quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente: comemorar o quê mesmo?


Não se pode esquecer, é claro, de tudo que já foi realizado para frear a corrida na destruição da natureza, principalmente por pessoas e organismos esgajados nessa eterna luta. Mas, contudo, não temos nada a comemorar e sim, a refletir.

Ao longo dos séculos, o homem vem se doscolando da natureza, como se ele, dela não dependesse. Mas com isso, se achando superior a ela, comete verdadeiros crimes ambientais.

Com o advento do capitalismo como sistema triunfante, a acumulação e o lucro, se tornaram o objetivo principal da sociedade. A "mão invisível do mercado" tratou de valorar tudo, até mesmo a natureza. Vemos, em todos os continentes e países a "modernidade" usurpar os recursos naturais a ponto de já se sentir os efeitos dessa "loucura" do TER, ao invés do SER.

Assim, o aumento da temperatura terrestre pela queima dos combustíveis fósseis, a contaminação da água, a derrubada das florestas, a extinção de espécies. As desigualdades sociais, a miséria, a fome e as guerras, são coisas a equacionar e solucionar para que, no futuro, a Terra possa suportar as novas gerações.

No Brasil vemos que, nos últimos anos, a Amazônia vem sendo paulatinamente suprimida.

E aqui, no Rio Grande do Sul, o plantio indiscriminado e criminoso dos eucalíptos para celulose de exportação, passando por cima da legislação ambietal.

Assim sendo, nada a comemorar.

Mas, tudo a ser feito...

terça-feira, 3 de junho de 2008

E LA NAVE VA

Assim como o filme de Frederico Fellini, que se passa em um luxuoso navio, e onde um grupo de refugiados sérvios recolhidos do mar pelo capitão, são hostilizados pelos ricos passageiros, tidos como uma ameaça a segurança a bordo. O nosso planeta Terra, ou Gaia (James Lovelock), passa por idêntica situação. Com a globalização capitalista, e a mão invisível do mercado (Adam Smith), vivemos atualmente em uma "crise" de alimentos e energia, sem falar da água. O crescimento dos mercados nos países ditos em desenvolvimento, fizeram crescer a demanda de alimentos e outras "commodities", que aumentaram significativamente de preço, aumentando a fome no mundo.


Os que antes não podiam comprar, e agora se inserem no mercado, fazendo que diminua a oferta de produtos e, consequentemente, o aumento de preços. Os pobres do mundo agora começaram a comer, mas os especuladores (o mercado) vêem aí, a chance de aumentarem seus lucros.


Se levarmos em consideração a produção mundial de alimentos e a necessidade per capta de 2.800 calorias por dia, há alimentos para TODOS, mas como existe o "mercado" e grandes empresas que controlam a produção e comercialização de alimentos e estes, seguem as leis que regem o capitalismo, a oferta é restrita pelo preço, chegando somente a população que tem dinheiro para comprar.


Segundo dados da ONU, Calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo sejam vítimas de crônica ou grave subnutrição, a maior parte das quais são mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento. E que, a cada 3,5 segundos, morre no mundo um ser humano pela fome.


Assim como no filme de Fellini, esta significativa parcela da humanidade, pode ser considerada como uma ameaça à "segurança" dos que podem comprar, dos inseridos no mercado, os outros...



O que vai acontecer daqui para frente, já se pode imaginar, não é mesmo?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um fim de semana frio, mas com muito sol


Tivemos neste último fim de semana em Porto Alegre, dias dignos de se dizer: que belos dias...

Os parques e praças da cidade estiveram lotados. Quem pode, saiu à rua para "tirar o mofo". Os dias de sol, mesmo com o frio, são um convite irrecusável para um bom passeio.

No sábado a Feira da Coolméia (foto) promoveu o dia sem sacolas plásticas, que teve como objetivo, educar as pessoas a usarem mais sacolas que não sejam descartáveis. Pelo que vi, houve grande engajamento de quem por lá passou. Um problema que temos a respeito das sacolas plásticas, vêm dos supermercados, que não elaboram campanhas e/ou ações como alternativa para reduzir, substituir ou, até mesmo, abolir esse item que tanto causa danos ao ambiente.

No domingo, no Brique da Redenção, também o povo foi passear e gastar, é claro. O parque estava lotado, e havia fila para tudo, até prá pipoca. Foi, para mim, o melhor dia de vendas do ano, até aqui...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A Coleta Seletiva do Foga$$a no centro


Moro no centro de Porto Alegre, aqui também trabalho e me movimento entre seus prédios, praças e parques. Gosto daqui por estar em contato com a raíz da evolução urbana da cidade. A paisagem do centro é eclética, prédios históricos dividem espaço com a modernidade do "Xópichão" dos camelôs, que se instalam diariamente na Rua da Praia. Por aqui se vêem pessoas de todas as classes, dividindo o espaço das calçadas esburacadas.

Mas essa paisagem conhecida, se transformou em um imenso galpão de reciclagem a céu aberto.


Pois aqui, o nosso alcaide, o prefeito virtual Foga$$a, deixou de fazer a coleta seletiva, que destinava seu produto aos projetos sociais mantidos em parceria com a Prefeitura, esses projetos geravam emprego e sustentavam diversas familias de muito baixa renda.


