 88,3% eram abastecidos por rede de água; e 95,4% tinham o lixo coletado diretamente ou por caçamba. O que configura uma consolidação do espaço já contruído, mesmo que em áreas impróprias.

Assim, se faz necessário, repensar a ocupação do espaço, tanto no campo, com uma reforma arária séria e nas cidades, com uma reforma urbana, que respondam aos interesses do povo brasileiro. 

Vamos lutar por isso?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Os efeitos da crise: Geração de empregos formais em novembro cai 69% em relação a 2010.

A desaceleração da economia mundial provocada pela crise financeria internacional está afetando o nível de  empregos e o crescimento econômico do Brasil.

O anúncio de que o País gerou 42.735 empregos formais (leia AQUI) em novembro deste ano, tendo uma queda de 69,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram geradas 138.237 vagas, segundo apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho, mostra que não estamos imúnes a crise.

Mesmo assim, a geração de empregos formais em novembro foi 0,11% maior do que a de outubro, de acordo com o governo.

Entre janeiro e novembro deste ano, segundo o Caged, foram criados 2.320.753 empregos formais, uma queda de 20,5% no número de vagas em relação ao mesmo período de 2010.

Nos últimos 12 meses, segundo o Caged, a geração de empregos formais chegou a 1.900.571 postos, o que aumentou em 5,23% o número de trabalhadores com carteira assinada no país.


Tarso anuncia investimento de R$ 400 milhões para saneamento básico e ambiental no RS.


Num momento em que o Rio Grande do Sul passa por uma grave sêca, que está fazendo com que os níveis de quase todos os cursos d'água do estado ciam drásticamente, levando até mesmo ao recionamento de água a população, o governador Tarso Genro anunciou nesta terça-feira um investimento de R$ 400 milhões para obras de saneamento básico e ambiental no Rio Grande do Sul. O valor será captado através da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Na quarta-feira, Tarso deve ir a Brasília para detalhar o investimento. Ontem à noite, ele recebeu um telefonema da presidente Dilma Rousseff convocando-o para uma reunião.

O anúncio foi feito durante apresentação, no Palácio do Piratini, do balanço das ações da área de desenvolvimento pelo governo do Estado. O total de investimentos produtivos anunciados para o RS entre 2010 e 2011 chegou a R$ 14,8 bilhões, em 60 projetos. Dentro dessa carteira de investimentos, seis foram anunciados em 2010, em um valor total de R$ 4,7 bilhões. Já os 54 projetos anunciados em 2011 somaram R$ 10,1 bilhões.

Estes recursos são de extrema importância para que obras possam, pelo menos, minimizar os efeitos de estiágens prolongadas como a está ococrrendo por aqui... só não conseguem fazer chover... 

Mortos após tufão chegam a quase mil nas Filipinas: Retratos dramáticos de um clima desregulado.


As mudanças climáticas estão cada vez mais intensificando os eventos da natureza. Fenômenos como o El Niño e LaNiña, que são observados a mais de um século, hoje em dia, estão com efeitos mais severos. Tornados, furacões, enchentes e secas, afetam milhões de pessoas no mundo e causam mortes e perjuízos incalculáveis, com o tufão que ocorreu nas Filipinas.

Os danos causados a população e ao país, fizeram que o presidente das Filipinas, Benigno Aquino (leia AQUI), declarasse nesta terça-feira estado de calamidade nacional depois que novas inundações e deslizamentos de terras decorrentes de um tufão que passou pela região no fim de semana e deixou um saldo de quase mil mortos e dezenas de milhares de desabrigados.

Parece que a natureza está se rebelando contra o descaso do homem com a natureza. Nossa ciência é, ao mesmo tempo, benéfica a vida, curando doenças, nos dando uma melhor qualidade de vida mas, por outro lado, produz um sub-produto que, se levarmos em consideração os estragos que fizemos, ficamos no prejuízo.

O rápido crescimento da população e a aglomeração concentrada em áreas relativamente pequenas, fazem pressão sobre os recursos naturais e energia e, esta última, na maior parte extraída dos combustíveis fósseis, estão mudando o nosso clima.

Não adianta sermos "modernos", com tecnologias de ponta se não conseguimos conviver com as limitações naturais do Planeta. Em Durban, na conferência sobre o clima, os países são unânimes em admitir que é imprescindível uma mudança para atenuar os efeitos do aquecimento global, mas não movem um milímetro em direção a uma mudança de paradígma. Temo que ainda vamos assistir eventos muito mais devastadores... quem viver, verá!    

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ocupação do Iraque custou pelo menos US$ 770 bilhões e deixou mais de 150 mil mortos


Milhares de civis (leia aqui e aqui)  iraquianos mortos, assim como milhares de soldados da coalizão, em mais de oito anos de uma guerra que consumiu bilhões de dólares: o custo do conflito no Iraque foi astronômico.

Desde a invasão americana mo país, em março de 2003, ao menos 126 mil civis iraquianos morreram devido ao conflito, segundo Neta Crawford, professora da Universidade de Boston. Somam-se a este número 20 mil soldados e policiais iraquianos e mais de 19 mil insurgentes. Segundo a organização britânica IraqBodyCount.org, as perdas civis são contabilizadas entre 104.035 e 113.680 desde 2003.

Do lado da coalizão, os Estados Unidos perderam 4.484 soldados, sendo 3,5 mil em combate. Cerca de 32 mil militares ficaram feridos, de acordo com os números do Pentágono. O Reino Unido perdeu 179 soldados. Também morreram outros 139 militares de outras nacionalidades.

O Pentágono destinou cerca de US$ 770 bilhões desde 2003 às operações no Iraque. Soma-se a isso a parte indeterminada do orçamento do Pentágono que também serviu para financiar a guerra.
Enquanto milhões de pessoas passam fome, os Yanks torram dinheiro em guerras.

Este é o nosso mundo... 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A privataria tucana: livro de Amaury Jr. é uma bomba para o PSDB.



Desde a semana passada, o lançamento do livro A privataria tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, deixou em polvorosa o tucanato de alta plumagem.

O livro trata da corrupção ocorrida durante o programa de privatização ocorrida durante o governo do presidente Fernando Herique Cardoso, que entregou de mão beijada o partiônio dos brasileiros, por uma ninharia e bilhões em desvios.

Desde aquela época que existem investigações a respeito mas, segundo dizem (pois eu não li o livro) a privataria e os desvios, estão amplamente documentados no livro que atinge em cheio o candidato derrotado por Dilma à presidência em 2010, José Serra.

Se a oposição já estava frágil, agora desmorona...

E Aécio Neves amou odiar ‘A Privataria Tucana’...




