segunda-feira, 11 de julho de 2011

Agora a bola da vez é a Itália: Será que União Européia está a beira do precipício?

Depois de Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal, a crise da dívida desembarca na Itália e líderes da UE convocam reunião de emergência para esta segunda, dia 11/7.

Os investidores (leia AQUI) começam a semana atentos à piora da crise na Europa. Depois de Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal, a crise da dívida desembarca na Itália e líderes da União Europeia (UE) convocam para esta segunda-feira, 11, uma reunião de emergência para tentar frear o contágio. Por mais séria que tenha sido, a ameaça de um calote apenas rondou a periferia da Europa. Mas agora é a terceira maior economia da zona do euro que sofre os ataques do mercado.

Lembro das discussões acadêmicas na década de 90, sobre os problemas e vantagens do processo de globalização que iniciava no mundo. Eu disse vantagens?
 
Naquele período, vivíamos o pós queda do Muro de Berlin, a euforia tomava conta de mundo com da derrocada do socialismo, representada pela "nova ordem mundial" que rendeu o famoso artigo de Francis Fukuyama, O fim da história, onde o autor se vangloriava a vitória do capitalismo e do mercado sobre o socialismo.
 
Nestas discussões nós, geógrafos, víamos que, na realidade, somente traz desvantagens aos trabalhadores e que, a falácia de que o livre comércio e as desregulamentações das leis, principalmente as trabalhistas, trariam mais progresso e empregos.
 
Vemos hoje que as nossas avaliações estavam corretas. A União Européia, o primeiro grande bloco econômico, parece estar se diluindo em meio a derrocada econômica e política de seus Estados-membro, antes restrito aos membros periféricos. A Itália, a terceira economia do bloco, tem sobre si, suspeitas do mercado, de esteja, também, a beira de um colapso na sua balança de pagamentos.
 
E o que isso representa para o Brasil?
 
Em 2008, o Brasil saiu-se razoávelmente bem. Claro que afetou-nos, mas conseguiu neutralizar os efeitos da crise. Mas acredito que, pelo tamanho dos problemas enfrentados pela União Européia, a crise por aqui, será bem mais séria.

Para onde vai a União Européia?

Seca na África leva milhares a campos de refugiados

Menina desnutrida somali em um edifício em ruínas, em foto de 9 de julho de 2011, antes de se juntar à sua família, em um campo de refugiados em Mogadishu, na Somália (AP)

De acordo com a Anne Mwathe, enviada especial da BBC (leia AQUI) à região entre a Somália e o Quênia, campos de refugiados na região, já sobrecarregados, estão operando muito acima de sua capacidade.

A seca é considerada a mais grave a atingir a região em 60 anos.

Três campos de refugiados na cidade de Daabab, a 100 quilômetros da fronteira com a Somália, estão abrigando um total de 370 mil refugiados, quando seu limite seria de 90 mil pessoas.

Representantes da ONG médica disseram à BBC que o número de pessoas em um campo de refugiados somali dobrou em questão de dias ao longo desta semana e que o local agora conta com 5 mil refugiados.

Não é de hoje que esta região é assolada por todo o tipo de catástrofes, naturais e humanas. Secas e guerras matam milhares de pessoas, principamente crianças e mulheres são os que mais sofrem. As guerras, principalmente, pois ao invés de os recursos financeiros sestes países serem investidos em alimentos e ajuda aos refugiados das secas constantes, compram armas e munições para suas guerras étnicas e reiligiosas. A luta entre tribos, etnias tira vidas e traz sofrimento.

A África é um continente tem história sofrida. Colonizadores europeus partilharam  (leia sobre a partilha da África AQUI) o continete a distância entre a década de 1880 e a Primeira Guerra Mundial em 1914, que envolveu principalmente as nações da França e Reino Unido, embora também participasse do conflito a Itália, Bélgica, Alemanha, Portugal, Espanha e, em menor intensidade, Estados Unidos, separando tribos amigas e colocando juntos, no mesmo território, inimigos. Com o final da colonização, a África foi, digamos, jogada a própria sorte.  

Triste!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O último vôo do ônibus espacial: será um reflexo da crise americana?

A espaçonave Atlantis (leia AQUIAQUI e AQUI em inglês) decolou com sucesso nesta sexta-feira para a 135a e última viagem dos 30 anos do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos.

Cerca de 1 milhão de pessoas ocuparam estradas e praias em volta do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para observar a última decolagem do ônibus espacial que foi o símbolo máximo da Nasa nas últimas décadas.

Quase houve decepção, uma vez que o céu encoberto e a possibilidade de chuva ameaçaram adiar o lançamento da Atlantis para sua missão de 12 dias para a Estação Espacial Internacional.

Space shuttle Atlantis lifts off the launch pad.

Os céus limparam a tempo para a decolagem, que sofreu atraso de três minutos após um conserto rápido realizado devido a um problema técnico que surgiu no último minuto. O lançamento aconteceu às 12h29 (horário de Brasília). (veja AQUI as fotos do lançamento da Atlantis)

Com uma tripulação de quatro astronautas, a nave leva uma carga de comida e equipamentos para a estação espacial. A previsão de chegada é no domingo.

A Nasa está encerrando seu programa de ônibus espaciais devido aos altos custos de operação.

Agora os Estados Unidos vão depender de naves russas para levar seus astronautas ao espaço, ao custo de mais de 50 milhões de dólares por assento, até que empresas privadas comecem a operar voos para a estação espacial.

A agência espacial norte-americana também planeja desenvolver espaçonaves capazes de viajar além da estação espacial.

 Veja AQUI uma sequência de fotos dos trinta anos desde o primeiro lançamento.

