quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A NESTLÉ é gaúcha desde pequenininha...

Ontem, feriado de dia sete de setembro, data máxima do Brasil, fui encontrar uns amigos que me convidaram para um churrasco em um piquete no Acampamento Farroupulha. Não tenho afinidade com o evento, mas, vá lá...

Não tinha como não observar com olhar crítico o acampamento que hoje se transformou em uma "dyisneilândia gaudéria". 

Bom, olhando pelo lado ambiental foi chocante, pude ver de tudo, árvores pregadas para sustentar estruturas, ou sufocadas por piquetes, grama pisoteada, brita espalhada sobre canteiros, etc. Em fim, um desrespeito total ao patrimônio do parque.

Mas o que me chamou a atenção é a questão de identidade com o evento. Pois como tenho sempre dito, o espírito Faroupilha, já se foi a muito tempo. Mas me chamou mais ainda a atenção (foto a cima) é que o poder econômico está se sobrepondo à tradição. É muito difícil de se conseguir um espaço. Mas a Nestlé, por exemplo, tem um "piquete" de dois andares em um local nobre.

Então pergunto:

O que tem a NESTLÉ, uma empresa multinacional de orígem holandesa, haver com o movimento tradicionalista gaúcho?

A resposta é óbvia: NADA!!!

Bom, o que a NESTLÉ quer mesmo é fazer média e vender a sua marca.

É o captalismo capitalizando a tradição e territorialidade, oportunisticamente... só isso. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Uma breve reflexão sobre o que está (ou estaria) por trás da derrubada de Kadaffi.


O que a mídia jamais vai mostrar sobre a Líbia.

I – KADDAFI. SEJA O BIZARRO QUE FOR, A ONU CONSTATOU EM 2007:

1 - Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é maior que o do Brasil);

2 - Ensino gratuito até a Universidade;

3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, tudo pago;

4 - Ao casar, o casal recebe até US$50.000 para adquirir seus bens;

5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc.;

6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;

7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.

E assim vai...

II - POR QUE DETONAR A LÍBIA, ENTÃO?...

Três (3) principais motivos:

1 - Tomar seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;

2 - Fazer com que todo o Mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN.

Só falta agora a Síria;

3 - E o maior, provavelmente: O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro. Suas reservas são toneladas de ouro, dando respaldo ao valor da moeda, o dinar, e desatrelando-o das flutuações do dólar. O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:

1 - A OTAN, comandada pelos EUA, já bombardeou as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e a infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão seriamente danificados;

2 - As bombas usadas contêm DU (Urânio depletado); tempo de vida 3 bilhões de ano (causa câncer e deformações genéticas);

3 - Metade das crianças líbias está traumatizada psicologicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;

4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;

5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo, as crianças são as mais atingidas;

6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia estão deixando o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;

7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver ( Água, comida e remédios) de uma população de 6,5 milhões de pessoas.

Em suma: O bombardeio "humanitário" acabou com a nação Líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.

SIMPLES ASSIM

OAB entra no Supremo contra doação de empresas em eleições: a corrupção na mira.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou nesta segunda-feira (05/09) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para proibir empresas privadas de doarem dinheiro a políticos em campanhas eleitorais (leia AQUI).

A entidade pede que uma liminar suspenda de imediato as leis que liberam financiamento privado. Mas, ao mesmo tempo, propõe que a regra atual valha por dois anos, tempo em que o Congresso votaria nova legislação. Ou seja, na eleição para prefeito no ano que vem, ainda haveria doação empresarial. Em 2014, para presidente e governador, não.

Para a OAB, doações particulares produzem interferência do poder econômico nas eleições e abrem espaço para a corrupção.

“A excessiva infiltração do poder econômico nas eleições gera graves distorções”, diz a ação, ao citar duas implicações. Primeira: “desigualdade política”, pois “aumenta exponencialmente a influência dos mais ricos sobre o resultado dos pleitos eleitorais, e, consequentemente, sobre a atuação do próprio Estado.”

Concordo plenamente com a medida da OAB, mas acho que só esqueceram de combinar com os russos*.

Sim, pois os parlamentares, o mesmos que vão legislarr sobre uma nova lei eleitoral, são os mesmo que se locupletam com as doações e, depois, têm de favorecer seus doadores. Estes parlamentares estão sentados a anos sobre a reforma eleitoral e não desatam.

Tomara que esta medida da OAB dê um empurrão nessa gente... tomara.

* Diz a lenda (porque ninguém prova a veracidade) que certa feita um treinador da seleção brasileira combinou a melhor forma de derrotar os adversários. Bastaria Garrincha driblar um, dois, três, quantos fossem necessários, e fazer o gol. Ao que o cândido personagem respondeu: mas já combinamos com os russos?

