segunda-feira, 13 de abril de 2009

Enquanto isso no RS...


Apertem os cintos, o piloto sumiu: Yeda abandona seus eleitores.


Tinha me prometido não falar mais sobre os desmandos do des-governo Yeda (PSDB), a não ser se tivesse um fato "relevante".


Mas esta de sair do Estado e não passar o cargo ao vece (que também saiu para Punta), ou ao Presidente da Assembélia, no caso um membro da oposição, não dá prá não comentar, o des-governo Yeda ganhou ares de surreal.


No ato me lembrei daquele besteirol, "Apertem os cintos, o piloto sumiu"...


O RS está sem comando (faz tempo). Na realidade, a presença ou não de Yeda, pouco importa, pois a incompetência governamental é pública e notória. Então prá que governo?


Segundo o panfleto Zero Hora, "Para evitar a entrega do cargo máximo do Executivo para o desafeto Feijó ou para o maior partido de oposição, o Piratini se ampara em um parecer de sete páginas da Procuradoria-Geral do Estado. O documento, produzido em 2007, menciona a evolução tecnológica como argumento para que o governador exerça seu mandato de qualquer parte do mundo. Além disso, uma liminar de 1992 retirou da Constituição Estadual a previsão de perda do cargo pelo governador que deixar o país sem transmiti-lo".


Que chique, a destrambelhada agora faz suas trapalhadas desde "Niu Iorqui" pela "tenéti".


Também pudera, que diferença faz? Alguém vai sentir se ela sai ou não?


E dizem que este é o Estado mais politizado do Brasil...


Que veronha!!!!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A Terra está derretendo: mas tudo continua como está


Matéria da (Folha de São Paulo) dá conta que foi a crônica de uma morte anunciada.
Um satélite europeu flagrou no fim de semana o rompimento da ponte de gelo que prendia uma plataforma de gelo no oeste da Antártida.

Agora é uma questão de tempo até que essa estrutura, a plataforma Wilkins, oito vezes maior que a cidade de São Paulo, termine de se esfacelar. Cortesia do aquecimento global.

O colapso vinha sendo monitorado em tempo real pelo satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia, nas últimas semanas. A ponte de gelo, de 40 km de extensão por até 2,5 km de largura, se esfacelou entre sábado e domingo.
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Enquanto o G20 discute os rumos do capitalismo globalizado e como vão salvar “deus mercado” da bancarrota, o Planeta está se desintegrando a olhos vistos. A crise ambiental que está se abatendo sobre a humanidade, parece que não tem a mínima importância, é irrelevante. Nosso futuro é incerto diante do que hoje assistimos.

Ledo engano, a crise ambiental está diretamente relacionada com a crise do capitalismo (não vejo esta crise como sendo financeira, como muitos dizem). Pois o paradigma do consumo e da acumulação capitalista está modificando o clima, destruindo a biodiversidade, contaminando, o solo, a água e a atmosfera.

Na edição deste mês da National Geographic, duas matérias estarrecedoras mostram para onde vai o mundo e a nossa sociedade. A falta d’água no continente australiano está transformando-o em um imenso deserto (aqui).

Em outra matéria (aqui), estudos e modelos matemáticos, dão conta que, a distribuição irregular as chuvas, decorrentes dos efeitos do aquecimento global, vai fazer surgir uma horda de retirantes do clima. E a miséria com certeza ronda hoje milhões de pessoas. Salvar o modelo capitalista de desenvolvimento é ter a certeza da concretização destes prognósticos sombrios.


É inadmissível tratar a crise do capitalismo sem a mudança deste paradigma, sob pena de intensificar as duas crises: a ambiental e a do capitalismo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fogaça gasta cerca de R$800 mil só com propagandas


A prefeitura de Porto Alegre publicou nesta terça-feira (31/3), cerca de cinco páginas de publicidade nos principais jornais da Capital. De acordo com levantamento elaborado pela Bancada do PT, foram quase R$800 mil gastos com a propaganda sem nenhum caráter informativo.


Para a vereadora Maria Celeste (PT), está clara as ações para o futuro candidato ao governo do Estado em 2010. "É uma propaganda claramente eleitoreira, sem caráter de informação das atividades da prefeitura. Isto vai contra a legislação vigente", argumentou.