Segundo o colunista Diego Salles, do estadão (leia AQUI), o  livro A Privataria Tucana mal foi lançado e já causou alvoroço tanto na base aliada quanto na oposição. No governo, só elogios. Já na oposição, as opiniões ficaram divididas.

Serra achou “um lixo” e mandou a tropa serrista comprar todos os exemplares que encontrassem. Diante desse imprevisto, a editora já mandou rodar mais 850 mil exemplares e Serra já mandou reservar dinheiro do caixa do PSDB para comprar tudo de novo assim que a nova edição sair. Reinaldo Azevedo ligou para Serra pedindo para reservar um exemplar para ele, sob a condição de que ele não publique uma resenha em seu blog e que o livro não apareça na lista de mais vendidos da Veja.

Já Aécio Neves, publicamente, qualificou o livro como “literatura menor”, mas secretamente, gostou tanto que já está em sua segunda releitura. “Gostei bastante da parte que fala da espionagem e da evasão de divisas. Adorei o estilo do Amaury, detalhista, denso e ágil. É o próximo Dan Brown!”, deleitou-se o provável candidato tucano à presidência em 2014.

Vamos ver no que vai dar...

Avaliação de Dilma supera FHC e Lula ao fim do 1º ano, aponta CNI/Ibope

Dilma perde para Lula apenas no índice de confiança, com diferença de 1 ponto percentual - Dida Sampaio/AE - 01.05.2011

A oposição (PSDB/DEM/PPS) e o PIG (Partido da Imprensa Golpista) tentam de tudo para descontruir a Presidenta Dilma, mas não conseguem.

O governo da presidente Dilma Rousseff (leia AQUI e AQUI) foi avaliado como ótimo ou bom por 56% dos entrevistados pela última pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta sexta-feira, em um desempenho melhor que os dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) ao fim dos primeiros anos de seus mandatos.

A aprovação de Dilma em dezembro subiu cinco pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em setembro, quando tinha 51% de índice "ótimo" ou "bom".

Este desempenho é melhor que os obtidos pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) ao fim dos primeiros anos de seus mandatos.

Fernando Henrique obteve 43% de avaliação positiva ao fim do primeiro ano de seu primeiro mandato, e 17% de aprovação ao fim do primeiro ano do segundo mandato. Já a aprovação de Lula ao fim do primeiro ano de seu primeiro mandato foi de 41%, contra 51% ao fim do primeiro ano de seu segundo mandato.

Segundo a CNI/Ibope, o governo Dilma foi avaliado como ruim ou péssimo por 9% dos entrevistados, contra 11% no levantamento de setembro.

Já à aprovação pessoal da presidente subiu apenas um ponto percentual, de 71% para 72%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 142 municípios de todas as regiões do Brasil, entre 2 e 5 de dezembro. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Porto Alegre vai mal... parece que nem o Natal comove o prefeito Fortunati.

Foto da Usuna no dia 15/12/2011... sem a tardicional Árvore de Natal.

Quando eu era pequeno, a espera pelo Natal era longa. Intermináveis mêses me separavam dos presentes que, embora simples, pelas condições financeiras familiares, eram muito bem vindos.

Eu até acredirava no Parai Noel, mas comecei a desconfiar quando sempre um tio sumia na hora da entrega dos presentes, até um ano em que eu segui um destes tios e descobri o grende segredo.

Mas parece que hoje em dia estes fatos passados, parecem historinhas de faz-de-conta.

Principalmente neste ano, o tal "Espírio de Natal" não chegou a Porto Alegre. São poucas as fachadas decoradas com luzinhas piscantes, não vemos os rostos alegres das pessoas com os pacotes de presentes... não que eu dê bola para isso, mas é uma questão muito interessante de se observar.

E observando isso, também ví que o Espírito do Natal, está passando bem longe do prefeito Fortunati.

Neste ano, não têm árvore e nem tão pouco uma decoração natalina no Gazômetro, local tradicional das festas natalinas.

É bom saberem também que, a Usina do Gazômetro, está interditada (leia AQUI) pelos bombeiros por falta de segurança, fruto a incompetência da prefeitura que, no ano passado, deu uma pinturinha por fora, para fezer mídia, mas nada fez no interior da Usina. O Sambódromo do Porto Sêco também está interditado, os dois locais por não atender a legislação que trata da seugurança contra incêndios.

Outro fato importante de ser analisado é que, não se sabe porquê, a RBS, sempre ávida por usurpar os espaços públicos para se promover, largou de patrocinar a árvore de Natal da cidade (que cá prá nós, era muito feia). Quer dizer, parece que o Papai Noel e o espírito do Natal, devem esperar para aparecerem em um ano mais propício.

Mas que algo vai mal em Porto Alegre, vai... 

Mobilidade versus carrocentrismo: Que futuro queremos?

 
Artigo de Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA, do Instituto de Relações Internacionais da USP e pesquisador do CNPq e da Fapesp. Publicado hoje na Folha

Ampliar espaços de circulação para automóveis individuais é enxugar gelo, como já bem perceberam os responsáveis pelas mais dinâmicas cidades
  
Automóveis individuais e combustíveis fósseis são as marcas mais emblemáticas da cultura, da sociedade e da economia do século 20.

A conquista da mobilidade é um ganho extraordinário, e sua influência exprime-se no próprio desenho das cidades. Entre 1950 e 1960, nada menos que 20 milhões de pessoas passaram a viver nos subúrbios norte-americanos, movendo-se diariamente para o trabalho em carros particulares. Há hoje mais de 1 bilhão de veículos motorizados. Seiscentos milhões são automóveis.

A produção global é de 70 milhões de unidades anuais e tende a crescer. Uma grande empresa petrolífera afirma em suas peças publicitárias: precisamos nos preparar, em 2020, para um mundo com mais de 2 bilhões de veículos.

O realismo dessa previsão não a faz menos sinistra. O automóvel particular, ícone da mobilidade durante dois terços do século 20, tornou-se hoje o seu avesso.

O desenvolvimento sustentável exige uma ação firme para evitar o horizonte sombrio do trânsito paralisado por três razões básicas.

Em primeiro lugar, o automóvel individual com base no motor a combustão interna é de uma ineficiência impressionante. Ele pesa 20 vezes a carga que transporta, ocupa um espaço imenso e seu motor desperdiça entre 65% e 80% da energia que consome.

É a unidade entre duas eras em extinção: a do petróleo e a do ferro. Pior: a inovação que domina o setor até hoje consiste muito mais em aumentar a potência, a velocidade e o peso dos carros do que em reduzir seu consumo de combustíveis.

Em 1990, um automóvel fazia de zero a cem quilômetros em 14,5 segundos, em média. Hoje, leva nove segundos; em alguns casos, quatro.

O consumo só diminuiu ali onde os governos impuseram metas nesta direção: na Europa e no Japão.