BOLSAS DESPENCAM NO MUNDO: O DINHEIRO NÃO OBEDECE E NÃO HÁ NINGUÉM PARA DOMÁ-LO


O euro esfarela desde o início da crise, mas nesta 2ª feira ensaiou estrebuchar.

(Editorial da Carta Maior AQUI).

A União Européia praticamente não faz mais jus ao nome. O laço monetário que a sustentava deixou de ser um trunfo para se consolidar em algoz. A Grécia, submetida à terapia ortodoxa para manter a moeda única, naufraga numa recessão que deixará de pé apenas as ruínas antigas, no dizer dos oposicionistas. O PIB deve cair 5,5% este ano. Credores exigem juros de 50% para rolar a dívida grega por mais dois anos. Foi no que deu o pacote de arrocho imposto pela Alemanha e o BCE para devolver a confiança aos credores. A Grécia está paralisada pela crise política: governo, credores e sociedade não se entendem.

A exemplo de Atenas, a Itália patina nas mãos de mercados que desconfiam da solvência de um país que deve 120% do PIB, é incapaz de arrecadar mais impostos da plutocracia, depende apenas de arrocho sobre os assalariados, tem Berlusconi no comando e está às voltas com uma greve geral que paralisou os transportes nesta 3ºfeira.

Impasses semelhantes vivem a Espanha e Portugal. A crise aponta urgências inadiáveis.

A salvação da UE passa pela socialização do resgate fiscal de Estados periféricos, que o dinheiro sozinho não fará. É preciso comandá-lo para:

a) arrecadar mais dos ricos e corporações e desafogar Estados capturados pelo rentismo;

b) lançar euro-bonus que diluam as fragilidades periféricas na força das economias centrais, Alemanha e França, sobretudo.

Ângela Merkel, a dama-de-ferro resiste em permitir que a UE seja mais que um cliente cativo das exportações germânicas. Mas nem o aço ortodoxo de que é feita resiste à maré vazante. Derrotada em sua própria base nas eleições regionais de domingo último, Merkel deixou de ser referência de futuro para se transformar em fator de incerteza no presente.

Bolsas do mundo mergulham no vermelho nesta 3ª feira. E ainda há na mídia demotucana quem, de posse plena de suas faculdades mentais, critique o corte na taxa de juro brasileira.

Crescem temores de uma nova recessão global: o deus mercado não atende os apelos de ninguém


Nesta segunda-feira, dia 5/09, as bolsas de valores do mundo acordaram em forte queda. O mini-crash das bolsas europeias é sintoma das perspectivas sombrias para a economia mundial.

O presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann (leia AQUI), disse numa entrevista à Der Spiegel que a atual volatilidade dos mercados “lembra os dias que precederam o colapso do banco Lehman Brothers”. O mini-crash das bolsas de valores europeias desta segunda-feira veio ilustrar a dita “volatilidade”: a bolsa de Frankfurt perdeu 5,28%, a de Londres 3,58%, a de Lisboa 2,82%. Os bancos foram particularmente castigados nas bolsas: as ações do Royal Bank of Scotland Group caítam 12%, as do Deutsche Bank perderam 8,9%, mesmo índice da queda das acções do Société Générale. O Barclays caiu 6,7% e o HSBC Holdings 3,8%.

As declarações durante o fim-de-semana de autoridades financeiras em nada contribuíram para desanuviar o horizonte de agravamento da crise.

No sábado, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciava que o mundo entrou numa “nova zona de perigo”. No domingo, foi a vez de a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertar para o risco de uma recessão global "iminente".

Sexta-feira, ficou-se sabendo que a criação de novos empregos nos Estados Unidos em agosto foi zero.

A situação não é nada animadora... o dinhero não segue a lógica dos mercados. Não adianta o Banco Central Europeu divulgar medidas para resolver a quase insolvência dos países peiféricos da União Européia se o próprio mercado não acredita nestas medidas. Os capitalistas querem é resguardar seus ganhoa e, com isso, vão para outros mercados, menos arriscados.

Este ambiente pré-recessivo, é fruto de políticas neoliberais que pregavam o estado mínimo através da redução de impostos. Esqueceram e os Estados não são empresas em busca de lucratividade. As nações têm de "cuidar" das suas populações e, para isso, orecisam de recursos que vêm via impostos.

O neoliberalismo que dizimou as economias, agora, que socializar os prejuízos. Isso tudo depois de engordar seus lucros, via o não pagamento de impostos.

Bem assim... Estamos diante de uma grave crise mundial que vai causar muitos estragos.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para os leitores deste Blog, as revoltas populares pode mudar a vidas dos povos.

80% dos leitores deste blog, que responderam a pesquisa sobre o que pode acontecer com os movimentos populares pelo mundo, disseram que eles podem mudar a vida das pessoas.

