quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Índios lutam por voz em desenvolvimento da América Latina

Crédito: Amnesty International
Crianças Sarayaku em um rio. A Anistia Internacional faz campanha para que governos sejam obrigados a consultar os povos indígenas antes de levarem adiante projetos de desenvolvimento que possam afetar suas vidas.

Entidades internacionais alertaram sobre as violações de direitos humanos sofridos por povos indígenas na data em que se comemora o Dia Internacional da ONU para os Povos Indígenas, nesta sexta-feira.
Não é de hoje que os brancos subjulgam os povos indígenas. Temos na história das conquistas e colonização das terras americanas, a escravidão e o extermínio de indígenas. No Brasil, somente uns poucos restaram daqueles que povoavam nosso país. Milhões foram mortos.  
 
Em um relatório publicado na véspera deste dia (leia AQUI), a organização de direitos humanos Anistia Internacional diz que os governos de todo o continente americano dão prioridade ao desenvolvimento econômico em detrimento dos direitos dos povos indígenas.
A entidade faz campanha para que os governos sejam obrigados a consultar as comunidades indígenas sobre projetos de desenvolvimento que possam afetar suas vidas.
O documento cita exemplos de grandes obras, como estradas e hidrelétricas, construídas em diversos países sem que os governos consultassem os povos afetados.
A entidade pede que os governos tomem medidas concretas para que "se evitem novas violações dos direitos humanos" dos indígenas no continente.
Calcula-se que 370 milhões de indígenas vivam em mais de 90 países.
Muitos desses povos enfrentam pobreza extrema, desemprego, discriminação e, muitas vezes, falta de acesso a direitos básicos.
Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), apesar de alguns progressos recentes, "muito ainda precisa ser feito" para que esses povos tenham acesso a trabalho e justiça social.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mês de julho bateu recorde de calor nos EUA, diz relatório

Crianças brincas na água para amainar o forte calor que castiga os EUA.

As consequências do nosso modo de vida, onde o consumo é a mola mestre, está levando o nosso planeta a sua exaustão. O capitalismo somente existe com o lucro e, o lucro, somente existe com o consumo.

Para se ter produtos para o consumo, usa-se matérias primas e energia... e a energia, uma grande parcela dela, é obtida pela queima do combustíveis fósseis.

E com sabemos, com mais CO2 na atmosfera, resultado da queima dos combustíveis fósseis, estamos aumentando o Efeito Estufa, provocando o aquecimeto da temperatura média da Terra, que está influenciando nas mudanças climáticas.

Como já disse, até mesmo os cientistas mais céticos quato as causas e consequências das mudanças climáticas, estão revendo suas posições e, também, atráves de seus estudos, comprovarem a influência humana neste processo.

Pois saiu hoje uma matéria (leia AQUI) dando conta que o mês de julho passado foi o mais quente nos EUA desde o início da medição, em 1895, batendo o verão de 1936, que ficou conhecido como "Dust Bowl". As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês).

A grande seca do "Dust Bowl" arrasou a agricultura das Pradarias dos Estados Unidos na década de 1930, agravando a crise econômica da época e a Grande Depressão.

Julho também foi o mês mais quente nos últimos 12 meses, batendo o recorde atingido há um mês atrás, de acordo com o NOAA.

De acordo com o relatório, a temperatura média em julho nos 48 Estados americanos foi de 77,6 graus Farenheit (25,3ºC), o que representa 3,3 graus Farenheit (1,7ºC) acima da média do século 20. O verão de 1936, o mais quente anteriormente, teve média de 77,4 graus Farenheit (25,2ºC).

PLANTAÇÕES

Além do recorde de calor, a seca tomou cerca de 63% dos 48 Estados, segundo o NOAA. As piores condições estão no meio-oeste americano, onde ficam 75% das plantações de milho e outros grãos.

Analistas dizem acreditar que a seca --a pior desde 1956-- resultará na pior safra de grãos em seis anos, o que causará alta nos preços.

Os preços do milho e da soja atingiram altas recorde no final de julho com a piora da seca, diminuindo a produtividade das lavouras. Os preços para ambos os grãos têm, desde então, caído ligeiramente, devido ao retomo das temperaturas mais amenas, acompanhadas pelas chuvas.

O calor intenso e a seca reduziram as perspectivas da safra de milho dos EUA para uma mínima de cinco anos. A oferta de milho no próximo ano deve cair para seu menor nível em quase 20 anos.

Senado aprova projeto que regulamenta sistema de cotas nas universidades federais


Os senadores aprovaram, na noite dessa segunda-feira (7), o projeto que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o país. Pela matéria, relatada pela senadora Ana Rita (PT-ES), metade das vagas nas universidades deve ser separada para cotas.

A reserva será dividida meio a meio. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A outra metade das cotas será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio. Para os defensores da proposta, esse modelo que combina cotas raciais e sociais é o mais amplo e uniformiza as políticas de reserva de vagas que existem nas diversas universidades federais.

