sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Brasil tem 194 milhões de habitantes e RS é o 5º Estado mais populoso, aponta IBGE: a população cresce e os problemas também.


O fenômeno conhecido como conurbação  é caracterizado pelo crescimento das cidades além seu perímetro, engolindo as áreas rurais e, também, as cidades próximas. Deste processo surgem as metrópoles e as camadas Regiões Metropolitanas.

O crescimento exagerado das cidades causam inúmeros problemas de gestão urbana, pois são milhões de pessoas vivendo em áreas relativamente pequenas, se comparados aos territórios dos estados e do País.

São inúmeros os problemas que ocorrem nestas imensas cidades: A precariedade no abastecimento de alimentos, água e energia; falta de transporte de qualidade, educação, lazer e segurança. Além de conflitos na gestão do espaço e do parcelamento do solo urbano. Onde os interesses imobiliários resultam na a falta de moradias dígnas e na ocupação irregular de áreas impróprias. As redes urbanas estão em constante implantação e expansão e, mesmo assim, não dão conta satisfatoriamente da demanda.

Isso tudo, fora os problemas ambientais que são ocasionados pela poluição do ar e dos rios e córregos, gestão dos resíduos sólidos e dos esgotos domésticos, que contaminam sobremaneira estes grandes centros urbanos.

Segundo Manuel Castells em seu livro, A Questão Urbana (1983), o urbano, já não se mantém restrito aos centros urbanos, pois este fenômeno está inserido, também, no rural e, até mesmo, nas “florestas intocadas”. Pois a lógica urbana, suas redes e suas consequências, perpassam as fronteiras das cidades, resultando no o que o autor denomina de “civilização urbana” (leia AQUI) .

Pois o IBGE (leia AQUI) divulgou uma estimativa publicada nesta sexta-feira, 31/8, pelo Diário Oficial da União que a população brasileira alcançou 193.946.886 de pessoas em 1º julho deste ano. O Rio Grande do Sul é o quinto Estado mais populoso do país, com 10,7 milhões de pessoas. Porto Alegre atingiu 1.416.714 de moradores e segue cotada como a 10ª cidade mais populosa.


Entre as regiões metropolitanas, a gaúcha está em quarta no ranking, atrás da paulista (19,95 milhões de habitantes), fluminense (11,84 milhões de pessoas) e mineira (5,5 milhões de moradores). São 3.995.337 de pessoas vivendo na Grande Porto Alegre. As 15 regiões metropolitanas mais populosas somam 72,26 milhões de habitantes em 2012, ou seja, 37,26 % da população total.

Quem anda pela Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) vai encontrar todos os problemas descritos a cima. O eixo da BR 116 está totalmente urbanizado até Novo Hamburgo, e vemos rios polidos, favelas, constantes engarrafamentos, o ar poluído, violência e muitos outros problemas gerados pela falta de planejamento.

Parece que se não forem tomadas medidas urgentes, o caos é o que nos aguarda...

Somos nós a civilização urbana...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estamos vivendo no cartão de crédito ecológico.. os humanos enfiaram o pé na jaca!


Desde o dia 22 de agosto deste ano, entramos no cartão de crédito ecológico. Isso quer dizer que, nos primeiros oito meses do ano, os seres humanos consumiram a totalidade dos recursos que a terra é capaz de produzir ao longo de um ano. Gastamos tudo e agora, para enfrentar o resto do ano, vamos afundar o pé no crédito. No dia 22 de agosto, alcançamos o que a organização Global Footprint Network (GFN), sediada em Genebra, denomina de « Global Overshoot Day », ou « Dia do Excesso Global ». Em 2012, o « Global Overshoot Day », que é medido desde 2003, foi alcançado 36 dias antes do que ocorreu em 2011. Desde que o índice é medido, aponta a GFN, os recursos do planeta vêm sendo consumidos cada vez com maior rapidez.

Para definir esse índice a organização utiliza a medida do hectare global (hag), mediante o qual compara a biocapacidade do planeta com o consumo de cada país. A situação hoje é a seguinte : para manter o padrão de consumo atual precisaríamos de meio planeta suplementar. Entre os anos 60 e hoje, os recursos planetários caíram pela metade, enquanto o consumo disparou. Segundo a Global Footprint Network, os Estados Unidos e o Brasil alcançaram antes dos demais países o dia do excesso, em 26 de março e 6 de julho respectivamente. Se todo o planeta necessitar dos recursos consumidos pelos Estados Unidos e pelo Brasil seria necessário mais 4,16 e 1,9 planetas para satisfazer a demanda.