Foi preciso esperar a crise de 2008 para que essas metas, pela primeira vez, chegassem aos EUA. Deborah Gordon e Daniel Sperling, em "Two Billion Cars" (Oxford University Press), mostram que se trata de um dos menos inovadores segmentos da indústria contemporânea: inova no que não interessa (velocidade, potência e peso) e resiste ao que é necessário (economia de combustíveis e de materiais).

Em segundo lugar, o planejamento urbano acaba sendo norteado pela monocultura carrocentrista. Ampliar os espaços de circulação dos automóveis individuais é enxugar gelo, como já perceberam os responsáveis pelas mais dinâmicas cidades contemporâneas.

A consequência é que qualquer estratégia de crescimento econômico apoiada na instalação de mais e mais fábricas de automóveis e na expectativa de que se abram avenidas tentando dar-lhes fluidez é incompatível com cidades humanizadas e com uma economia sustentável. É acelerar em direção ao uso privado do espaço público, rumo certo, talvez, para o crescimento, mas não para o bem-estar.

Não se trata - terceiro ponto - de suprimir o automóvel individual, e sim de estimular a massificação de seu uso partilhado. Oferecer de maneira ágil e barata carros para quem não quer ter carro já é um negócio próspero em diversos países desenvolvidos, e os meios da economia da informação em rede permitem que este seja um caminho para dissociar a mobilidade da propriedade de um veículo individual.

Eficiência no uso de materiais e de energia, oferta real de alternativas de locomoção e estímulo ao uso partilhado do que até aqui foi estritamente individual são os caminhos para sustentabilidade nos transportes. A distância com relação às prioridades dos setores público e privado no Brasil não poderia ser maior.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

COP-17 chega a acordo histórico, mas adia proteção ao clima

Os países do mundo na COP-17 em Durban fazem tal qual a avestruz...

O combate internacional (leia AQUI) à mudança climática teve ontem o seu maior avanço político desde a criação do Protocolo de Kyoto, no fim dos anos 1990. A COP-17, a conferência do clima de Durban, África do Sul, terminou na madrugada deste domingo lançando a base para um futuro acordo contra as emissões de gases-estufa, que envolve metas para Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores do planeta --mas só após 2020.

Também foi aprovada uma controversa extensão do acordo de Kyoto, que envolve apenas a União Europeia e mais um punhado de países e que por enquanto não tem nem intervalo de tempo definido para vigorar.

Embora não façam rigorosamente nada para combater o aquecimento global hoje --exceto manter os compromissos fracos que os países já haviam adotado na conferência de Copenhague, em 2009, e que deixam o mundo no rumo de um aquecimento de 2,5°C a 4°C neste século--, as decisões adotadas em Durban têm caráter histórico.

A principal delas, um texto de uma página e meia batizado de Plataforma de Durban, estabelece um calendário para criar "um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal" em 2015, que possa entrar em vigor até 2020. Por esse instrumento, todos os países do mundo terão de se comprometer a metas obrigatórias de redução de emissões.

Chega a ser bisonho os "resultados" da COP-17.

O planeta literalmente pegando fogo e as potências não estão nem aí.

Ridículo! 

A guerra da água já começou no Rio Grande do Sul... Somente haverão perdedores.

Uma guerra está chegando a nossa realidade. Tida como fonte de futuros conflitos, a água já começa a desencader esta gurrra bem próximo de nós.

A seca que se abate sobre o Rio Grande do Sul, causados pelos efeitos do fenômeno climático La Niña, mostra que a guerra prevista para meados de 2020, já iniciou por aqui.

Hoje, as notícias não são nada boas para o RS, principalmente para a Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA, onde os rios dos Sinos e Gravataí, estão com níveis críticos, o que gera conflitos de usos, principalmente entre as prefeituras e arrozeiros. Não há chuvas e, as perspectivas são de volumes mínimos neste verão. A previsão é de que esta seja muito severa e muito pior da que ocorreu em 2005, que praticamente secou o Gravataí.

Como sou representante da CORSAN, no Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, sei muito bem destes conflitos. Somente o rio Gravataí, abastece cerca de 1,3 milhões de pessoas em sete municípios da RMPA. Aqui existe um acordo que escalona o bombeamento quando o nível chegar a 1,00 m e suspende totalmente o bombeamento por parte dos arrozeiros quando atingir 0,50 m. Hoje o nível é de 1,13 m.

Está marcada para hoje (leia AQUI) na Assembléia Legislativa. onde prefeituras e arrozeiros, ficarão frente a frente para discutir o acesso a pouca agua que ainda corre no rio dos Sinos.

Segundo a matéria, há um plano de acabar com a lavoura de arroz, este plano foi alinhavado por integrantes da Associação dos Municípios da região (AMVRS) e do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos).

A proposta encaminhada a autoridades estaduais prevê acabar com o plantio de arroz até 2015. A produção seria extinta ao ritmo de 25% ao ano. Em resposta, o setor arrozeiro se mobiliza para mostrar que, se falta água no Sinos, é por culpa das administrações, que não investiram em barragens.

São interesses antagônicos, mas está em jogo o abastecimento de várias cidades e milhões de pessoas e, por outro lado, a questão econômoca dos produtores de arroz. Sabe-se que, nestes casos, a prioridade é do abastecimento, mas como ficam os produtores?

Mas o que importa mesmo é a falta de planejamento do Estado e dos municípios, em somente tratar do assunto, quando chega o problema. A pressão sobre os Recursos Hídricos somente tende a se agravar. A população aumentou vertiginosamente, assim como as atividades econômicas... mas os rios continuam os mesmos.

Como se resolve?

Não tenho a fórmula, mas todas as partes envolvidas devem estarem concientes de que estes problemas somente vão se agravar daqui para frente.

A situação é grave... muito grave...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Belgas convocam dia de greve geral em protesto contra medidas de austeridade

Belgas convocam dia de greve geral em protesto contra medidas de austeridade Georges Gobet/AFP

Após protestos semelhantes nos últimos dias, onde gregos, britânicos e portugueses foram as ruas, agora, na capital belga, Bruxelas, os principais sindicatos convocaram uma greve geral. A paralisação ocorre no momento em que o novo primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, assume o poder, depois de um ano e nove meses de governo provisório.

Os belgas reagem às medidas de austeridade, anunciadas pelo governo, para garantir o pagamento das dívidas e empréstimos concedidos pela União Europeia. A crise econômica na Bélgica é influenciada também por elementos da política interna, como a disputa de forças entre francófonos e flamengos. 

Nova erupção de vulcão na Islândia pode ter impacto global


Centenas de metros abaixo de uma das maiores geleiras da Islândia, há sinais de uma iminente erupção vulcânica que pode ser a mais devastadora no país em quase um século.