O projeto de regulamentação da política de cotas é aprovado depois que o Supremo Tribunal Federal declarou ser constitucional esse tipo de ação afirmativa nas universidades. A aprovação da matéria foi em votação simbólica, pela maioria dos senadores presentes. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.

Cientista da Nasa vê relação entre verões extremos e aquecimento global


Mapa de satélite mostra temperaturas globais (Foto: Nasa/SPL)

O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, James Hansen,  (leia AQUI) considerado um dos cientistas que mais tem alertado ao longo dos anos sobre os impactos das mudanças climática, disse nesta semana que o problema é maior do que se pensava.

"Minhas projeções sobre o aumento da temperatura global demonstraram ser verdadeiras. Mas falhei em prever a rapidez (das mudanças)", disse Hansen em um artigo publicado no jornal americano The Washington Post.

No texto "A mudança climática está aqui e é pior do que pensávamos", o cientista diz que, quando testemunhou diante do Senado americano, no verão de 1988, traçou "um panorama obscuro sobre as consequências do aumento contínuo da temperatura impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis".

"Tenho uma confissão a fazer", disse, no artigo. "Fui muito otimista."

O novo estudo teve sua publicação pela revista da Academia de Ciências dos EUA (Proceedings of the National Academy of Sciences) antecipada após o artigo de Hansen no jornal.

'Verões extremos'Segundo Hansen, os verões de calor extremo registrados recentemente em diversos pontos do planeta provavelmente são resultado do aquecimento global.

Entre os episódios atribuídos à mudança climática, ele cita a seca do ano passado nos Estados americanos do Texas e de Oklahoma, as temperaturas extremas registradas em Moscou em 2010 e a onda de calor que atingiu a França em 2003.

As variações climáticas naturais podem ser muito amplas e a relação entre fenômenos extremos e aquecimento global é tema de intensa controvérsia.

No entanto, Hansen afirma que as recentes ondas de calor estão vinculadas à mudança climática e que a nova análise estatística realizada por ele e outros cientistas da Nasa mostra claramente esse vínculo.

Os cientistas da Nasa analisaram a temperatura média no verão desde 1951 e mostraram que em décadas recentes aumentou a probabilidade do que definem como verões "quentes", "muito quentes", e "extremamente quentes".

Os verões "extremamente quentes", dizem, se tornaram mais frequentes. Desde 2006, cerca de 10% da superfície em terra (não sobre o mar) no hemisfério norte tem registrado essas temperaturas extremas a cada verão.

Hansen disse que é necessário que o público entenda o significado do aquecimento global devido à ação humana.

"É pouco provável que as ações para reduzir as emissões de gases alcancem os resultados necessários enquanto o público não reconhecer que a mudança climática causada pela ação humana está ocorrendo", disse.

"E perceber que haverá consequências inaceitáveis se não forem tomadas ações eficazes para desacelerar este processo."

A chapa tá quente...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vulcão adormecido há mais de cem anos entra em erupção

Monte Tongariro, localizado na Nova Zelândia

Os vulções (leia AQUI) são um sinal de que a Terra está "viva". Se não existisse vulcanismo, nosso planeta estaria como a Lua, sem vida. O calor interno, que faz brotar na superfície a lava, que se transforma em crosta nova, trás minerais que se agregam ao solo.


Os humanos, durante a sua breve história na Terra, sempre esteve submisso as forças da natureza e, as erupções vulcânicas, além dos transtornos e prejuízos, também já causaram milhares e milhares de mortes.

Pois mais um vulcão (leia AQUI) que estava adormecido havia 115 anos entrou em erupção na Nova Zelândia, deixando as autoridades em alerta.

Por volta das 00h00 desta terça-feira, (9h da manhã de segunda-feira, horário de Brasília), o vulcão Monte Tongariro lançou, por 30 minutos, uma nuvem de cinzas a mais de 6 mil metros de altura, em meio a explosões, vapor e rochas.

O porta-voz da defesa civil do país, Tony Wallace, disse à BBC Brasil que ninguém ficou ferido no incidente e que o impacto da erupção foi mínimo, já que a região é pouco habitada.

"Nós estamos em uma fase de monitoramento para ver se ocorrem outras erupções", disse ele.

A área não chegou a ser evacuada, mas autoridades pedem que as pessoas permaneçam dentro de casa e mantenhas as janelas fechadas.

E, como vocês devem saber, a Nova Zelândia está sobre o que os cientistas chamam de Círculo do Fogo (leia AQUI) que tem cerca de 452 vulcões, sao os tipos de vulcoes mais destruidores chamados de vulcões "assassinos" e é o lar de mais de 75% dos vulcões ativos e latentes do mu. Assim, um país sujeito às erupções, terremotos, etc.  

