terça-feira, 24 de março de 2009

Emissão de poluentes cairá pela primeira vez em 10 anos, dizem especialistas: será vai adiantar?

Da agencia Efe, em Berlim

As emissões de poluentes causadores do aquecimento da Terra e das mudanças climáticas serão reduzidas em 2009 pela primeira vez em uma década, informa hoje o jornal alemão "Frankfurter Runschau", que fez uma pesquisa junto a especialistas.
"A soma de todos os fatores fará com que a redução das emissões de CO2 alcance aproximadamente 2%", diz o professor Gernot Klepper, do Instituto de Estudos Econômicos Mundiais (IfW) de Kiel.
Cálculos similares foram feitos por Claudia Kemfert, do Instituto Alemão de Estudos Econômicos (DIW), que espera uma redução das emissões poluentes no planeta nesse mesmo nível.
A redução nas emissões causadoras do efeito estufa e da mudança climática se devem, sobretudo, à queda da produção industrial e ao arrefecimento do crescimento econômico em países como China e Índia.
No entanto, o diretor do programa de meio ambiente das Nações Unidas (Pnuma), Achim Steiner, adverte contra um otimismo exagerado, também em entrevista ao jornal alemão.
"A crise econômica significa apenas que tiramos o pé do acelerador para depois voltar a apertá-lo o mais rapidamente possível", afirma Steiner, que ressalta que o clima sofrerá mais que até agora assim que a China superar a crise e recuperar seus antigos níveis de produção industrial.
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Também penso assim. Que é uma situação momentânea. É claro que a desaceleração da economia mundial tem influencia nas emossões dos gases responsáveis pelo aguecimento global. Mas, mesmo assim, a vida continua, e o modelo de desnvolvimento capitalista, que incentiva o consumismo, também.
As ações individuais podem ser responsáveis pela mudança deste paradigma. Um cosumo consciente se faz imprescindível para que a humanidade possa viver em melhores condições ambientais. Solidariedade, ao invés de egoismo, podem nos levar a um mundo melhor.
Algum tempo atrás, James Lovelock, autor da Teoria de Gaia, disse que já estamos atingindo o "ponto sem regresso", em que ele argumenta que não se pode mais evitar o colapso do Planeta.
A Terra é um sistema complexo que, se uma parte desequilibra, desequilibra todo o sistema. Lovelock também define que, o aquecimento global, é análogo a febre. Um sintoma de uma doença.
Nosso Paneta esta doente...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dia Mundial da Água: nada a comemorar


Ontem, dia 22 de março, foi lembrado o Dia Mundial da Água, criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.

Mas neste dia, nada se tem a comemorar, e sim a refletir. Refletir sobre o que queremos para o nosso Planeta, que futuro queremos para nossos descendentes. O tema deste ano é Água e Saúde.

O objetivo da data é tocar assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável; Aumentar a consciência pública sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água, fontes e suprimentos de água potável; Aumentar a consciência dos governos, de agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado; Participação e cooperação na organização nas celebrações do Dia Mundial da Água.

E o que temos hoje. A água sendo tratada de forma mercantilista, mais um utensílio para obtenção do lucro. Fatores ambientais não são levados em conta e, caca vez mais, os recursos hídricos sofrem com o descaso generalizado. Milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água de qualidade e saneamento básico.

No Brasil, mesmo tendo-se 12% das reservas de água doce do Planeta, regiões sofrem com a seca que castiga, principalmente, o nordeste brasileiro. As grandes cidades também já acusam algum tipo de problema de abastecimento. São Paulo tem de buscar água a mais de 150 km de distância. Os rios poluidos, servem de depósito de esgotos que, no País, somente 35% deles é coletado e, uma ínfima parte, 7% é tratado.

Por conta da crise do capitalismo mundial, a previsões de que pode haver cortes importantes nos investimentos em saneamento no mundo, poirando a situação atual.
As mudanças climáticas, por conta do agravamento do aquecimento global, têm influencia negativa no balanço hídrico.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, O aumento da população, as mudanças climáticas, a irrigação irresponsável e o desperdício crônico ameaçam o abastecimento mundial de água doce, assinalou nesta quinta-feira o terceiro relatório sobre o Desenvolvimento da Água no Mundo, compilado por 24 agências da ONU. O documento de 348 páginas mostra um panorama sombrio, principalmente nos países em vias de desenvolvimento, e descreve uma situação preocupante para as futuras gerações.

A água faz parte de uma complexa rede de fatores que determinam a prosperidade e a estabilidade de um povo, explica o estudo. A falta de acesso à água, segundo o trabalho, aumenta a pobreza e as privações e é uma causa potencial de distúrbios e conflitos. "A água está vinculada às crises da mudança climática, ao abastecimento, aos preços da energia e dos alimentos, e à perturbação dos mercados financeiros", acrescenta o texto.

Crise pode levar milhões à miséria, dis FMI: Logo quem falando...