Os principais responsáveis pelo déficit são as emanações de dióxido de carbono, as mudasnças climáticas decorrentes delas e a exploração dos recursos naturais. As implicações são dramáticas : diminuição das florestas, perda de espécies, colapso da pesca, aumento dos preços dos alimentos básicos : « as crises ambientais e a crise financeira que estamos enfrentando são os sintomas de uma catástrofe iminente. A humanidade está simplesmente usando mais do que o planeta pode prover », diz a Global Footprint Network .

O informe deste ano aponta que, entre 1970 e 2008, a biodiversidade planetária caiu cerca de 30%. A cada ano desaparecem 0,01% das espécies e o déficit ecológico vem crescendo de maneira exponencial há 50 anos. Diante da inércia dos governos e das entidades internacionais diante desse quadro de destruição ambiental, o coordenador da GFN, Mathis Wackernagel, acredita que a natureza vai acabar se encarregando de « resolver o problema : « a recuperação só poderá ter êxito se for acompanhada de reduções sistemáricas de nossa demanda de recursos e serviços ao ecossistema . Se isso não ocorrer, o desastre se encarregará de fazê-lo ».

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Justiça de São Paulo reconhece Ustra como torturador



SÃO PAULO - O coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra (leia AQUI), apontado por organizações de direitos humanos como mais notório torturador dos tempos do regime militar, acaba de perder uma batalha. Por unanimidade, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou hoje, o recurso no qual ele pedia a reformulação da sentença de primeira instância em que foi reconhecido como torturador.

 Essa é a primeira vez que uma decisão envolvendo a tortura no Regime Militar é referendada por um colegiado de segunda instância. "Foi uma conquista inédita na Justiça brasileira", comemorou o advogado Fábio Konder Comparato, representante da família Teles, autora da ação, ao deixar o tribunal, na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

O relator da apelação, desembargador Rui Cascaldi, assinalou que o réu era responsável pela integridade física dos prisioneiros e que a tortura era ilegal. "A lei proibia a tortura de qualquer pessoa detida, mesmo naquela época", insistiu, referindo-se ao período autoritário. Lembrou em seguida artigos da carta constitucional outorgada em 1969, que vedavam a prática da tortura.

Também participaram do julgamento os desembargadores Carlos Augusto De Santi Ribeiro e Hamilton Elliot Akel.

O coronel Ustra comandou o DOI-CODI no período de 29 de setembro de 1970 e 23 de janeiro de 1974. Segundo organizações de direitos humanos, 502 pessoas foram torturados naquele local neste período. Desse conjunto, 40 teriam sido executadas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mudanças climáticas e crise alimentar: secas e enchentes aumentam o preço dos alimentos.


O aquecimento global (leia AQUI ) tem provocado efeitos climáticos extremos, como por exemplo, muita seca em algumas regiões e muita chuva em outras. A seca nos EUA em 2012 deve repercutir em todo o mundo, pois a economia americana é responsável por quase metade das exportações mundiais de milho e boa parte das exportações de soja e trigo. As chuvas excessivas na China tem reduzido a produção de alimentos, enquanto uma queda da precipitação provocadas pelas monções na Índia devem reduzir a produção mundial de arroz.

O fato é que o aumento das atividades antrópicas está provocando mudanças climáticas cada vez mais desastrosas. O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, James Hansen, disse para a BBC, que “A mudança climática está aqui e é pior do que pensávamos”. Ele disse que foi otimista, quando testemunhou diante do Senado americano, no verão de 1988, quando traçou “um panorama obscuro sobre as consequências do aumento contínuo da temperatura impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis”. Segundo Hansen, que está cada vez mais pessimista, os verões de calor extremo registrados recentemente em diversos pontos do planeta provavelmente são resultado do aquecimento global.

Portanto, o efeito da interferência humana no clima pode provocar uma séria crise alimentar, como está indicando a tendência do índice de preço dos alimentos da FAO para julho de 2012. Atualmente a concentração de CO2 está em 390 partes por milhão (ppm), mas ultrapassando 400 ppm provocará secas ainda maiores. Portanto, é necessário reverter urgentemente o aquecimento do clima e do preço da comida.

Nova York aposta em telhados brancos contra o aquecimento global


Conhecida pela divulgação e promoção de ações de sustentabilidade, a Prefeitura de Nova York criou um programa pelo qual pretende pintar de branco, senão a totalidade, a maior quantidade possível de telhados da cidade.