O vulcão Katla, com sua cratera de 10 quilômetros, tem potencial de causar enchentes catastróficas, derretendo a superfície congelada de sua caldeira e varrendo a costa leste da Islândia com bilhões de litros de água escorrendo em direção ao Oceano Atlântico.

Cinzas e gases fatais

O Katla faz parte de um sistema vulcânico que inclui as crateras de Laki. Em 1783, a cadeia ficou em erupção continuamente por oito meses, gerando tantas cinzas e gases como fluoreto de hidrogênio e dióxido de enxofre que um em cada cinco habitantes da Islândia morreram, além de metade dos rebanhos e gado do país.

"Na verdade, isso alterou o clima da Terra", diz Cochran.

"Fala-se de um inverno nuclear - esta erupção gerou gotículas de ácido sulfúrico suficientes para tornar a atmosfera reflectiva, resfriar o planeta por um ano ou mais e gerou fome em muitos lugares ao redordo planeta."

"Certamente esperamos que a erupção do Katla não seja nada parecida com isso!"

Imprevisível

Cientistas dizem que é muito difícil prever como será a erupção do Katla e quais serão as consequências, já que isso depende de diversos fatores.

"Esta dificuldade fica muito aparente quando você compara as duas últimas erupções na Islândia, a do Eyjafjallajokul em 2010 e a do Grimsvotn em 2011", diz Einarsson.

"A do Eyjafjallajokull, que paralisou o tráfego aéreo na Europa, foi uma erupção relativamente pequena, mas a química incomum do magma, a longa duração e a variação do clima durante a erupção fez com que ela gerasse problemas."

"Já a erupção do Grimsvotn, em 2011, foi muito maior em termos de volume. Ela durou apenas uma semana e as cinzas baixaram com relativa rapidez, então os efeitos não foram muito notados, a não ser pelos fazendeiros do Sudeste da Islândia, que ainda lidam com as consequências."

Petrobras ganha prêmio internacional de melhor empresa de energia (ainda bem que não é a PETROBRAX)



Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique (PSDB), foi dada a largada para a privatização da Petrobrás. Num primeiro momento, queriam trocar de nome (para ficar mais atraente) de Petrobrás para PETROBRAX.

Não deu tempo.

Com a derrota do candidato do PSDB, José Serra e Lula eleito, o governo tratou de, não somente enterrar o assunto, mas também fortalecer a empresa. Hoje a Petrobrás é uma das maiores empresas de enegia do mundo e é pública... e é premiada:

A Petrobras (leia AQUI) ganhou na noite de quinta-feira (1/12) o prêmio Platt Global Energy 2011 nas categorias de Melhor Empresa de Energia do Ano e Melhor Produtor Energético do Ano. A cerimônia de entrega ocorreu em Nova York.

presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, recebeu o prêmio em nome da companhia, reconhecida por sua "clara visão sobre o futuro da indústria energética", em um jantar de gala no hotel nova-iorquino Cipriani.

O júri do prêmio destacou, entre os méritos da empresa brasileira, os progressos obtidos na exploração da camada pré-sal, além do desenvolvimento de tecnologias avançadas e da expansão nos trabalhos de refino de petróleo. 

Em crise, EUA querem facilitar entrada de brasileiros na terra do Tio San


Quem não lebra das dificuldades imposta pelos EUA para estrangeiros entrarem nopáis do Tio San?

Um dificuldade para se coseguir visto para entrada vai desde, no caso do Brasil, ter de se ir a São Paulo, comprovar ter recursos, ter emprego fixo comprovado, passagem marcada de ida e volta, etc.

Claro, não é? Eles não "queriam" nós, pobres por lá.

Mas como estão em baixa, endividades, com uma população crescente de pobre, agora abrem as porteiras para aqueles que sempre foram barrados.

Em matéria publicada AQUI, podemos ver que, os EUA, realmente estão de "pires na mão", de olho nos crescentes gastos dos turistas brasileiros e chineses, dois projetos no Senado americano visam transformar em lei uma promessa repetida pelo Departamento de Estado: acelerar o processo para a concessão de vistos nos dois países. 

Uma coalizão com a Câmara do Comércio dos EUA, a Confederação Nacional das Indústrias no Brasil, a Federação de Varejistas dos EUA e a Associação de Viagens dos EUA (lobby da indústria turística), no entanto, acha pouco e quer que os brasileiros sejam eximidos do visto.

O grupo defende o assunto na pauta da reunião entre os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff quando ela vier a Washington, provavelmente em março. Se a meta da isenção parece distante (leia texto na pág. B14), a simplificação do processo já está em vista.

No ano fiscal encerrado em outubro, foram concedidos 820 mil vistos a brasileiros, salto de 44% sobre 2010. Para a China, foi 1 milhão, alta de 33%. A meta anunciada para 2013 é mais do que duplicar esse total, chegando a 1,8 milhão no Brasil e 2,2 milhões na China.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Greve geral na Inglaterra: o povo não quer pagar a conta da crise capitalista.



Hoje, a Inglaterra esta em greve geral. Trabalhadores se rebelam contra a reforma previdenciária proposta pelo governo para minimizar os efeitos da crise financeira mundial.

Veja as fotos dos protestos de hoje AQUI.

É bom lembrar que a Inglaterra, já foi o berço do estado de bem estar pleno, com o atendimento de todas as necessidades dos súditos da rainha. Mas, em contra partida, também foi onde iniciou a política neoliberal.

Margareth Thatcher, conhecida como a Dama de Ferro, promoveu na década de 1980, a privatização dos servíços públicos, descapitalizando o Estado, frente aos compromissos com o seu povo.

A Inglaterra não quis fazer parte do Euro, onde sua moeda continua sendo a Libra mas, mesmo assim, é afetada com a crise que se abate sobre a Europa.

Dinheiro virtual: BCs de desenvolvidos agem para evitar crise de liquidez


Em matéria publicada hoje (AQUIAQUI) divulaga que os bancos centrais de algumas das maiores economias do mundo anunciaram nesta quarta-feira um programa de ação coordenada destinada a apoiar o sistema financeiro global.

O Fed (EUA), o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e os bancos centrais de Canadá, Japão e Suíça estão envolvidos no projeto.

A cooperação, de início oficial em 5 de dezembro, terá como foco ajudar empresários e pessoas físicas a terem mais acesso a crédito.

Os bancos centrais planejam baratear a compra de dólares americanos por parte de bancos comerciais, para que estes tenham mais acesso a fundos quando assim precisarem.

O anúncio do projeto provocou altas nos mercados de ações; para analistas, a medida pode ajudar a aliviar as pressões sobre o sistema financeiro global.

