sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Também sou filho de Deus: FÉRIAS


Bom gente, chegou a minha vez.

Hoje, a partir das 18 horas, estou oficialmente de férias.

Meu retorno ao trabalho acontece somente dia 2 de março. Trinta dias longe do escritório.

Portanto, minhas investidas no blog ocorrerão de forma esporádica, mas não pretendo deixar de lado este espaço, pois sempre que houver uma Lan House, vou escrever e postar algumas fotos de viagem.

Meu roteiro ainda não está bem definido, até porque, pretendo dividir as férias em três etapas.

1- Uma volta completa na Laguna dos Patos: saindo de Porto Alegre, pela RS 40, até Capivari do Sul, ir pela BR 101, ao sul, passando por Palmares do Sul e pernoitando em Moatardas, visitando o Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Depois seguir a Tavares, Bojurú e chegando a São José do Norte. Atravessar para Rio Grande, ir a maior praia do mundo, a Praia do Cassino e retornar por Pelotas, pela BR 116, visitando a Paria do Laranjal, São Lourenço do Sul, Arambaré e Tapes, todas na Costa Doce (Laguna dos Patos) e finalizando por Barra do Ribeiro e Guaíba. Este roteiro pode ser modificado, e se estendendo até a cidade mais meridional do Barsil, Chuí. Este roteiro é geográfico, pois quero fazer um levantamento das paisagens ao longo do percurso.

2- Ir a Santa Catarina, mais precisamente, Morro dos Conventos, Imbituba, Garopaba, Pinheira e Guarda do Embaú. Só mar e sol. Este roteiro não tem estudo nenhum, só férias (mais paisagens).

3- Carnaval em Torres, mais precisamente na Paria da Itapeva, na casa de amigos. Lá quero descansar e pedalar muito pelas trilhas do interior. Tomar muito banho de mar, comer peixe e tomar cerveja.

Durante o intervalo dessas etapas, ficar em casa, de papo pro ar. Na Boa!

A crise do capitalismo pode salvar a Terra?


Refletindo sobre tudo que está acontecendo a nossa volta, crise do capitalismo, meio ambiente, aquecimento global, chego a uma conclusão que pode ser simplista, mas tem certa lógica.
A retração do consumo, por exemplo, pode ter componentes positivos (é claro que econômica e socialmente é negativo) sobre o meio ambiente e a natureza.
No Brasil, por exemplo (leia aqui), a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) caiu 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Trata-se da segunda queda seguida - em dezembro, foi de 3,1% - e , em seu Boletim Mensal da Carga, o ONS aponta a crise financeira como responsável pelo mau desempenho.

Menos energia consumida, gera menor pressão sobre os recursos naturais. Esta energia não consumida, é decorrente de uma menor atividade industrial. Assim, com menor atividade industrial, menor demanda de aço, alumínio e outros insumos.

E como, infelizmente, a atividade industrial é centrada na atividade metal-mecânica, e a industria metal-mecânica na produção de automóveis, e a venda e automéveis caiu, significa menos carros na rua, que significa menos CO² na atmosfera, Desta maneira, a retração do consumo, está colaborando para diminuir os efeitos do aquecimento global, pelo menor consumo de combustíveis fósseis.
No universo, para toda ação há uma reação e, quanto maior a ação, maior a reação.

É preciso pensar sobre tudo isso. Há de se mudar o modelo de desenvolvimento capitalista (que visa somente o lucro) por um modelo de desenvolvimento ecológico (não falo sustentável, porque todo o desenvolvimento gera impactos). Neste modelo, os lucros, serviriam apenas para cobrir custos e remunerar as pessoas.

Temos de ter em mente que não somos donos do planeta, outras gerações virão e estes tem o direito a viverem em um mundo mais justo e solidário, com responsabilidade ecológica.

Mas quem vai apoiar este modelo?

Muito poucos, eu penso...

A Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU


Matéria da BBC mostra que dados de um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005.

A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.

Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela.

A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.

O modelo capitalista de desenvolvimento está levando a destruição da Amazônia através da expansão da fronteira agrícola principalmente pelo agronegócio. Outras florestas tropicais e equatoriais (as que ainda resistem) também estão em vias de desaparecer e, com isto, milhares de espécies correm risco de extinção.

