quarta-feira, 4 de abril de 2007

Capitalismo e Meio Ambiente, existe convivência pacífica?




Desde a Revolução Industrial, principalmente ao longo dos últimos 100 anos, desencadeou-se um processo de grande devastação ambiental, onde retirou-se incessantemente da Natureza os recursos necessários para gerar o “progresso” e os altos lucros de grandes indústrias capitalistas e de grupos econômicos transnacionais.

No início desse processo, os operários eram obrigados a trabalhar quase que sem descanso e morar em cortiços úmidos e mal cheirosos, amontoados junto às fabricas, respirando a fuligem das chaminés e bebendo água contaminada. Explorados ao extremo, estes operários morriam trabalhando, sem qualquer proteção para si e para as suas famílias. E quando reclamavam, eram dispensados e trocados por outros que, devido as dificuldades impostas pelo período histórico de miséria e fome do povo, aceitavam as condições impostas.


Este quadro, que parece antigo, é atual. Pois mesmo com o progresso da ciência, dos meios de produção e da própria sociedade, as coisas continuam iguais ou quem sabe, piores. Pois vejamos: com a globalização o livre fluxo de bens e capitais que favorece somente aos ricos, os operários continuam como a cem anos atrás, os direitos trabalhistas lhes são tirados a cada dia e isto quando não são trocados por máquinas, tudo em nome redução de custos e elevação dos lucros. São relegados a meros números estatísticos. Vítimas desta globalização, são forçados a habitar áreas insalubres, passam fome e outra privações. Onde está o progresso?

Por outro lado, nunca se devastou tanto a Natureza como hoje. Em relatório recente da ONU, apresentou-se um quadro crítico, em que em aproximadamente trinta anos um terço das espécies de animais estarão extintas devido a devastação das florestas. Dois bilhões de seres humanos sofrerão com a escassez de água, e estes estarão principalmente, no países pobres, bebendo água contaminada com seus próprios dejetos. A fome e as epidemias estão dizimando populações em países periféricos, mas mesmo assim são cada vez mais aviltados de suas parcas riquezas, pelos países centrais, pelas suas empresas transnacionais e pelos organismos de “ajuda” internacional como o FMI.


Somente a partir de meados de 1970, é nos Estados Unidos que vai se iniciar o movimento ambientalista, denunciando os mais diversos crimes ecológicos em diversas partes do mundo. São criados órgãos governamentais para a proteção do meio ambiente, que elaboram e aplicam mecanismos para regular o uso dos recursos naturais, a proteção dos mananciais hídricos e do ar. Mas nem todos seguem estas novas tendências ambientais e muitas empresas, e até países, não respeitam as legislações ambientais existentes e continuam a degradar a Natureza.

Paradoxalmente, os Estados Unidos é um dos países que mais tem avançado na legislação ambiental, mas ao mesmo tempo, é o que menos as respeita, não se submetendo aos tratados internacionais sobre o meio ambiente. Um exemplo disso é o tratado de Kyoto, que trata da diminuição das emissões de CO2 na atmosfera, que contribui para as mudanças climáticas e o aquecimento global. Outro é a sua política externa draconiana, preocupada somente com a sua estabilidade interna, incentivando e financiando a exploração indiscriminada dos recursos naturais dos países em desenvolvimento, provocando graves problemas sociais e ambientais.

Enquanto imperar este modelo, de desenvolvimento a qualquer custo, enquanto o homem achar que é o dono da natureza e esta, está aí para servi-lo, todas as previsões sobre as conseqüências da devastação ambiental, por mais pessimistas que possam parecer, tendem a se concretizar. A palavra preservar não existe, o que realmente existe é o lucro e o lucro se consegue com mais produção e mais consumo de produtos, geralmente supérfluos, destinados ao deleite de uns poucos privilegiados.

É vital que a sociedade se conscientize de que não é mais possível continuar neste caminho, é preciso entender que as futuras gerações têm de viver neste mesmo planeta e que nós somos os responsáveis para que os nossos filhos e netos tenham, ainda, esse lugar.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ao sabor do vento.


