segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O PT nas eleições 2012 em Porto Alegre: Uma derrota anunciada.

Sou militante (e somente um militante) do Partido dos Trabalhadores e não poder decisório. Sempre participo das campanhas eleitorais, mesmo que não ostensivamente, mas faço a minha parte. Mas ao contrário dos úlimos 20 anos, praticamente fiquei de fora da campanha da disputa pela prefeitura da minha querida Porto Alegre neste ano.

Quais as razões?

Não são muitas, mas são o suficiente para determinar de eu somente ficar assistindo o que já estava definido desde o princípio do processo: uma derrota acachapante.

Primeiro a decisão de ir com anditatura própria, defendida pelo Deputado Raul Pont, e aprovada equivocadamente pelo partido, dado as circunstâncias e, depois de aprovada, a indicação do também deputado, Adão Villaverde para a disputa. Villaverde é um grande petista, mas sem carisma e merecia algo melhor e não uma "fuga" da quase totalidade das lideranças partidárias e, é óbio, da militância, envolvida nas atividades nos governos estadual e federal.

Segundo, a falta de um dircurso de oposição contra os adversários, Fortunati e Manuela que, também, fazem parte da base aliada dos governos estadual e federal. A "oposição" do PT nestas eleições se resumiu a alguns pontos... só. Então, com um discurso semelhante dos partidos melhor colocados nas pesquisas, os eleitores pensam, deixa quem já está lá... o Fortunati.

Terceiro, ficou bem claro, a falta de recursos para a campanha do Villaverde que, como se é de esperar, vão em sua totalidade para quem está no poder. A candidatura Fortunati teve muito dinheiro e, muito mais do que isso, a máquina pública, as obras eleitoreiras, os seus militantes em cargos de comissão e a benevolência da mídia. E isso não é choro, é constatação. Eleição é isso mesmo.

Em fim, diminuiu o PT na Câmara de Porto Alegre e diminuiu o próprio partido que governou a capital por 16 anos.

Tenho grandes restrições ao governo Fortunati, principalmente por suas posições e ações na gestão do espaço urbano, com a privatização dos espaços públicos, com a suas ações de desmobilização da participação popular e, principalmente, como ele se auto denominou "Prefeito da Copa", faz de tudo e mais um pouco para que, os grandes, ganhem cada vêz mais.

Por outro lado (leia AQUI), com 1.446.655 votos, o Partido dos Trabalhadores foi o que mais recebeu votos em todo o Rio Grande do Sul nas Eleições 2012. Ainda assim, ficou em terceiro lugar no ranking de prefeituras, com 72 candidatos eleitos. O PT ficou atrás do PP, que, em primeiro no ranking, elegeu 136 prefeitos — e teve um total de 998.359 votos. O PMDB, que somou 1.054.538 votos, ficou na segunda colocação na quantidade de prefeitos eleitos, com 132.

Mas, como diriam, a vida continua e é uma eleição após a outra, umas se ganham, outras se perdem...

Faz parte da democracia.

2 comentários:

Eugenio Hansen, OFS . disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eugenio Hansen, OFS . disse...

Paz e bem!

O PT de Porto Alegre
é vitorioso nestas eleições,
conseguiu seu objetivo eleitoral:
.
É o maior partido de oposição!