Mas o que podemos fazer para deter este processo, pouca coisa, mas a mudança de habitos e um consumo consciente ajudam a preservar o que resta das florestas.

Recicle-se...

Entenda as negociações do novo acordo sobre mudança climática


Infográfico do Estadão mostra a cronologia dos esforços para reduzir as emissões de CO² na atmosfera e o que será discutido na conferência da ONU marcada para Copenhague que terá de definir os rumos do controle das emissões dos gases resonsáveis pelo aquecimento global no mundo.


Veja AQUI

Mapa interativo das emissões de CO² no mundo


Este mapa, pubicado pelo Estado de São Paulo on-line, é simples mas muito didático, principalmente para alunos do ensino fundamental e médio. Mostra o volume das emissões de CO² de todos os países no período de 1985 a 2005, quando se arrasta o mouse sobre a linha do tempo.




Veja AQUI

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mudança climática global e a "nova" ilha do Lago Guaíba.

Carta de Porto alegre com a Ilha do Chico Inglês e sua conformação em 1975.


Imagem de satélite do Google Earth de 2002, com a mesma conformação de 1975.


Foto oblíqua da Ihda do Chico Inglês de 29 de janeiro de 2009, mostrando a sua configuração, onde aparece a "nova" área da ilha.
Tem muita gente que acha que coisas como aquecimento global e mudanças climáticas, são distantes e não nos atingem. Mas ao contrário do que se pensa, podemos ver os efeitos destes acontecimentos aqui, bem perto de nós. É só questão de sermos mais atentos a paisagem e ao ambiente que nos cerca.

Trabalho no centro de Porto Alegre, em um prédio com uma altura razoável (17 andar) a mais ou menos dez anos. Minha janela fica para o lado do Lago Guaíba. Sendo assim, como trabalho com hidrologia, acompanho diariamente as possíveis mudanças no lago.

Em 2003, quando o RS passou por uma implacável estiagem, consequentemente com influência direta nos níveis do Guaíba, comecei a notar uma mudança na Ilha do Chico Inglês, que fica bem a frente do antigo Cais Mauá. O aparecimento de bancos de areia no lado sul da ilha.

De lá para cá, o processo se repetiu, sempre durante a época de seca, no verão. Mas que, com a chegadas das chuvas, voltava a ficar submersa. Mas agora mudou. Os bancos aumentaram e uniram-se, formando uma espécie de uma praia que, atualmente, até gramíneas já povoam a "nova" ilha.

Desde esta grande seca, a seis anos, parece que não tem mais volta, a configuração da Ilha do Chico Inglês te uma nova configuração. Se há um dono desta ilha, este deve estar bem feliz, vendo "crescer" a sua propriedade.

Mas na realidade, vemos é a rapidez com que se processam as mudanças ambientais causados pelas mudanças climáticas e os seus resultados expressos na paisagem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A "crise" e o comportamento dos brasileiros


O consumidor brasileiro mostrou-se mais confiante no primeiro mês do ano. É o que revelou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de janeiro, que subiu 3% na comparação com mês passado, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ainda segundo a fundação, nos três anos anteriores, o índice havia subido em média 1,6% nesta mesma época do ano.O índice passou de 97,4 pontos em dezembro para 100,3 pontos em janeiro, em uma escala que vai de 0 a 200.O índice é composto por cinco quesitos da "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal).

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 22 de janeiro. Às 11h a FGV concede coletiva de imprensa sobre o indicador.Vendas de supermercados do País crescem 8,98% em 2008, e a renda do brasileiro cresce e Associação Brasileira dos Supermercados destaca desempenho positivo no ano.

O faturamento dos supermercados do País cresceu 27,12% em dezembro ante novembro e 6,07% contra igual mês de 2007, segundo dados em termos reais divulgados pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), nesta terça-feira, 27. Em 2008 como um todo, o faturamento subiu 8,98%. O dado segue a expansão de 5,92% apurada em 2007 e ficou próximo da estimativa da entidade de alta de 9% a 10%.