Como se sabe, se todos fôssemos ao banco retirar o noss dinhero depositado neles, não haveria notas nem para um terço dos valôres devisdos aos correntistas. O sistema financeito mundial vive de especulação e de "dinheiro virtual". São valôres que somente existem no papel ou nas telas dos computadores das bolsas de valores.

Na ânsia de reverter o irreversível, os mercados precionam os bancos centrais para liberar mais dinheiro (de verdade) para cobrir os rombos que decorrem das transações financeiras especulativas.

Sem uma solução política para a crise, o mundo se vê diante de quase uma insolvência do seitema financeiro guiado pelo sistema capitalista. De nada adianta os burocratas, que somente pensam em números, buscar uma solução. Pois se esquecem, como se brinca, de combinar com os russos (o povo).

E mais... dinheiro não dá em árvore!

ONU diz que Brasil é vanguarda, mas subaproveita seu potencial em energias renováveis


O Brasil ocupa uma posição de destaque (leia AQUI) na produção de energias renováveis, mas “poderia fazer mais esforços” em relação às energias solar e eólica, segundo a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que publicou nesta terça-feira um relatório sobre o tema.

"O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, possui um enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas”, disse à BBC Brasil Anne Miroux, diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, da Unctad.

Ela diz que o Brasil se concentra em setores “maduros”, como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas.

"O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", diz Miroux.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Chevron pode sofrer processo criminal como empresa e fechar: vocês acreditam?

Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro

Somente a Lei de Crimes Ambientais (leia AQUI) pode colocar Pessoas Jurídicas na mira de ação penal, com punição que vai de multa a fechamento. Em outubro, Supremo Tribunal Federal endossou brecha aberta na Constituição. Culpa da Chevron por óleo vazado é investigada por Polícia Federal e Ministério Público. Intimado a depor a procurador, presidente da empresa no Brasil, George Buck, vai ao Senado.

A possibilidade de punição criminal de empresas é questão controversa no Brasil e no mundo. Não há consenso se pessoas jurídicas estariam ao alcance de sanções penais típicas contra pessoas, como a cadeia. No Brasil, só existe uma lei que diz que empresa pode sofrer ação penal. É a que de trata de crimes ambientais, o que expõe a Chevron ao risco de até ser fechada pela Justiça brasileira por causa do vazamento de óleo no litoral fluminense.

Uma ação criminal contra a multinacional é uma das consequências possíveis no fim de duas investigações em curso no Rio de Janeiro. Um inquérito foi aberto pelo delegado da Polícia Federal (PF) Fábio Scliar, outro pelo procurador da República Eduardo Santos. Ambos apuram causas e responsabilidades pelo derramamento de óleo, um dos maiores desastres ambientais do país.

Se para Scliar ou Santos não houver dúvida de que a Chevron teve culpa pelo dano ambiental, pode ser apresentada à Justiça uma proposta de ação penal contra a empresa, independentemente de ações individuais contra executivos e funcionários.

Tudo bem, a legislação ambiental brasileira é uma das mais rígidas do mundo mas é, também uma das mais descumpridas... 

Muito difícil que, com todo o poderio financeiro da segunda maior petroleira do mundo, a Chevron, se deixar fechar.

Vocês acreditam que a Chevron pode fechar?

Acendeu o sinal vermelho: Seca no estado leva ao recionamento de água em Novo Hamburgo.

Imagem da mortandade de peixes por falta de oxigênio no rio dos Sinos.
O verão ainda nem iniciou e já enfrentamos problemas com a estiagem. Com chovas para o mês de novembro a baixo da média, está trazendo dor de cabeça aos agricultores a para a comunidade. 

Segundo o INMET, as chuvas para este verão são escassas em decorrência dos efeitos do La Niña, trazendo problemas ambientais sérios para o Rio Grande do Sul.

Importantes rios, como o rio Gravataí e rio dos Sinos, que se situam na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão com níveis críticos. Hoje, em matéria publicada AQUI,  "o diretor-geral da Comusa, Mozar Dietrich, inicialmente foi definido que das 22 horas até as 4 horas, o setor 1 da companhia, que abastece os bairros já mencionados, será fechado. Hoje ocorre nova reunião e outras medidas podem ser tomadas. O nível do Sinos chegou ontem a uma marca recorde: 2,13 metros às 9h30. Para piorar, de acordo com Dietrich, sábado, domingo e ontem foi registrado o maior consumo de água de novembro".

Outra ação que vai trazer grandes prejuízos, é a interrupção do bombeamento de água do rio dos Sinos para as lavoura de arroz situada na sua bacia hidrográfica.

No rio Gravataí, na captação da CORSAN de Alvorada, o nível está a trinta centímetros do nível de aleta, que impõe um regime de bombeameto escalonado para a agricultura.

Somente na bacia do rio Gravataí, mais de 1,3 milhões de pessoas dependem da água que vem deste rio. A situação é grave e necessita de metidas drásticas para tentar recionalizar o consumo de água.

Assim se vê, sempre nos momento de crise, a necessiadade de uma política forte na gestão dos recursos hídricos que, na maioria do tempo, fica em segundo plano.


 
É bom lembrar que, em 2005, passamos por uma crise hídrica que, por incrível que pareça, praticamente secou o Rio Gravataí. O crscimento da população e das atividades econômidas, da industria de da agricultura, comprometeram a qualidade e o volume de água dos riso Gravataí e Sinos.

O que fazer então?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Escassez de terra e água cria risco alimentar, diz ONU


A rápida expansão populacional (leia aqui), a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira.

Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.

Segundo o relatório, intitulado Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura, um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8 por cento está moderadamente degradada e 36 por cento ligeiramente degradada ou estável, e apenas 10 por cento está melhorando.

A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.

De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana.

Cúpula de Durban começa como última chance de salvar Protocolo de Kyoto

Logo da COP17

Após o fracasso das duas últimas COPs (conferência da ONU para mudanças climáticas) em Cancún e Copenhagen, a 17ª Conferência das Partes da ONU, que começa nesta segunda-feira em Durban, na África do Sul, vem atraindo atenção por ser vista como a última chance de se salvar o Protocolo de Kyoto.

O acordo, que obriga os países desenvolvidos a reduzir suas emissões de gases poluentes, expira em 2012, e até agora não há nenhum outro tratado para substituí-lo.

O risco de enterrar Kyoto (leia AQUI) não é a única expectativa negativa de Durban. A conferência vai estar esvaziada pela ausência de chefes de Estado importantes, especialmente o dos Estados Unidos e os da União Europeia, envolvidos em problemas com a crise econômica. Assim, outros pontos fundamentais das negociações podem emperrar.

Como já havia dito, os países ricos, que são os que mais emitem CO² na atmosfera, não vão querer diminuir suas emissões por receio de agravar ainda mais a crise financeira quie estão passando. E, também, as corporações não vao quere deixar seus lucros despencarem.

