sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cada vez mais pobreza no mundo


O nosso "bom" e velho capitalismo, é sim, responsável pela especulação sobre alimentos e energia que vem agravando a pobreza no mundo, principalmente nos países mais pobres. Segundo estudo recente, divulgado pela Reuters, a disparada dos preços dos alimentos ameaça minar os avanços modestos eventualmente realizados, e três quartos dos moradores dos países menos desenvolvidos (LDCs) continuam sobrevivendo com menos de 2 dólares por dia, afirmou o órgão em um relatório.

Uma renda de menos de 2 dólares por dia não permite que uma pessoa satisfaça suas necessidades básicas de comida, água, moradia, saúde e educação, afirmou o Relatório 2008 sobre os Países Menos Desenvolvidos.

Os 49 LDCs registraram crescimentos recordes de 7,9 por cento em 2005, de 7,5 por cento em 2006 e de, segundo estimativas, 6,7 por cento em 2007, disse o documento.
Mas as altas taxas de expansão da economia, resultado em muitos casos da alta dos preços de combustíveis e minérios, pode não ser sustentável, afirmou o relatório.

"Quando se analisa o que ocorria dez anos atrás, metade dos LDCs experimentou uma desindustrialização, que se manifesta em uma queda da participação dos produtos manufaturados no PIB (Produto Interno Bruto)."

O crescimento recorde deveria ter oferecido uma oportunidade para melhorias substanciais nas condições de vida da população, mas um aumento dessas populações e outros fatores fizeram com que cerca de 581 milhões de moradores dos LDCs em 2005, de um total de 767 milhões, continuassem vivendo sob condições de privação material, afirmou.

As taxas de crescimento, ainda, distribuem-se de forma desigual. Em 2006, a Guiné Equatorial e Timor Leste viram seus PIBs diminuírem, ao passo que o Chade, a Somália, o Haiti, a Eritréia, o Nepal, o Lesoto, Comores, Tuvalu e Kiribati registraram menos de 3 por cento de crescimento.

A expansão econômica teve algum impacto sobre os índices de pobreza absoluta, definida como o estado dos que vivem com menos de 1 dólar por dia. Esses índices caíram para 36 por cento da população dos LDCs em 2005 -- que formam ainda um grande contingente de 277 milhões de pessoas --, de 44 por cento em 1994, afirmou o relatório.

Como se vê, os defensores desse modelo, afirmam que o crescimento econômico, por si só, aumentaria a qualidade de vida dos mais pobres mas, como está se vendo, o crescimento econômico, somente produz mais concentração de renda e, consequentemente, mais desigualdades.