Confira abaixo a íntegra dos custos que a prefeitura teve apenas com a propaganda:


- Zero Hora – R$ 55.510,00 (por página)R$ 277.550, 00 (5 páginas compradas pela prefeitura)


- Correio do Povo – R$ 68.380,00 (por página)R$ 341.900,00 (5 páginas compradas pela prefeitura)


- Diário Gaúcho – R$ 29.802,50 (por página)R$ 149.012,50 (5 páginas compradas pela prefeitura)


= TOTAL: R$ 768.462,50 São quase R$800 mil reais em apenas um dia.


Com estes recursos, o Município poderia formar mais de quatro equipes de saúde da família ou construir dois postos de saúde na cidade.

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É assim que essa gente se elege, pagando "mensalinho" para a mídia corporativa. O Foga$$a, com aquela cara de "songa-monga", é muito mais esperto que muito espertinho por aí. Enquanto a cidade está atirada às traças, os "jornalões" embolsam a grana que deveria ir para atender o povo. Mas o povo, continua votando neles.


É assim que funciona: uma mão lava a outra... e as duas lavam a B... cara. Cara-de-pau do prefeito.

Mais sobre a crise: para onde vai o Capitalismo?


A crise financeira internacional que praticamente desmontou o capitalismo globalizado exigiu dos estados nacionais atitudes emergenciais para frear a bancarrota do próprio sistema. Do final de 2008 até agora, trilhões de dólares foram gastos (falo em gasto, por ser esta dinheirama toda, necessária para melhorar a vida de milhões de pessoas que vivem no limiar a miséria) para aplacar a voracidade do Deus Mercado.

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Não se sabe se vai adiantar, espera-se que sim, pois como vão, os mega grupos financeiros continuar existindo, sem a “ajudinha” do Estado? É assim mesmo, depois de embolsar fortunas no cassino da ciranda financeira global, o capitalista, agora em apuros, quer socializar o prejuízo.
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Pois é, estão reunidos em Londres, os vinte países mais ricos do planeta, para tentar resolver a crise criada por eles mesmos. O chamado G20, quer agora, fazer o que os revolucionários comunistas e socialistas não conseguiram sequer chegar perto, controlar o mercado e o fluxo de capitais para evitar o agravamento da crise e, até mesmo, saná-la.
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Segundo matéria do Estadão, O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão entre os líderes do Grupo dos 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento (G-20) que compartilham as metas de regulação financeira internacional apresentadas na quarta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela chanceler alemã, Angela Merkel, disse o secretário de Negócios britânico, Peter Mandelson.
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Na quarta-feira, França e Alemanha apresentaram uma frente unida para tentar aprovar a agenda regulatória rígida deles. Sarkozy disse em entrevista coletiva com Merkel que os dois países queriam princípios de uma nova regulação financeira no encontro do G-20 e que isso era "não negociável".
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Os dois querem um acordo alcançado e apresentado no texto final do encontro sobre as seguintes questões: países que não atendem padrões internacionais sobre tributação, supervisão e lavagem de dinheiro; registro de fundos de hedge; remuneração de banqueiros e operadores; e regras mais duras para agências de rating de crédito. O G-20 deve concordar em impor sanções nos países que não atendem às regras de transparência fiscal da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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Sabem o que isto significa? É o controle do Estado sobre o mercado.
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Tudo que o neoliberalismo sempre apregoou, está indo para a lixeira. O Estado Mínimo, onde o mercado é quem regula as relações entre capital e produção, sem a interferência dos governos, é agora rechaçada. Os governos agora, correm contra o tempo para salvar o que resta deste sistema em fase de falência.





quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Ditadura Militar: Uma cicatriz que ainda doi...