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ásia a baixo d'água: Chuvas torrenciais deixam mais 31 mortos na Coreia do Norte

Moradores do povoado norte-coreano de Songchon se refugiam das fortes chuvas, em imagem datada do último dia 24

Aproveitando o post abaixo, ébom lembrar que o aquecimento global que provoca as mudanças climáticas, causam sérias anomalias no tempo. De secas a chuvas torrenciais, a população de diversos paises da Ásia, sofrem com chuvas torrencias que atingiram o litoral oeste da Coreia do Norte nos dias 29 e 30 de julho deixaram 31 mortos e 16 desaparecidos, que se somam aos 88 mortos em consequência das tempestades na semana passada, informou nesta quinta-feira a agência estatal KCNA. (leia  AQUI)

As mortes foram causadas principalmente por deslizamentos de terras em diversas zonas do litoral oeste do país, principalmente nas províncias de Pyongan do Sul e Pyongan do Norte.

As inundações causadas pelas chuvas torrenciais destruíram ou danificaram mais de 4.900 imóveis e alagaram outros 8.530, o que fez 21.370 pessoas perderem seus lares, segundo detalha a KCNA.

A agência assegurou que ao menos 15.370 hectares de plantações foram inundados ou arrasados pelas chuvas, que também danificaram cerca de 200 edifícios públicos e fábricas.

As tempestades afetaram ainda duas minas de carvão nas cidades de Kaechon e Tokchon, na província de Pyongan do Sul, onde estradas, vias férreas e pontes também sofreram danos.

Uma equipe de inspeção das Nações Unidas chegou nesta quarta-feira à Coreia do Norte para coordenar a ajuda internacional que será destinada às zonas afetadas pelas inundações, que já deixaram 119 mortos no verão do Hemisfério Norte até aqui, segundo dados oficiais norte-coreanos.

Além disso, mais de 80 mil pessoas já ficaram sem suas casas e 40 mil hectares de plantações foram arrasados.

Maior crítico contra o aquecimento global admite que estava errado e alerta para riscos

Imagem de satélite mostra derretimento sem precedentes na Groenlândia neste mês de julho; em vermelho, o satélite identifica o gelo derretido e em branco, o gelo sólido

O físico norte-americano Richard Muller (leia AQUI), principal voz da comunidade científica que contestava o fenômeno do aquecimento global, admitiu que esteve errado durante os últimos anos após analisar os resultados de um estudo conduzido por ele mesmo na Universidade de Berkeley, na Califórnia (oeste dos EUA), onde coordena o projeto BEST (sigla em inglês para Temperatura da Superfície da Terra pela Universidade de Berkeley).

Muller anunciou sua mudança (leia o artigo original em inglês AQUI) de opinião neste último fim de semana em um artigo para o jornal The New York Times, intitulado “A conversão de um cético às mudanças climáticas”. Nele, Muller afirma que não somente o aquecimento está ocorrendo como também a ação humana pode ser responsabilizada pelo fenômeno.

“Nossos resultados mostram que as temperaturas médias na superfície terrestre aumentaram em 2,5 graus Fahrenheit (1,5 °C) nos últimos 250 anos, incluindo um aumento de 1,5 graus Fahrenheit (0,9°C) só nos últimos 50 anos. Além disso, é bem provável que essencialmente todo esse aumento resulta da emissão de gases de efeito estufa”, afirma Muller em seu artigo. Ele ressalta que esses números são mais alarmantes do que os anunciados pelo IPCC (Painel Internacional de Mudança Climática), órgão da ONU.

Essa conclusão foi tirada após sua equipe de pesquisadores em Berkeley ter analisado mais de 14 milhões de medições de temperatura desde 1753, em 44.455 localidades.

“É um dever do cientista ser claramente cético. Continuo achando que muito, se não a maioria dos fenômenos que atribuímos à mudança climática especulativo, exagerado ou simplesmente errado. Analisei a maioria das alegações mais alarmistas, e meu ceticismo sobre elas não mudou”, insistiu o físico. Ele cita, como exemplo, o furacão Katrina – afirmando que o número de furacões que atingiu os EUA diminuiu – ou o processo de extinção dos ursos polares – que não tem ocorrido por causa do degelo. “As neves do Himalaia não irão derreter após 2035. E é possível que não estejamos em uma era mais quente do que há mil anos”

Os métodos que Muller afirma ter usado para seu estudo são, segundo ele, bem mais abrangentes, detalhados e rigorosos do que os usados por instituições como a Nasa (agência espacial norte-americana) e o Met Office (serviço britânico de meteorologia).

As perspectivas de Muller para uma possível reversão no quadro, no entanto, são pessimistas.

“E quanto ao futuro? A medida em que as emissões de carbono aumentam, a temperatura deve continuar a aumentar. Acredito que a taxa de aquecimento deve prosseguir em seu ritmo estável, entre 1,5 Fahrenheit (0,9ºC) na superfície para os próximos 50 anos, a não ser que os oceanos estejam incluídos. Mas se a China continuar com seu rápido crescimento econômico (...) esse aumento chegará em menos de 20 anos”, previu Muller.