O Governo Yeda , mal começou e já está fazendo água. Essas palavras, para quem as escuta, diria que só pode ser coisa da oposição. Mas na realidade, essa constatação é proferida por seus próprios admiradores e apoiadores midiáticos. Pois o está diante dos olhos de todos é um Estado paralisado pela falta de empreendedorismo governamental que, com a desculpa dos cofres vazios, deixa o barco a deriva, ao sabor do vento, rumo aos rochedos.

Até mesmo a mídia amiga não tem do que falar, nada, nada. Não existe qualquer vestígio de que algo está sendo feito pelo bem do nosso povo, do nosso Rio Grande do Sul.

E pelo noticiário esforçado, eminentemente chapa branca, nos dá conta da formação de uma tal “Frente Gaúcha” (que nome emblemático, não é?), que vai até Brasília, é claro, reivindicar da União recursos para o Rio Grande. Infelizmente, não vai dar em nada mas, pelo menos daí, a Tia Yeda, terá em quem pôr a culpa de sua incapacidade e amadorismo na condução do Estado.
O que me surpreende é que não se busque as soluções dentro do Rio Grande. Se a Governadora dialogasse com seu (?) povo, talvez encontrasse melhores soluções do que ir pedir “penico” no Planalto Central.

Em um outro ponto, tido como prioridade desse governo, que também foi amplamente e intencionalmente maquiado pela mídia, trata da (in)segurança. Onde foi alardeado pela Zero Hora, em editorial, que as ações do “comandante” Bacci devolveram a “sensação de segurança” aos gaúchos. Bem cara pálida, quem é que tem essa sensação? É um deboche a inteligência dos gaúchos. Ontem mesmo, os dados oficiais da Secretaria da Segurança da conta do aumento da criminalidade. Um triste exemplo foi uma tentativa de assalto, ontem, no Vale dos Sinos, resultou na morte de um menino de três anos. Mas isso não importa, o que importa é que devemos ter a tal “sensação de segurança”.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Um filme para a Semana Santa


Ontem a noite, estava “zapiando” pela TV (não tenho TV a cabo) e, para variar, não tem nada que se aproveite num domingo na televisão. De repente, no canal do Sr, Abravanel, estava iniciando um filme. E dentro do espírito da Semana Santa, o filme que estava na introdução se chamava: Os Dez Mandamentos. Ao longo da vida, já assisti a diversas versões desse clássico do cinema. Acho que o mais famoso e que mais me marcou, teve o Charlton Heston Moisés.
O que assisti ontem é recente, e retrata importantes passagens na vida dos hebreus, que por volta de 1250 a C. conduzidos por Moisés, fogem do Egito, onde viviam na condição de escravos, para Palestina. Essa fuga é conhecida na Bíblia como "êxodo".

Mas o que me chamou a atenção e que aqui escrevo, tem um pouco, ou muito, de geopolítica. Que é a questão que envolve Israel e a sua luta pela manutenção da sua localização atual. Em um certo momento do filme, Moisés diz ao seu povo que Deus tinha falado com ele. Nessa conversa, foi-lhe dito que, os judeus, teriam que lutar muito para poderem viver na “Terra Prometida”.

Aí então, voltei ao presente. O que ocorre no Oriente Médio hoje é fruto de, quem sabe, uma provação ou um castigo. Pois desde aquela época brigam incessantemente, com todas as suas forças e, é claro, do seu aliado principal os Estados Unidos, para se manterem onde estão.
Essa é uma questão muito importante para toda a região. Está contaminando países ao redor. E, como professor de Geografia, recomendo a que queira “fazer” o vestibular, deva compreender bem essa questão, que sempre é tema de uma prova de geografia.

Festa no Brique



Ontem, no Brique da Redenção, o pessoal do Ói Nóis Aqui Traveis, fez um show na Av. José Bonifácio. Muita cor e alegria marcaram mais um aniversário desse grupo de teatro irreverente e criativo. Que faz da rua o seu palco. Ontem eles fizeram 29 anos de uma vida cheia de realizações, cultura e entretenimento. Vida longa a esse pessoal.

64 nunca mais!