A partir deta contatação, penso como eles também, pois no neu entender, não basta apenas retirar os governantes inescrupulosos e anti-demoráticos do poder. Estes povos devem saber para quem vai este poder. Pois correm o risco de entregá-lo para quem, também, não tem compromissos com o povo e com a democrecia.

Então vemos o caso do Iraque, foi deposto, condenado e executado o ditator Saddam Hussein e o povo iraquiano ficou nas mão dos invasores ocidentais. Parece que quase nada mudou.

Continua a violência, a intolerância e a má qualidade de vida do povo.

Tomara que isso não se repita em outros países.

Regular a mídia é resguardar a democracia: os donos acham que não.


Quem é que já não se deu conta que a mídia defende seus interesses?

Quem é que tem a mídia em suas mãos?

Quem é que não se deu conta ainda que a mídia é o quarto poder?

Pois é isso mesmo, os meios de comunicação de massa (a mídia) ou o que o Paulo Henrique Amorim chama de PIG (Partido da Imprensa Golpista) é um veículo poderoso de divulgar e de influir no pensamento das pessoas e, a partir disso, manipulam e impõem suas idéias através de um monopólio que está longe de ser democrático.

É só ver o caso da Revista Veja, que semana após semana, descarrega acusações sem provas e, muitas vêzes, destrói reputações de uma vida inteira.

Fique claro aqui que não sou contra a imprensa denunciar as mazelas dos governos. Sim, a mídia pode e deve ajudar para que os desmandos sejam coibidos e que, os culpados, paguem por estes desmandos. Mas não se pode fazer isso sem se ter provas. Não se pode acusar em letras garrafais e, depois de se investigar, ver que a informação não procede, se fazer um desmentido, simplesmente numa notinha de rodapé, bem escondidinha. Ou o Jornal Nacional, outro exemplo, mostrar em rede nacional uma matéria tendenciosa e editorialista, distorcendo dados, escutando somente um lado. Sem ouvir todas as pessoas envolvidas.

Também não pode, uma rede ter propriedade sobre todos os meios de comunicação de um determinado lugar ou região, sob pena de vivenciarmos uma espécie de pensamento único, o do dono.

Neste sentido, o Partido dos Trabalhadores, lançou as bases para se levar a diante a regulação da mídia no Brasil. Esta regulação, ao contrário dos conservadores e da oposição demotucana, não é censura. É sim trazer à responsabilidade quem veicula notícias, para que não se cometam injustiças e até crimes contra as pessoas. Não é somente o PT que está levando a diante esta regulação, o governo também está empenhado neste sentido.

Documento petista (leia AQUI e
A “democratização da comunicação” é o conceito geral usado no documento petista em defesa de uma série de propostas. A carta cobra, por exemplo, que o Congresso e o marco regulatório possam “impedir a existência de oligopólios” nos meios de comunicação. Na prática, isso significa criar condições para que novas empresas entrem e sobrevivam no setor.

O veto a oligopólios nos meios de comunicação está previsto no artigo 220 da Constituição. Mas nunca foi regulamentado - não há uma lei que defina oligopólio nem o que deve ser feito, caso algum seja identificado.

O PT acha que deve se vetar a propriedade cruzada dos meios de comunicação, ou seja, impedir que um mesmo grupo tenha mais um de tipo de mídia (jornal, rádio, TV). Essa proibição existe em outros países, como os Estados Unidos.

Os petistas também cobram a regulamentação do artigo 221 da Constituição, que lista os princípios que a programação de rádio e TV deve seguir. O dispositivo impõe cotas de regionalização da produção cultural, artística e jornalística, mas a definição do tamanho das cotas também depende de lei.

Recentemente, o governo teve uma espécie de experiência piloto sobre a dificuldades de debater cotas de programação. Isso aconteceu na votação, pelo Congresso, de projeto que muda a regulamentação do mercado de TV por assinatura e, entre outras coisas, abriu o setor à participação de operadoras de telefonia.

O projeto estebelece cotas de conteúdo regional e nacional para os canais. As empresas brasileiras que operam TV a cabo fizeram lobby contra o projeto no Congresso e agora pressionam o governo para que vete o dispositivo.

O documento defende ainda mais investimento em duas empresas públicas da área de comunicação, a Empresa Brasil e Comunicação (EBC) e a Telebrás, a criação de conselhos de comunicação social em todos os estados (só existe um em nível federal) e a realização da segunda Conferência Nacional de Comunicação.

A primeira aconteceu em dezembro de 2009 e deu início do projeto de novo marco regulatório da mídia que hoje está em debate no governo.

PSDB: censura

Em documento oficial divulgado nesta segunda-feira (05/09), o PSDB, por meio do Instituto Teotônio Vilela (ITV), responsável pela formulação de críticas ao governo de rumos para os tucanos, criticou as teses petistas. "O PT tem horror à crítica flerta com a censura".

Para os tucanos, o Congresso do PT mostrou disposição para "o enfretamento aos meios de comunicação".