Como se pode ver, meio ambiente e mercado, estão intimamente relacionados. O modelo de desenvolvimento adotado pelo captalismo é incondizente com a preservação ambiental. O capitalista está se lixando para o meio ambiente... pois o que interessa é o lucro e, quanto maior melhoe... pura ganância.    

Show de samba no Gazômetro.

Ontem, dia 27/11, aconteceu em um palco montado na Usina do Gazômetro, em Porto Alegre, o show dos músicos Monarca e Guaraci Sete Cordas, da velha guarda da Portela.

A tarde quente e ensolarada não afastou o público que foi prestigiar a dupla que interpretou sambas clássicos.

Uma pequena amostra pode ser conferida no vídeo acima.

Mais do mesmo: madidas para conter a crise financeira perdem força.


Por quê falar em crise?

Pois é... parece tão distante e sem importância para nós.

Mas não é assim. A crise que se abate sobre a Europa e EUA tem tudo com o mundo e, no que nos diz respeito, ao Brasil.

Ainda estamos em uma boa situação mas, o recrudecimento da crese vai, fatalmente, afetar a nossa vida. Pois num mercado globalizad. (Ah! esse neoliberalismo...), o que acontece lá do outro lado do mundo, no outro dia está aqui.

O capitalismo vive de lucro. Com a falta de recursos financeiros no mercado, a atividade diminui, o emprego escasseia, o dinheiro some, bom... daí aumenta a crise, e esse cíclo contínuo, vai deixando todo mundo nervoso e, assim, tudo piora.

Assim, vejo hoje na mídia (leia AQUI e AQUI) que a recuperação econômica mundial está perdendo força, deixando a zona do euro em uma leve recessão e os Estados Unidos em risco de seguir o mesmo caminho, disse a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nesta segunda-feira, cortando em muito suas previsões.

A ameaça de recessões ainda mais devastadoras existe se a zona do euro não conseguir controlar sua crise de dívida e se os parlamentares dos EUA não puderem acertar um plano de redução de gastos estatais, advertiu a OCDE.

A organização reduziu drasticamente as previsões de crescimento nos países desenvolvidos, em particular na zona do euro, que já entrou em leve recessão e cuja economia registrará um anêmico avanço de 0,2% em 2012, de acordo com as previsões. A perspectiva anterior era de 2% de avanço.

Nos Estados Unidos, o crescimento ficará em 2% no próximo ano, contra 3,1% previsto anteriormente.

Seu relatório semestral Perspectiva Econômica previu que o crescimento mundial desacelerará para 3,4% em 2012, contra 3,8% neste ano. Isso marca uma forte queda em relação ao cenário projetado em maio, quando a OCDE estimava expansão de 4,2% neste ano e 4,6% em 2012.

No relatório, a organização destaca que um "acontecimento negativo maior" na zona do euro pode ter consequências "devastadoras" para a economia mundial e deixaria em recessão o conjunto dos países ricos, incluindo Estados Unidos e Japão.

"As autoridades políticas devem estar preparadas para o pior e o BCE (Banco Central Europeu) deve fazer mais para tentar resolver a crise da dívida", afirma. 

Enquanto as medidas ficarem nos cortes de "gastos", tirando dos trabalhadores e do povo benefícios, a crise vai agravar. Colocar tecnocratas para resolver problemas financeiros de países, em lugar de políticos, de nada vai adiantar. Pois a crise... é política.  

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Crise financeira: S&P rebaixa Bélgica de "AA+" a "AA" citando pressões de captação


NOVA YORK (Reuters) - A agência de classificação de risco Standard & Poor's 500 rebaixou a nota da dívida da Bélgica de "AA+" para "AA" nesta sexta-feira (leia AQUI) , citando preocupações sobre a captação de recursos pelo país e sobre pressões de mercado em meio à crise da zona do euro.

"Acreditamos que a capacidade do governo belga de evitar um aumento da dívida do governo geral, que já consideramos em níveis altos, está sendo restringida pela rápida desalavancagem do setor privado, tanto na Bélgica quanto por vários dos principais parceiros comerciais do país", informou a agência em comunicado.

Não que eu acredite nas avaliações desta famigeradas agências de risco. Mas a realidade é que a especulação se alastra na zona do Euro. Com isso, mais um país europeu fica em situação deildaca quanto as suas finanças mas, por outro lado, os financistas e rentistas se alegram, pois ganham mais.

Após Fukushima, 79% dos brasileiros não querem novas usinas nucleares



A civilização "moderna" está calcada na energia. Sem energia o mundo não funciona dentro do modelo adotado deste meados da Revolução Industrial.

Sem energia, práticamente nada funciona. Todas as engenhocas tecnológicas dependem das mais diversas fontes de energia. Penso que ninguém imagina um mundo sem energia. 

Para se fazer energia, temos somente algumas fontes:

A força dos rios.

O prtróleo e o carvão.

O Sol.

O vento.

O movimento dos oceanos (marés e ondas).

A bio-massa.

Os bio-combustíveis.

A fusão nuclear.

Estre estas fontes, as que menos causam danos ambientais, são justamente as que são menos producentes e economicamente restritivas, em decorrência da baixa rentabilidade em relação ao alto custo. Ainda não temos tecnologia para explorar satisfatoriamente a energia solar. A energia eólica é instável. E o uso da força das marés e das ondas ainda engatinha e tem os mesmos problemas da solar e eólica.

Assim, nos restam, para fabricar energia, os hidrocarbonetos, largamente usados no mundo e que estão acelerando o processo que aquecimento global, assim como a bio-massa. Os rios, com suas hidroelétricas, que tem grandes impactos na flora e fauna. E a energia nuclear, que volta e meia, provoca um acidente. Esta última, uma saída para o abastecimento de grandes áreas. Na França, por exemplo, 75% da energia consumida, é de orígem nuclear.

Falo isso porque foi realizada uma pesquesa em diferentes países que já exploram a energia nuclear onde, na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas (leia AQUI) – Brasil incluído –, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

A pesquisa, em 23 países, indica que após o acidente de Fukushima, em março, aumentou a oposição à energia nuclear, tanto em países que a promovem ativamente, como Rússia e França, como em países que ainda planejam a construção de usinas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Parece que estamos diante de um dilema. Como concilhar crescimento econômico, que precisa de cada vêz mais energia, proteção do meio ambiente.

A rejeição mestrada na pesquisa nos leva a pensar o que quermos para o futuro do nosso planeta.