Para onde vai a democracia? É a economia, estúpido!

O enforcado: Carta do Tarot.

"É a economia, estúpido" foi uma frase na amplamente utilizada durante a campanha presidencial de Bill Clinton em 1992. Lembro dela agora por um motivo bem visível: Os problemas financeiros na zona do Euro, principalmente no que diz respeito à Grécia.

A Grécia se tornou o país com a pior nota de crédito do mundo nesta segunda-feira (4/7), após a Standard & Poor's reduzir a classificação do país em três níveis e considerar um "default" (não pagamento) cada vez mais provável. (leia AQUI )

Os problemas enfrentados pelos países, digamos, mais pobres da União Européia, podem estar não somente afetando o Euro, mas também a democracia naquele continente que, outrora, foi o precursor da democracia mundial no pós-guerra.

A Grécia ilustra o perigo de permitir que as agências de classificação de risco, apesar de seu péssimo histórico, dominem o terreno político. Há questões de fundo que devem ser enfrentadas a respeito de como o governo democrático da Europa pode ser minado pelo papel enormemente aumentado das instituições financeiras e das agências de classificação de riscos, que hoje se apropriaram de certas partes do terreno político da Europa. Deter a marginalização da tradição democrática na Europa envolve uma urgência que é difícil de exagerar. (leia AQUI)

O que pode estar acontecendo é que, com a valorização do “financeiro” sobre o “humano”, os avanços produzidos pelas políticas públicas na concretização do Estado de Bem Estar Social na Europa, podem estar com os seus dias contados.

O dinheiro (sempre o dinheiro) é mais importante do que as pessoas. E, quando uma agência pode determinar para onde vai um país e seu povo, estaremos diante da derrocada da democracia. A ditadura “financeirista” está a ditar o que pode e o que não pode ser concedido à população.

Em troca de ajuda financeira, a Grécia, e outros países que se encontram em dificuldades financeiras, serão obrigados a abdicar de sua independência. Terão de cortar “gastos” sociais, privatizar serviços oferecidos pelo Estado e ficarem subordinados a agentes financeiros internacionais e, pior, das ditas agências de classificação.

Por isso que me lembrei da frase:

É a economia, estúpido!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os bons ventos da economia brasileira: Notícias de hoje.


Crescimento das reservas no 1º semestre é o maior desde 2007

(leia AQUI)

As compras de dólares do Banco Central provocaram o maior aumento das reservas internacionais do país desde o segundo semestre de 2007.

Naquele ano, o governo havia iniciado a política de compra de divisas para aumentar o seguro do país contra crises.

As reservas terminaram o primeiro semestre de 2011 em US$ 335,8 bilhões, aumento de 16,4%

Produção industrial brasileira cresce em maio, aponta CNI
 
(leia AQUI)
 
A produção industrial brasileira apresentou crescimento em maio e passou de 82,2% em abril para 82,4%. Entretanto, em relação ao mesmo mês do ano passado, a capacidade instalada recuou 0,4 ponto percentual.

Inflação recua em sete capitais brasileiras

(leia AQUI)

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal da Fundação Getúlio Vargas (FGV) diminuiu nas sete capitais pesquisadas (Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte) entre 23 e 31 de maio, em relação ao período anterior.

As maiores reduções foram registradas em Porto Alegre (onde o indicador caiu de 0,95% para 0,43%) e no Rio de Janeiro (0,87% para 0,36%).

Esperamos que continue assim.

Este modesto blog já conta com sessenta seguidores.

Hoje, A Geografia em tudo, chega a marca de sessenta seguidores.

Seguidores são pessoas que demonstram sua presença clicando no link aí ao lado.

Para meu modesto blog, esta marca é uma façanha...Eheheh!!!

Somete espero que vocês participem mais, comentando as postagens e desencadeando alguma discussão em torno dos assuntos aqui colocados.

Um grande abraço a todos que por aqui se aventuram

terça-feira, 5 de julho de 2011

Israel mantém planos para assentamentos em território anexado... Ilegalmente.

Ocupação israelense sobre território palestino. Leia AQUI

"O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico."  Gandhi

Segundo matéria da Reuters (leia AQUI), a Prefeitura de Jerusalém aprovou na segunda-feira a construção de centenas de novas casas para judeus em território anexado da Cisjordânia, segundo um vereador.

Elisha Peleg disse à Reuters que a comissão municipal de planejamento aprovou a construção de 900 novas moradias em Gilo, assentamento urbano em território capturado por Israel na guerra de 1967 e posteriormente anexado de forma unilateral a Jerusalém.

Cerca de 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, entre 2,7 milhões de palestinos. A Corte Mundial considera ilegais os assentamentos israelenses em territórios ocupados. Os palestinos afirmam que esses encraves inviabilizam a criação de um Estado para eles.

"Não vejo diferença entre Gilo e qualquer outro bairro de Jerusalém. Não há problema de planejamento ou político com isso, e os judeus têm o direito de construir em qualquer lugar na cidade", disse Peleg, membro da comissão de planejamento.

Isto é um absurdo e, principalmente, um crime contra a humanidade. O governo de Israel, de forma autoritária legisla sobre território palestino, sem qualquer pudor e sem a mínima interferência da comunidade internacional. Já não basta confinar homens, mulheres e crianças indefesas em uma estreita e insalubre Faixa de Gaza? E, ainda por cima, fica extremamente "ofendida" quando os palestinos atacam áreas de domínio israelense em represália, como se fosse crime o povo palestino defender sua terra e seu povo. Vejam que avereadora Peleg se acha no "direito" de construir em "qualquer lugar" da cidade, mesmo que este "lugar" seja território alheio.

Será que o governo de Israel quer mesmo a paz?