Lembro-me perfeitamente, apesar de já terem se passado mais de quarenta anos, do início dos “anos de chumbo”, como ficou conhecido o período obscuro da Ditadura Militar no Brasil. Eu, naquela época, tinha oito para nove anos, era um domingo outonal, estávamos minha mãe e eu, passando o domingo na casa de meus avós, ali na Medianeira. Havia “estourado” a “revolução”, era o que diziam. Meu avô, não queria deixar que saíssemos para irmos para nossa casa, mas minha mãe disse que tinha que ir de qualquer maneira, e fomos. As imagens são nítidas. Embarcamos em um bonde, que fazia a linha da Glória pela Azenha, tudo tranqüilo. Desembarcamos no centro, no Mercado Público, para tomarmos outro bonde que nos levaria até a Vicente da Fontoura, onde morávamos.





Quando chegamos no centro, era visível a inquietação das pessoas, apressadas, olhando para o chão, quem sabe temerosas de serem confundidas com algum “comunista”. Eis que, enquanto esperávamos a condução, ouviu-se dois ou três tiros, vindos lá do lado da Rua da Praia. Algumas pessoas correram, mas minha mãe permaneceu ali a esperar o bonde, que chegou em alguns minutos e fomos para casa, tranqüilos.


Para a minha idade na época, tudo era meio distante naquele momento, mas com o tempo fui entendendo o que ocorria e o porquê de tudo aquilo. Estava instalada a ditadura no Brasil, que duraria até 1985. Mortos, desaparecidos, torturados, mutilados física e psicologicamente, fazem parte dessa triste história.


Lembro-me disso hoje e me sinto privilegiado de ter, de certa forma, vivido isso. Como se diz, fiz parte dessa história. Mas principalmente por estarmos vivendo nesse momento um clima forçosamente parecido que, por vontade de uma mídia que, nos últimos tempos tem sido a mesma mídia golpista daquela época.


Os jornais de hoje, como os daquela época falam em crise militar e quebra da hierarquia, no desfecho de uma a crise aérea. Crise aérea que, nada mais é do que, um resquício do Regime Militar, onde as Forças Armadas se apoderaram do Estado e onde ainda continuam insistindo em permanecer.


Não tenho nada contra os militares, ao contrário, acho que um estado nacional forte se faz com um exército também forte. Mas quando militares excedem essas funções e entram em conflito com outras forças, republicanas de democráticas, está na hora de se repensar as suas funções.
Essa crise aérea, que a mídia golpista insiste em chamar, vergonhosamente de “apagão aéreo”, nada mais é do que a vontade de um “terceiro turno”, pois se não conseguiram impedir um segundo mandato do Presidente Lula, agora tentam forjar uma crise para tirar dividendos, quem sabe, um novo golpe, tal qual aquele de 64.


Estados Unidos já passaram por crise aérea e lá, o serviço de tráfego aéreo passou completamente aos civis. Mais recentemente, na Argentina, o Presidente Kirchner, criou a ANAC, aos moldes da ANAC brasileira, e passou o controle do tráfego aéreo, também, aos civis. No vizinho País, também houve crise, greves mas, tudo foi normalizado.


Espero que aqui também tudo se resolva, e que esses ares golpistas, que muitos tentam instalar, não passe de uma memória, uma homenagem póstuma ao que aconteceu a quarenta anos atrás.

sexta-feira, 30 de março de 2007

E o calor, heim?


Como hoje é sexta-feira, cinco da tarde, está na hora de pensarmos o que fazer nessa noite quente de outono, sim, outono. Quem sabe uma saídinha básica para umas cervejinhas ao ar livre ou um cineminha (ar condicionado). É hora de nos divertirmos um pouco. E por falar em calor no outono, que será daqui prá frente? Vamos ter inverno?

Segundo as pesquisas científicas, nos últimos 150 anos a temperatura tem aumentado constantemente, mesmo que tenham havido épocas mais fias. Muito se fala e se discute a respeito. Muitos cientistas atribuem o aumento a temperatura terrestre ao aumento da queima de combustíveis fósseis, que joga o CO2 para a atmosfera, que é um dos gases responsáveis pela intensificação do efeito estufa.

Outros, dizem que não existe nenhuma relação do aquecimento global com a crescente produção de CO2. Esses, geralmente, acreditam que isso tudo é normal, e que podemos continuar assim, queimado petróleo. Claro, são pessoas ligadas aos grandes grupos industriais, principalmente do setor automobilístico e petroleiro.