Difícil...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Brasil e o pleno emprego: Desemprego em outubro é o menor no mês desde 2002

Mesmo com a crise financeira mundial, o Brasil tem números positivos para comemorar, pelo menos por enquanto. Os dados que apontam que estamos presenciando o pleno emprego no Brasil, que é caracterizado quando as taxas de desemprego ficam na casa de 5%, fora divulgado hoje:

A taxa de desemprego de 5,8% no mês de outubro (leia AQUI), registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas, é a menor para o mês desde a reformulação da pesquisa de emprego, em 2002. As seis regiões pesquisadas pelo instituto são Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A taxa de desemprego de 5,8% em outubro também foi menor que a de 6,0% registrada em setembro.

A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores ocupados somou R$ 36,9 bilhões em outubro, um montante estável em relação a setembro. No entanto, houve alta de 0,9% na comparação com outubro de 2010, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo IBGE.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados ficou em R$ 36,7 bilhões em setembro de 2011, estável em relação ao mês anterior, mas 0,7% maior que a registrada em setembro do ano passado. O rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 1.612,70 em outubro, sem variação na comparação com setembro e 0,3% menor que o registrado em outubro do ano passado.

Crise do capitalismo globalizado: Portugueses fazem greve geral nesta quinta-feira


A crise do captalismo globalizado que se agrava na zona do Euro, tem como grande consequência, o corte de investimentos sociais, tal como gostam os neoliberais. Por outro lado, o povo, descontente e o maior afetado, pois é que paga a conta, não está parado.

Portugal vive uma greve geral nesta quinta-feira (leia AQUI) e os principais sindicatos da Grécia já convocaram paralisação semelhante para a próxima semana. Os motivos são os mesmos: protestar contra as medidas de austeridade anunciadas por seus governos para estancar a crise na endividada zona do euro. Por enquanto, nenhuma medida teve força para mudar o cenário e os problemas se agravam. Na prática, a população se vê obrigada a pagar a conta da gastança feita por seus governantes. A conta para o cidadão comum está vindo na forma de cortes de benefícios sociais, demissões em massa e aumento de impostos.

Em cinco países - Itália, Irlanda, Portugal, Grécia e Espanha - os governos já foram trocados. Em Portugal, Irlanda e Espanha, as mudanças foram determinadas pelas urnas. Já na Grécia e na Itália, os primeiros-ministros renunciaram sob pressão. Frear o aumento da dívida, fazer a economia voltar a crescer e convencer o mercado de que não haverá calote nos títulos da dívida são as tarefas desses novos governantes.


Mas não são somente os países periféricos da zona do Euro que sofrem com a crise. E até na Alemanha, a grande fiadora do euro, a crise já provoca estragos. A companhia de de energia e gás alemã e vai demitir 11 mil funcionários e espera reduzir seus custos em 9,5 bilhões de euros até 2015.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mantega:crise já afeta emergentes, situação global está piorando... É a crise do captalismo globalizado, naturalmente...


O ministro da Fazenda, Guido Mantega (leia AQUI), disse nesta quarta-feira que já começa a haver contágio da crise internacional aos países emergentes, e que a crise está piorando.

Em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, Mantega acrescentou que esse quadro pode se agravar, o que provocaria uma crise financeira, e que as perspectivas de crescimento econômico mundial não são animadoras.

O Brasil, mesmo estando em um bom momento, não está imune ao que está ocorrendo no mundo. Pois com a crise, as exportações brasileiras diminuem e, consequentemente, a atividade econômica também.

Mesmo assim, ainda temos certo folego, mas não se sabe por quanto tempo...

Mantega afirmou (leia AQUI) que a crise na Europa "piorou um pouquinho e já está havendo saída de capitais de países emergentes que não têm reservas internacionais fortes". "Não é do Brasil", afirmou.

O ministro disse que a crise europeia não está sendo resolvida satisfatoriamente. Ele lembrou que a Europa nem resolveu o problema da Grécia e terá de enfrentar agora a crise na Itália, que pode ser um problema maior, embora, Mantega tenha destacado que a Itália é um país mais sólido.

Mantega lembrou ainda que a situação não é boa porque o mercado trabalha com expectativas, na base da confiança, e a Europa está resolvendo tardiamente a situação. "Os europeus estão deixando a crise degringolar", afirmou.

Privatização do espaço urbano de Porto Alegre: Prefeitura dá prazo para moradores retirarem prédio construído sobre praça na Capital


Na foto o salão de festas construído pelo condomínio na praça Nelsom Bório.

Sempre vi com grande desconfiaça a entrega do espaço público a iniciativa privada por entender que a sua gestão deve se dar pelo Poder Público.

Não é de hoje que a prefeitura tem a prática de "ceder" o espaço que é de todos, para que seja gerido pelo privado. Desde a "adoção" de praças até a entrega de grandes áreas para as empresas privadas.

Atualmente, pela incompetência da prefeitura em administrar os espaços públicos, a Orla do Guaíba e a Parque Farroupílha, estão nas mãos da mulinacional Pepsi-Cola, o Largo Glênio Peres na rival Coca-Cola e o Brique da Redenção com a Wall Mart, que é dona dos Supermercados BIG.

Estas empresas fazem um pequeno investimento, dão uma melhoradinha, mas depois, faturam alto em publicidade barata.

Bom, mas eu estou trazendo este assunto em decorrência de uma matéria da Zero Hora (leia AQUI) de que uma praça na zona norte de Porto Alegre tem colocado em lados opostos moradores e prefeitura. Adotada há quase 20 anos por proprietários de apartamentos em um condomínio no bairro Passo D'Areia, a área localizada no cruzamento das ruas Antônio Joaquim Mesquita e Sapê virou motivo de discórdia.

A prefeitura afirma que não concedeu autorização para algumas modificações feitas na praça Nelson Bório, como a construção de um salão de festas e a instalação de uma guarita de segurança do condomínio, o que configuraria privatização de área pública. Foi dado um prazo de 72 horas para que as edificações fossem retiradas pelos moradores. Inclusive a praça foi cercada pelo condomínio.

Como a Prefeitura deixou que se fizesse estas construções? Não há fiscalização? Parece que não!

Mas quanto as outra privatizações ou semi-privatizações do espaço público, como ficam?

Por exemplo, que se detiver ao contrato de concessão da Orla para a Pepsi, vai ver que, de tudo que foi acordado, somente uma parte foi realizada. Mas a "imagem" da multinacional, está em alta, ligada a preservação(?) do meio ambiente.

Jogo de empurra: Recorde de emissões testará conferência do clima em Durban


Uma nova rodada de negociações climáticas, sob o guarda-chuva da ONU, começa na próxima segunda-feira (28), na África do Sul (leia AQUI), tendo como pano de fundo o anúncio de emissões recorde de gases estufa em 2010 e a frustração que tem marcado a busca de soluções em acordos mundiais para a crise do clima.

Às vésperas do encontro de 12 dias em Durban, que termina em 9 de dezembro, a OMM (Organização Meteorológica Mundial) anunciou que o dióxido de carbono (CO2), um dos gases que causam o efeito estufa, atingiu um novo recorde em 2010.