Vivemos momentos difíceis. A crise do capitalismo globalizado está destruindo a esperança de milhões de pessoas no mundo. Os capitalistas, durante anos e anos, se locupletaram com a realização do lucro, principalmente a partir do mercado virtual dos capitais, mas quando a “coisa” começou a ruir, foram os primeiros a saltar fora. Agora o que se vê é que, toda aquela grana (os tais ativos) virou fumaça, isto é, eram fictícios, não existiam. O capitalismo, como se vê, enquanto sistema, não se sustenta por muito tempo, está ruindo.
Seus defensores estão calados. Os privatistas neoliberais não falam nada, escondem-se. E, para que o Planeta continue a girar, os Estados Nacionais estão sendo obrigados (sim, obrigados pelo mercado... pelos bancos) a retirar recursos das áreas de investimento social, para salvar e, até mesmo, estatizar, empresas falidas, bancos, conglomerados econômicas, entre outros. Assim, quem paga a conta, é o povo. Sim, na hora de lucrar, somente o capitalista lucra. Mas na hora do prejuízo, somente o capitalista NÃO PERDE.
Uma previsão macabra do Fundo Monetário Internacional (FMI) que, segundo matéria do Estadão, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss Kahn, alertou nesta manhã em Genebra que "milhões serão jogados para a miséria" e aponta para o risco de conflitos como resultado da recessão mundial. "A tensão social já é uma ameaça para a democracia e a crise ainda pode acabar em guerra em alguns locais. Quando há uma tensão social, não podemos excluir que alguém possa tentar encontrar derivativo em conflito diante da crise", alertou Strauss Kahn.
Salve-se quem puder...
Mas quem não lembra da receita do mesmo FMI para “ajudar” países em dificuldades?
PRIVATIZAR, pois o estado não poderia interferir no mercado, e agora... como fica?
Tiram o corpo fora e, simplesmente, alertam...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Os cara são bão de Geo...oquê mesmo? Geografia?


Mais uma da tucanalha corrupta, não dão a mínima para a Educação, mas para as falcatruas, são experts.
A secretaria da Educação de São Paulo distribuiu cartilhas de Geografia com erros grosseiros, agora terão de refazer o trabalho.
Adivinhem que vai pagar pelo estrago?
O povo, é claro...

E o $erra que ser presidente...


Governos do PSDB no Brasil: somente corrupção e falcatruas


Não gostaria de escrever isto, mas não há lugar onde o PSDB governa que não haja denúncias de corrupção. Primeiro a cassação do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), por crime eleitoral (compra de votos).

Junto a isso, as falcatruas da “ex-governadora em exercício” do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), envolta em um mar de denúncias de corrupção, entre estas a fraude do Detran, desbaratada Pela Polícia Federal na Operação Rodin, que desviou mais de 44 milhões de Reais dos cofres públicos.

Yeda faz o pior governo desde a redemocratização, isso que passaram uns bem ruinzinhos. Autoritária, debocha da inteligência das pessoas, sempre defendida pela mídia sabuja. Seu tal de “déficit zero” vem desmantelando a estrutura do Estado, tirando verbas da Educação, da Saúde e da Segurança, prejudica sobremaneira quem mais precisa: o povo.

Agora, aparece a corrupção do governo José Serra (PSDB), onde seu governo, envolvido com fraudes em licitações, principalmente o envolvimentos de propinas da Alston na construção do Metro de São Paulo. Este caso não é investigado, pois a maioria que Serra possui na Assembléia, barra qualquer iniciativa de CPI pela oposição.

Mas agora, leia (aqui), a demissão do Secretário de Segurança, mostra a venda de cargos dentro da polícia paulista, segundo a Folha (e olha que a Folha é serrista): “Para obter a vaga, os interessados pagariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil, além de pagamentos mensais ao ex-secretário. Uma das hipóteses é que os policiais pagavam para ficar em delegacias onde depois poderiam praticar algum crime, como extorsão, e obter lucros”.

Em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que governa Minas do Rio de Janeiro, dado as seguidas viagens que faz ao Rio, censurou o acesso dos funcionários da receita estadual, ao site do seu sindicato, devido às críticas que recebeu. Mas teve de voltar atrás, devido a uma liminar da justiça mineira.

Pois é, este é o PSDB, que tem como líder máximo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o mesmo que entregou o Brasil a troco de banana e criou o Dantas, a quem, em entrevista recente, chamou-o de “brilhante”. É este PSDB que quer “desgovernar” novamente o Brasil.

Acorda Brasil, não deixe isto voltar a acontecer

STF começa a julgar hoje a demarcação da Raposa/Serra do Sol


Após três meses, o STF (Supremo Tribunal Federal) retomou nesta quarta-feira, por volta das 9h45, o julgamento que define a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Até o momento há oito votos pela demarcação contínua e a consequente retirada dos não índios da região.