O objetivo da medida é reduzir o consumo de energia dos moradores e, assim, o impacto que causam no meio ambiente.

Isso porque, com os telhados pintados de branco, a temperatura no interior de um edifício pode cair até 30%, diminuindo os gastos com ar-condicionado e, consequentemente, a emissão de gases do efeito estufa, o que, em última análise, ajuda a controlar os efeitos nocivos do aquecimento global.

O programa, chamado de "Cool Roofs" (ou "Telhados Frios", em tradução literal), faz parte de um conjunto de medidas tomadas por Nova York com o intuito a reduzir em 30% a emissão de gases causadores do efeito estufa até 2030.


Segundo um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, um telhado pintado na cor branca registrou, no dia mais quente deste ano, uma temperatura até seis graus menor do que a verificada em um tradicional, sem a tinta.

Leia mais AQUI



Poluição do ar mata 1,3 milhão ao ano


O ar poluído (leia AQUI e AQUI) é um dos mais graves riscos ambientais para a saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde, os químicos inalados com a fumaça, a fuligem e o ar poluído são os responsáveis diretos por cerca de 1,3 milhão de mortes ao ano em todo o mundo.

Além de aumentar os índices de infecções respiratórias, doenças cardíacas e câncer de pulmão – e também as taxas de mortalidade por estas doenças – a poluição pode gerar ou agravar uma série de outras enfermidades e condições. Conheça algumas delas

As grandes cidades do mundo, as megalópoles, e mesmos as menores, têm muitos carros. Porto Alegre por esxemplo, mesmo que nem de perto é uma megalópole, tem em torno de 700 mil veículos para uma população de 1,6 milhões de habitantes.
 
Não sou saudosista e nem quero que voltemos a idade da pedra, mas devemos ter a consciência quer, automóveis, caminhões e os ôníbus, são responsáveis por grande parte do CO2 e particulados presentes no ar, além de chumbo, enchofre e outros poluentes que, invariavelmente, é inalado por nós, moradores dos grandes centros urbanos.
 
Sem uma política de incentivo que iniba o uso abusivo de veículos, principalmente os particulares, com a adoção de transporte de massa de aulidade, como os ônibus elétricos e metrôs, mais e mais pessoas serão afetadas pela poluição nas cidades.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Os jogos olímpicos servem a quem mesmo?


Ontem foi o encerramento de mais uma edição das Olimpíadas. Durante duas semanas, Londres foi a capital do esporte. Já postei anteriormente (leia AQUI) que as Olimpíadas, “humilham” os atletas de países pobres, que não possuem recursos financeiros para investir na preparação de seus atletas.

Sei bem de tudo que se diz de bom sobre os jogos. Que é uma forma de unir povos e de congraçamento de atletas, elevando o ideal olímpico (?). Mas tenho uma visão um pouco mais crítica em que, na realidade, tudo não passa de uma grande oportunidade de realização do lucro (mola mestre do capitalismo). Corporações, empresas, firmas e governos, capitaneados pelo COI, investem bilhões de dólares com o objetivo final de, como muito se fala “fazer a roda rodar” (a roda do capitalismo).

Essa dinheirama toda poderia simplesmente ser usada para erradicar doenças em países pobres, matar a fome de milhões de pessoas, construir hospitais, escolas, etc. E até mesmo no esporte (esporte é vida). Sou corredor amador e sei muito bem dos seus benefícios para o corpo e ”espírito”.

Não posso simplesmente torcer por medalhas para o Brasil ou apreciar a força e técnica dos atletas, que é sim importante. Mas o que existe por trás de tudo isso é que me incomoda.

Praticamente não assisti nada dos jogos. Assisti uma que outra modalidade, em um ou outro momento em que eu nada tinha a fazer e estava frente a uma TV. Não me chama a atenção mais, assim como as Copas do Mundo que, tornaram-se o que costumo chamar de “Disneylândias” esportivas. Grandes circos de propaganda.

Perdeu a graça. Antes da inclusão dos patrocínios, as disputas eram reais, hoje, penso que somente atendem interesses alheios que não o do esporte.

O Brasil trouxe umas medalhas, ficou em 22° lugar, longe das grandes potências, é claro. Mas o que importou mesmo, foi a superação dos atletas que, sem apoio ou patrocínio, treinam anos e anos, contra tudo e todos, para obter uma única medalha.

Os jogos não são mais os mesmos... Mudaram os jogos ou mudou o mundo?