"Mesmo se conseguíssemos cortar pela metade nossas emissões atuais --e este não é o caso, de longe--, elas permaneceriam na atmosfera por décadas e, assim, continuariam a afetar o delicado equilíbrio do nosso planeta e do nosso clima", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

Segundo analistas, a ONU ainda está sob o impacto da conturbada Cúpula de Copenhague, em 2009, e que Durban pode se tornar o cenário de disputas sobre o Protocolo de Kyoto, o único acordo a estabelecer controles legais de gases de efeito estufa.

Mas na realidade o que acontece é um verdadeiro jogo de empurra, pois sem o comprometimento dos países com as maiores emissões de CO² como Estados Unidos, Índia e China, os acordos não têm eficácia na redução. Pois os demais países, sem o comprometimento dos grandes, também não se comprometem com os tratados já firmados.

Canadá, Japão e Rússia já se recusaram a assinar o tratado por um segundo período de compromisso, alegando falta de vínculos legais para os maiores emissores de carbono do planeta.

A Europa acena com uma continuidade, desde que China e Estados Unidos aceitem fazer parte de um acordo "global e abrangente".

Para alguns analistas, fazer com que Kyoto fique obsoleto aumentaria as chances de um acordo global.

"Embora o protocolo continue sendo uma marca importante do multilateralismo, tornou-se, na realidade, mais um impedimento do que um processo genuíno", escreveu Elliot Diringer, do "thin tank" americano Centro para o Clima e Soluções Energéticas, na edição da semana passada da revista "Nature".

Outros temem que deixar Kyoto cair no limbo possa ser politicamente devastador.

Na realidade, o que está ocorrendo, é que as grandes corporações nã querem reduzir seus lucros. Uma redução das emissões implica dna diminuição da atividade econômica mundial. Não se pode pensar em reduzir o aquecimento global, sem a mudança de paradigma. Nosso modelo de desenvolvimento está fadado ao fracasso ambiental. Estamos todos a mercê do que querem as grandes corporações que, sem dúvidas, estão na cúpula dos governos. 

Nível de gases do efeito estufa é recorde em 2010, diz ONU

Mais uma vêz foi divulgado pela ONU que a quantidade de gases do efeito estufa alcançou um novo recorde em 2010 e aumentou mais rapidamente no ano passado do que na média das últimas décadas (leia AQUI).

Os dados constam no boletim anual sobre gases do efeito estufa da OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência da ONU, publicado nesta segunda-feira.

A concentração dos gases do efeito estufa que permanecem por mais tempo na atmosfera --o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso-- se expandiu 39 vezes desde a época pré-industrial.

Houve uma alta de 39% de dióxido de carbono, 158% de metano e 20% de óxido nitroso, segundo o relatório da organização, divulgado em Genebra.

Eleições 2012: Serra não larga o osso.

O candidato derrotado nas eleições 2010, José Serra (PSDB), como sempre, não larga o osso e causa desconforto aos seus colegas de partido (leia AQUI). O candidato da direita raivosa e da famosa bolonha de papel, apresentou à direção do PSDB o diagnóstico de que o partido não tem candidato viável para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições do próximo ano e deveria apoiar o vice-governador Guilherme Afif, filiado ao PSD.

O PSDB planeja realizar prévias em janeiro para escolher seu candidato a prefeito, mas a ausência de nomes conhecidos do eleitorado entre os quatro pretendentes que se apresentaram até aqui tem gerado dúvidas sobre a estratégia dos tucanos para 2012.

A investida de Serra contra a realização das prévias levou a cúpula do PSDB a reagir ontem com a publicação de uma nota em que o partido se declara disposto "de maneira inconteste" a disputar as eleições com candidato próprio.

O desgaste nas relações de Serra com a direção do partido aumentou no fim de semana, quando o ex-governador discutiu por telefone com o presidente do diretório estadual, Pedro Tobias, conforme os relatos que Tobias fez a três pessoas de sua confiança.

O que isso quer dizer?

Na realidade, ele, José Serra, está se apresentando como alternativa (?) para a prefeitura de São Paulo.

É bom lembrar que o Serra, foi prefeito de São Paulo, prometendo não abandonar a Prefeitura para ser candidato à presidência, inclusive com documento assinado e registrado em cartório, o que não ocorreu.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mancha negra da Chevron: Ah se fosse a Petrobrás...

Uma sugestão de leitor do blog, me fez procurar o que foi dito na mídia sobre o vazameto de petróleo em um poço na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, operada pela Chevron do Brasil. A princípio, não me chamou a atenção o assunto, por não ver a repercussão nos jornalões. A princípio, um "pequeno vazamento", na realidade, já é causa de um grande desastre ambiental.

A petrolífera Chevron Brasil Upstream (leia AQUI) ainda não conseguiu controlar o vazamento de 220 a 330 barris diários de petróleo em um poço operado pela empresa no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, com profundidade de 1,2 mil metros. A mancha de óleo tem 163km².

Na folha de São Paulo, somente uma nota (leia AQUI), diz que a companhia disse que o poço que estava sendo perfurado na região, onde ocorreu um vazamento de óleo, está fechado e que o volume vazado deve estar entre 404 a 650 barris.

No Estado de São Paulo, nada.

No jornal OGlobo e no Jornal do Brasil, os dois do Rio, local da tragédia ambiental... também nada.

Mas no blog Tijolaço, do Brizola Neto (leia AQUI ), o geógrafo John Amos, ao analisar uma imagem de satélite MODO/Aqua da Nasa, mostra que a mancha, ao contrário dos 163 Km² divulgados pela Chevron, na verdade se espalha por 2.379 Km². A estimativa de volume do petróleo derramado é de 14.954 barris e não 650 anunciados pela empresa.

Resta saber quais medidas estão seno tomadas pela Chevron para estancar o vazamento e limpar o óleo.

Os efeitos locais das ataividades petroleiras da Chevron durante os últimos 30 anos são desastrosos. A exploração da petroleira no norte da Amazônia equatoriana (leia AQUI) é responsável pelo desmatamento de dois milhôes de hectares. Mais de 650.000 barris de resíduos tóxicos foram derramados nos bosques e rios. Substâncias tóxicas como metais pesados provenientes da exploração do petróleo contaminaram as fontes de água da região. Varias etnias indígenas, como os Cofanes, Siones e Secoyas foram afetados até converterem-se em minorias em perigo de extermínio.


De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.

A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim.

Mas o que se vê é, além do descaso da mídia, esta, faz o jogo da Chevron, não divulgando notícias sobre o desastre ambiental.

Mas pense bem... e se fosse a Petrobrás?

Como seria o tratamente da mídia sobre o vazamento?