segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Decadência do Brique da Redenção: A feira está atirada a sua sorte.

               Na foto, a imagem da decadência do Brique da Redenção.

Como eu já disse aqui no blog, além de geografo, sou artesão desde 1973, no auge do movimento hippie.

Em 1984, entrei para a Feira do Artesanato do Bom Fim, que hoje é, juntamente com os antiquários e os artistas plásticos, chamado simplesmente de Brique da Redenção.

Ao longo deste tempo, participei da coordenação da feira e da Artefim, associação que hoje já não atua mais.

Neste período, muito se vendeu e muito se conseguiu, em termos de visibilidade e atuação pela categoria. Mas hoje, o Brique, mais parece um fantasma do que já foi no passado. A descaracterização foi um dos motivos desta decadência, outro é uma coordenação que se perpetuou no poder e que nada faz para fazer frente aos novos tempos. E, é claro, do poder público e da Secretaria de Indústria e Comércio - SMIC, que não investe um centavo furado na feira.

Hoje em dia, fazer compras, se vai ao shopping. Não soubemos fazer frente a esta realidade e, aos poucos, perdemos o nosso tradicional público comprador. Hoje, quem vai ao Brique, o faz como simplesmente um passeio, tomer chimarrão e levar seu cão para dar uma volta.

A ineficiência da coordenação nos últimos anos, fez com que os expositores perdessem sua capacidade de produzir um produto de qualidade, transformando um espaço de arte em espaço da mesmisse, sem condições de investir, o artesão somente vende para comer, só.

É triste de ver um trabalho de muitos anos chegar a este ponto, deixar o Brique morrer, assim como ja ocorreu em outras capitais brasileiras. E nós, o Brique, estamos indo para o mesmo caminho. 

Um comentário:

João Victor Araripe disse...

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