terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um adeus ao Bar Flutuante Pôr-do-Sol... Tudo em nome do progresso e da Revitalização da Orla do Guaíba


Quem já não escutou dizerem por aí que o porto-alegrense "está de costas para o Guaíba"?

Pode ter sido no passado, mas hoje em dia, a população está muito bem integrada ao Guaíba e sua orla. É só dar uma passada em um domingo pelo Gasômetro que verá a avenida fechada, com milhares de pessoas passeando, correndo, andando de bike, de roller, de skate, ou simplesmente andando e tomando seu chimarrão ou uma cerveja, comento pipoca, ou um churrasquinho.

Sim, a população descobriu o Guaíba e, se as pessoas vão lá, mesmo que não seja para fazer algum esporte, vai sentar na grama e ver o nosso belíssimo pôr-do-Sol.

Pois é, mas com a falácia de que vivemos de costas para o Guaíba, o nosso alcaide, José Fortunati (PDT) vai destinar, nada mais nada a menos do que 56 milhões de Reais para "revitalizar" a orla do Guaíba (ver AQUI) . Apenas 1,5 km, da Usina a Rótula das Cuias... CINQUENTA E SEIS MILHÕES DE REAIS.

Com essa "mixaria" o que poderia realizar na cidade?

Concluir as obras da Copa, por exemplo, inacabadas.

A saúde e hospitais, precários... Ruas e avenidas esburacadas, mas não, a Orla é o alvo. Dá "fama".

Não que a Orla não precise de melhorias, mas o mirabolante projeto, concebido por Jaime Lerner (PDT), que prevê uma utilização 24 horas por dia durante o ano...kkkkkkk. Vamos ver quem vai para orla, a noite, no inverno, com o vento Minuano congelando?

Mas não, querem colocar concreto (Votorantim) querem Ferro (Guerdau) pois assim os mesmos ganham e nós pagamos.

Mas o que quero aqui me referir, é o fechamento do tradicional Bar Flutuante Pôr-do-Sol, do simpático Sr. Rogério, que foi fechado, causando uma triste lacuna na orla com a seguinte justificativa: O Flutuante não condiz com o mirabolante e magnânimo investimento.

Uma pena, pois retira um pedaço da nossa história e da espontaneidade que existia há muito tempo.

Uma pena mesmo...

O que ocorre na Orla do Guaíba, também já ocorre em outras atividades e locais, como no futebol, o esporte dito do "povo", onde para se assistir a uma partida, temos de desembolsar um terço de um salário mínimo.

Este é um processo que se dá no mundo capitalista conhecido como gentrificação    

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