Mas o quê realmente está acontecendo? Até onde pode chegar o aumento da temperatura?

Geologicamente, sabe-se que o clima terrestre tem mudanças cíclicas, mas que, essas mudanças são lentas, medidas em milhares de anos. Portanto, são imperceptíveis ao homem, dado a sua existência se limitar a algumas dezenas de anos (no máximo cem anos). A Terra já passou por períodos quentes e por eras glaciais, mas atualmente, com certeza, esse lento processo está sofrendo a interferência do homem, pois é nítido que a cada anos o calor aumenta. Somente no verão de 2006, na Europa, mais de 20.000 pessoas morreram em virtude do calor.

O quê vamos fazer? O nível dos oceanos vai engolir as cidades litorâneas? A raça humana vai sucumbir? Ninguém sabe as conseqüências disso.

Se você tem interesse no assunto, a Internet está repleta de artigos e sites sérios a respeito, é só procurar e dar uma olhada. Tem um que achei bem didático e claro, sem ideologias, bem técnico: http://www.seed.slb.com/pt/scictr/watch/climate_change/change.htm

Quem e o quê está por traz do planejamento familiar?



Em uma breve investigação na internet, no site oficial do Governo Gaúcho – http://www.rs.gov.br/ – para ver o quê e quem está por traz da “castração” de pobres pude contatar que, o tal programa de planejamento familiar, está, principalmente fundamentado e impulsionado, pela idéias de um fabricante de salsichas, presidente de uma ONG chamada Brasil Sem Grades - http://www.brasilsemgrades.org.br/ – Luiz Oderich. Esse senhor teve o infortúnio de perder o filho em um assalto e, desde lá, revoltado com a morte do herdeiro, se atirou de corpo e alma em uma cruzada conta a violência, tendo como lema a “paternidade responsável”, até aí, tudo bem mas, percorrendo o site, nota-se um viés elitista, onde supõe que o filho do pobre, onde geralmente o pai seria mais ausente, é o responsável pela violência reinante.






O tom do discurso de Luiz Oderich, pode rer comprovado em uma palestra proferida durante o 2º Fórum de Planejamento Familiar organizado pela ONG Brasil sem Grades, que é o seguinte: “A desorganização das famílias é uma questão que precisa ser melhor trabalhada porque é terreno fértil para possíveis jovens delinqüentes. Vamos pressionar o poder público, hospitais e serviços para que façam a sua parte. Fazer passeata pela paz já não adianta” - argumenta.
Vamos decifrar as suas palavras. Temos de mandar castrar essa gente.






No site oficial do Governo Yeda, está um trecho do discurso da Governadora durante o lançamento do programa, que reproduzo: "A falta de planejamento familiar recai com mais força em mulheres e crianças de famílias mais pobres. E isto, nos leva a vir aqui a dar todo o apoio e colocar o governo à disposição e fazer com que o planejamento familiar seja incluído como uma questão de desenvolvimento social e pessoal".






E o que nos resta? Como podemos protestar contra essa insensatez? Boicotemos os produtos Oderich. Esse pessoal está superando os nazistas e o mito da raça superior. Onde está a liberdade? As pessoas é que devem escolher o seu destino e sociedade deve prover o sustento dos seus filhos, indistintamente.





Segundo a Wikipédia cartração é o ato de mutilação sexual onde incapacita-se o indivíduo de reproduzir-se sexualmente. Pode consistir na extirpação de gônadas ou pênis em machos, ou do clítoris, útero ou ovário nas fêmeas. É aplicado em casos de doenças (ou o risco de desenvolvê-las) como câncer, ou, no caso de animais domésticos, para evitar sua proliferação e amansar seu comportamento.


Homens castrados são chamados eunucos, e por não poderem se reproduzir, foram por muito tempo escolhidos como guardiões de haréns reais.


Atualmente, a castração é considerada o melhor método para evitar a proliferação de animais de rua, como cães e gatos. O animal castrado não apresenta comportamentos reprodutivos tais como fugir de casa, miados altos durante o cio, brigas, demarcação de território com urina, etc. É uma garantia de segurança para o animal, que embora continue adequado inclusive para guarda de residências, torna-se mais equilibrado e emocionalmente estável.