Ainda hoje o ministro Marco Aurélio Mello --que pediu vista do processo em dezembro-- apresenta seu voto, que deve ser contrário à demarcação contínua. Mello pretende questionar o nível de "aculturamento" dos índios, alegando que eles já vivem sob forte influência da cultura dos não indígenas.

A expectativa é que o ministro defina o ano de 1988 (da promulgação da Constituição) o marco temporal a ser considerado para verificar a presença dos fazendeiros na região.

A tendência é que a Suprema Corte confirme hoje a demarcação contínua da área e a saída de todos os não índios da reserva.

Indenizações

Concluído o julgamento sobre a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, uma nova disputa deve ter início nos tribunais referente sobre o valor das indenizações que serão destinadas aos arrozeiros.

Os cinco produtores de arroz que possuem propriedades dentro da terra indígena reivindicam reparação econômica de cerca de R$ 80 milhões para deixar o local.

A Funai (Fundação Nacional do Índio), responsável pelo pagamento das indenizações, contudo, disponibilizou até o momento R$ 12 milhões --sendo que, desse montante, R$ 5 milhões estão depositados em juízo, segundo o órgão, destinados a rizicultores e demais proprietários que não aceitam o valor, considerado por eles como "ridículo".
Histórico

Na área em discussão vivem cerca de 18 mil indígenas de cinco etnias diferentes. A região foi homologada em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Localizada nas fronteiras com a Venezuela e a Guiana, a reserva sempre esteve envolvida em conflitos.

Com 1,7 milhão de hectares, a demarcação se transformou em foco de conflito e tensão envolvendo governo federal, governo estadual, igreja, indígenas e ONGs (organizações não governamentais).

MEC estuda mudanças no Vestibular das Federais


O ministro da Educação Fernando Haddad, defendeu ontem a reformulação dos processos seletivos para ingresso nas universidades federais. A proposta do Ministério da Educação (MEC) é criar, em acordo com os reitores das universidades, um processo de seleção unificado para todo o país a ser testado em seleções no ano que vem. "Os vestibulares, como estão organizados hoje, privilegiam a memorização em detrimento da capacidade de raciocínio do aluno", disse à Rádio CBN.Para o ministro, o atual modelo dos vestibulares não estimula o aprendizado dos alunos de maneira crítica.

A intenção é criar uma avaliação única para todas as federais em que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja usado na primeira fase. "Poderíamos complementar a segunda fase com conteúdos específicos", propôs. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ajudaria a desenvolver as provas da segunda fase. Atualmente, cada instituição desenvolve o seu próprio exame vestibular.Com o modelo unificado, o estudante poderá se beneficiar mais da expansão das universidades federais. Como o processo seletivo seria o mesmo para ingresso em qualquer universidade federal, um aluno do Nordeste, por exemplo, poderia estudar numa instituição no Sul do país. "Hoje a rede federal está em mais de 200 municípios. São 227 mil vagas de ingresso em todo o Brasil", lembrou Haddad.
Para a sustentação à mobilidade estudantil, o ministro destacou as ações do Plano Nacional de Assistência Estudantil. "São recursos para moradia, alimentação, restaurantes universitários, para garantir que a mobilidade não resulte em evasão", explica. O ministro disse que vai propor aos reitores das universidades federais testar a medida em 2010. "Nem que seja numa área específica do conhecimento", afirmou Haddad, acrescentando que a ideia é aplicar o processo seletivo unificado em cursos de baixa demanda, como nas licenciaturas.

Ontem, o MEC informou que os universitários que têm bolsas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), que entraram na faculdade este ano ou que estejam em qualquer semestre, podem conseguir financiamento para pagar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa. O prazo para se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), exclusivamente para bolsistas do ProUni, vai até 20 de março. Estar matriculado em instituição de ensino superior privada que tenha aderido ao Fies em 2009 e ser bolsista parcial do ProUni são condições básicas para quem deseja obter financiamento estudantil.

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Como professor, sempre vi o Concurso Vestibular, como uma anomalia do sistema educacional brasileiro. Criado para adequar o acesso à Universidade Pública, pois são muito candidatos para poucas vagas, e acabou por elitizar as Federais (somente na UFRGS, em 2009, foram 34.553 inscritos para as 4.556 vagas). Assim, tendo em vista que, quem teve mais condições de frequentar boas escolas, cursinho, etc., devido a uma condição finançera favorável, é que tem melhores condições de entrar para uma Universidade Federal.

Outro pondo que eu questiono é o modelo adotado nas provas do Vestibular, que premeia quem "decora" mais os conteúdos e não quem tem maior capacidade de raciocínio.

O Governo Lula vem trabalhando para melhorar o acesso de estudantes de classes econômicas mais baixas - o povo. Com a inclusão do sistama de cotas sociais e/ou raciais, o Enem e o ProUni, mais "pobres" estão nas universidades, mesmo que haja oposição da elite contra estes sistemas.

Vejo com bons olhos estes estudos e as mudanças buscadas para democratizar o acesso a Universidade Pública.

Aguardemos.