quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A nova direita na mídia do Rio Grande do Sul e o terceiro turno.

Interesante artigo de Lupiscinio Pires, extraído do RS Urgente (AQUI)

Não há como nengar que o grupo RBS é muito competente. Durante uma década, Rogerio Mendelski no horário matinal da Rádio Gaúcha e José Barrionuevo na página 10 de Zero Hora propagaram e disseminaram o anti-petismo no Rio Grande do Sul. O modelo se esgotou. Foi uma overdose de anti-petismo jamais vista em qualquer unidade da Federação. Com a eleição de Lula, prudentemente o grupo RBS tratou de tirar de seus quadros os referidos jornalistas. Não se sabe até hoje como se procedeu o desenlace. Mas eram novos tempos.

O PT chegou ao Planalto e a campanha sistemática do passado não tinha espaço para prosseguir. A realidade eleitoral no Brasil, em parte, tinha mudado. E o grupo RBS foi obrigado a se reciclar. Mas no Rio Grande do Sul, a mesma eleição que colocou Lula no poder, também colocou Rigoto no Piratini. Desde esse período surgiram dois novos artífices midiáticos da direita do Rio Grande do Sul :Tulio Milman e David Coimbra. Caras novas. Outras roupagens. Estilos diferentes de Rogério Mendelki e José Barrionuevo.

Os dois, insistentemente ao longo destes 8 anos (Rigoto e Yeda Crusius), atribuem todos os males do Rio Grande do Sul ao “ranço ideológico”, ao “sectarismo” e ao “fanatismo”. Isso é recorrente nos seus espaços na mídia. A qualquer discussão que se faça sobre um projeto no Estado (como a permuta nos terrenos da Fase, o Estaleiro Só, o Cais do Porto), os notáveis jornalistas fazem uma patrulha sobre qualquer cidadão que questione tais projetos. Os questionadores são considerados a “vanguarda do atraso”.

David Coimbra não escreveu uma linha sobre os escândalos do Detran. Mas até às portas da eleição deste anos vaticinava que “Yeda Crusius tinha chance”. Junto com Paulo Santana e Tulio Milman foram os maiores defensores do governo Yeda. Por ocasião da denúncia do Ministério Público Federal contra a Governadora Yeda Crusius, por improbidade administrativa, o jornalista tulio Milman no Programa CAFÉ TV COM mostrou indignação contra a “espetacularização dos procuradores do MPF em jogar nomes das pessoas na lama”. Na semana passada, a tese de Tulio Milman sofreu derrota no STJ. A governadora Yeda Crusius é ré por improbidade administrativa.

O episódio Luiz Carlos Prates sobre os pobres que adquiriram carro no governo Lula desnuda o pensamento que, ao longo dos últimos anos, David Coimbra consolidou sobre o país.O Brasil mudou. Eles pensam que o 3º turno é logo ali. Mas não é. O 3º turno é 2014. Convençam-se disso.

Um comentário:

Carlos disse...

Não se fazem jornalistas como antigamente. As coisas estão mudando e com o advento da internet é bem porvável que esses jornalistas fiquem cada vez mais nús.