Mas agora, não mais circulam no centro os caminhões especiais que fazem esse trabalho. Ao invéz disso, carroças e carrinhos de tração humana, fazem o trabalho que era para ser executado pelo DMLU.

As conseqüências, se pode ver diariamente nas calçadas e nas praças do centro de Porto Alegre. Na foto, se vê, na esquina da Riachuelo com a General Portinho, o que está ocorrendo, fruto da política social executada pelo governo do Foga$$a. Essas pessoas, como se vê, fazem a separação por ali mesmo, obstruindo a rua, e deixando resíduos. Fora o que vai para as ilhas do Guaíba, em carroças, para onde é levado preferencialmente, os resíduos que lá serão separados. Nesse processo, o que não é aproveitado vai se acululando por lá, causando impactos ao meio ambiente e a paisagem desses locais.

E porquê isso ocorre?

Porque o Foga$$a, desativou muitos dos projetos sociais destinados a essa população, excluída. E de quebra, ele fez uma espécie de privativação informal da coleta de lixo. Deixando que essas pessoas, façam o que a Prefeitura deixa de fazer.

E assim vai...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O tempo passa... E o que passou, passou...


Estava eu caminhando pela Rua da Praia (Rua dos Andradas), olhando o movimento quando, ao passar pela Esquina Democrática, rumo à Av. Independência, algo me chamou atenção. Um "lojão" de calçados exatamente onde se localizava a mais famosa livraria da cidade, a Livraria do Globo.

Num lapso de tempo me veio a memória a minha infância, o caminhar entre as prateleiras de livros e outras publicações. Era um grande programa folhear, ler, ver figuras. Nesse tempo, não havia Internet e celular. A TV estava começando, preto e branco. Os cinemas de rua. Os bondes e todo mundo parece que passeando, mesmo a trabalho, o ritmo era mais lento, calmo, tranqüilo.

Aí fiquei triste. Uma melancolia abateu-se em mim.

Como pode, uma cidade que mais consome (?) livros, que se vangloria de ser culta, politizada, deixa que, um ícone cultural e histórico, se transforme em uma sapataria?

Nada contra as sapatarias, mas essas, que vão para qualquer outro local.

Em fim, contra o tempo, não existe nada que se possa fazer...

Como diriam os munícipes pós-modernos:

É o progresso...

terça-feira, 20 de maio de 2008

E a mídia, heim?

Quando se fala em mídia, em imprensa, não devemos esquecer que quem sustenta essa máquina, são seus "anunciantes". Portanto, por mais que ela, a mídia, tente passar ao público que ela é isenta, imparcial, nunca será. Pois a mídia e seus donos, defendem os interesses dos seus anunciantes. Isso é claro!

Porquê digo isso?

Por que tenho observado uma maciça campanha para desqualificar os movimentos sociais, os ambientalistas e todos aqueles que tenham uma posição contrária ao establishment. Podemos notar a ânsia de aprovação das barbaridades cometidas contra as pessoas e ao meio ambiente, por parte da população. Jornais, rádios e tevês, numa corporação que beira ao absolutismo de idéias, unidos, querem justificar as ações bárbaras que estão levando o mundo a uma situação dramática de confusão, de caos.

E o quê fazer?

Talvez eu não saiba, mas a luta diária, abnegada de pessoas solitárias que, através de espaços alternativos, faz o contraponto, mostrando o que há por detrás do que mostrado na mídia corporativa.

Então vejamos:

Como um meio de comunicação vai criticar os desertos verdes se a Aracruz, por exemplo, despeja milhares de reais em campanhas publicitárias?

Como vão questionar o absurdo das tarifas de pedágio se a AGCR – Associação Gaúcha de Concessionárias de Rodovias sustenta os salários de jornalistas?

Como certas pessoas, como os jornalistas Diego Casagrande e Políbio Braga, para citar alguns, vão falar mal dos governos Yeda e Foga$$a, se nos seus site borbulham verbas oficiais?

Somente na blogsfera independente dessas benesses é que vamos encontrar pessoas críticas, mesmo que isso vá contra suas convicções político-ideológicas. Ao contrario, na mídia corporativa, mesmo que seja evidente a corrupção, o descaso, a ilegalidade, a falta de ética, a usurpação do Estado, mesmo assim, a crítica, não se fará presente.

Resta a essa rede informal, formados pelos blogueiros, a iniciativa da crítica...

Nada mais!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Prof. Msc. Mario Luiz Rangel

Semana passada, mais uma etapa da minha vida acadêmica foi alcançada. No dia 7/05, quarta-feira, defendi minha dissertação de Mestrado, intitulada A percepção sobre a água na paisagem urbana: bacia hidrográfica da Barragem Mãe D’água – Região Metropolitana de Porto Alegre/RS, que trata, basicamente, da relação da população com a rede hídrica, considerando o processo de urbanização. Na banca, estavam presentes os geógrafos Wagner Ribeiro, da Universidade de São Paulo – USP, Dirce Suertegaray e Luis Basso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

Foi um momento muito significativo, pois é fruto de doze anos de caminhada pela Geografia e pela problemática dos recursos hídricos e da água como elemento da paisagem.

Meu trabalho foi muito bem aceito (ainda bem) e, a partir de agora, tenho de dar continuidade a esse trabalho, pois não está encerrada nessa etapa, minha pesquisa.

Mais a diante vou disponibilizar aqui, o texto e a cartografia desse trabalho.