Hoje, 1° de abril, não é somente o popular dia dos bobos. É também aniversário (ou desaniversário) da “redentora” ou o dia do golpe, em que se instalou no Brasil a Ditadura Civil-Militar que duraria 26 anos (leia aqui).
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Sob o pretexto de livrar o país do “comunismo”, a elite brasileira, sempre pronta a manter suas benesses em detrimento do bem do povo, laçou o Brasil nas sombras dos porões do DOI-CODI, DOPS, e outros aparelhos repressivos a disposição na época.
A DitaduraMilitar no Brasil foi um governo iniciado em abril de 1964, após um golpe articulado pelas Forças Armadas, em em 31 de março do mesmo ano, contra o governo do presidente eleito Jõao Gourat
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As Forças Armadas tinham um projeto político-ideológico definido e, para executá-lo, pretendiam permanecer longamente no poder (o que de fato aconteceu).
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A principal razão, entre as que motivaram o golpe, foi o medo da implantação do conjunto de reformas, especialmente a reforma agrária, que traria como consequência imediata a divisão das grandes propriedades - os latifúndios. A reforma agrária diminuiria o poder dos grandes proprietários, principalmente no Nordeste. Conhecidos como "coronéis", os latifundiários mantinham os camponeses sob seu domínio e assim manipulavam as eleições, elegendo representantes que defendiam sempre seus interesses, prática que impedia a formação de uma consciência de cidadania: os trabalhadores rurais explorados e subjugados, mal tinham condições de sobrevivência.
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Muito dos problemas sociais e econômicos que perduram no Brasil iniciaram durante o regime ditatorial implantado pelos militares. Para manterem-se no poder por tanto tempo, distribuíram concessões de rádio e televisão, terras, poder e, muito dinheiro. Durante este período, deu-se o “milagre brasileiro”, onde as grandes obras de infra-estrutura fizeram surgir as grandes construtoras (a Camargo Correa vem desta época) que enriqueceu muita gente.
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Mas o povo, este, ficou a ver navios. Empobreceu, tanto materialmente quanto culturalmente. A Censura não deixou que as pessoas pudessem saber o que realmente se passava no País. Tortura, desaparecimentos e morte de opositores ao regime, chamados de “terroristas”, tirou de cena políticos, artistas e pessoas que poderiam fazer a diferença hoje.
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Em fim. Os anos de chumbo deixaram uma marca que nunca será apagada.
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Uma cicatriz dolorida que nunca será esquecida.

terça-feira, 31 de março de 2009

Santa Catarina na contra mão: lei pode acabar com a proteção dos mananciais


Esta não dá para acreditar...


Vemos a todo dia desastres ambientais causados por enchentes, desmoronamentos de encostas, mas parece que as mortes e os prejuísos causados não sensibilizam os legisladores de Santa Catarina.


Está sendo votado hoje na Assembléia daquele estado, uma lei que vai na contra mão da preservação ambiental e, principalmente da Legislação Federal.


Lei a matéria AQUI - Quatro meses depois da tragédia provocada pelas chuvas que causou a morte de 137 pessoas em Santa Catarina, a Assembleia Legislativa deve aprovar na terça-feira, 31, o Código Estadual do Meio Ambiente que diminui a área de preservação ambiental no Estado estabelecida pelo Código Florestal Brasileiro.

Entre as principais mudanças, cai de 30 para 5 metros a área de proteção das matas ciliares, vegetação que fica às margens dos rios. No caso das nascentes fluviais, a área de preservação diminui de 50 para 10 metros. O código estabelece também que toda terra já cultivada no Estado passa a ser considerada "área consolidada", o que garante a continuidade de produção agrícola mesmo nas regiões de preservação.

Na avaliação do relator da lei, deputado Romildo Titon (PMDB), as alterações garantem ao pequeno agricultor a produção em pelo menos 67 mil hectares de terra que eram protegidos pela legislação federal. "São ganhos importantes para o setor produtivo, que é a base da economia do Estado", defende. Para pressionar os deputados, as entidades ligadas aos pequenos produtores rurais devem levar hoje cerca de 10 mil pessoas à Assembleia.

Eles são contestados por ambientalistas e integrantes do Ministério Público Estadual e Federal, que apontam defeitos na legislação. "Existe uma hierarquia legal a ser respeitada. Uma lei estadual pode até ser mais restritiva que a federal, mas nunca mais permissiva", afirma o promotor Luís Eduardo Souto, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual. Ele pretende recorrer à Justiça caso a lei seja aprovada. "Ainda precisamos estudar o instrumento jurídico que vamos usar", diz.

Já os ambientalistas recordam os efeitos que as chuvas de novembro provocaram no litoral do Estado. "A tragédia só teve a dimensão que vimos por causa da grande ocupação nas margens dos rios e nos morros", diz o professor Antonio Fernando Guerra, da Universidade do Vale do Itajaí.

Na realidade, o projeto, não é para o pequeno, que já encontra amparo legal para explorar as matas cilares de forma sustentada, mas para o grande produtor.

Segundo o promotor Luís Eduardo Souto, em artigo no site da Apremavi, uma ONG da serra catarinense.Os "grandes", Souto esclarece, são 1,9% de latifundiários que dominam 32,52% da área cultivada no Estado. O "agricultor familiar", que lhes serve de pretexto, já conta com a "autorização legal do código vigente para utilizar economicamente as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante sistema de manejo agroflorestal sustentável".

E agora, como será que fica?